A norma portuguesa: NP 405

O acesso à norma não é fácil: a sua aquisição é dispendiosa e a sua divulgação é, por isso, condicionada. Os interessados podem consultar o serviço de atendimento da Biblioteca da Escola Secundária da Mealhada.

Apesar do esforço de normalização, muitas instituições, publicações e outras entidades continuam a usar normas próprias. Justifica-se esta situação pela falta de resposta das normas da I.S.O. e do I.P.Q. a certos casos especiais e ao facto de, para muita gente, as normas produzidas por aqueles organismos não serem de fácil leitura e compreensão. Não deixam de ter razão.

Além disso, não há muita divulgação da norma e grande parte da nossa comunidade intelectual ignora a sua existência.

Os critérios seguidos no nosso país variam muito: há os que continuam a seguir as velhas práticas da tradição das academias mais antigas, há os que adoptam as normas que os autores ou países com quem estão mais em contacto seguem e há os adoptam os critérios de publicações científicas de prestígio.

Tutoriais sobre as diferentes normas:

  • Rede de Bibliotecas Escolares *
  • Universidade Aberta *
  • Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa  * – fornece normas excepto a NP405
  • Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia da Universidade de Aveiro *
  • Universidade do Minho – serviços de documentação *

Neste momento, a norma relativa à informação e documentação e respectivas referências bibliográficas prevê o tratamento de 4 tipos de documentos:

1. NP 405-1:1994 – para os diversos documentos impressos:

  • livro (o termo técnico é monografia),
  • parte ou volume de uma monografia,
  • contribuições em monografias,
  • revista (cujo termo técnico é publicação em série),
  • artigo de um revista ou de um jornal,
  • uma tese ou outra prova académica,
  • um trabalho de um aluno,
  • uma acta de um congresso, seminário, conferência.

2. NP 405-2:1998 – materiais não livro:

  • documentos icónicos (cartazes, gravuras, postais e cartões estereográficos),
  • filmes (filme em bobina e filme “loop”),
  • microformas (microfichas e microfilmes),
  • multimédia,
  • registos vídeo (cassetes vídeo e discos vídeo), registos sonoros (discos compactos, discos sonoros e cassetes sonoras),
  • objectos (brinquedos, modelos, etc.),
  • projecções visuais (diapositivos e transparências) e
  • partes componentes de alguns tipos destes documentos.

Esta Norma deverá ser sempre utilizada juntamente com a NP 405-1, na qual são contemplados todos os aspectos gerais e comuns.

3. NP 405-3:2000 – documentos não publicados:

  • documentos impressos de tipologia variada (monografias, publicações em série, cartas, ofícios, circulares),
  • manuscritos,
  • música manuscrita,
  • materiais cartográficos e
  • materiais não livro.

Não são abrangidos documentos integrados em fundos de arquivos.

Esta Norma deverá ser sempre utilizada juntamente com a NP 405-1 e NP 405-2 nas quais são contemplados todos os aspectos gerais e comuns.

4. NP 405-4:2002 – documentos electrónicos:

  • monografias (livro electrónico ou qualquer outro documento monográfico),
  • bases de dados, programas, partes e contribuições desses documentos,
  • publicações em série, artigos e outras contribuições;
  • BBS(s), news groups, listas de discussão e mensagens.

É com base nesta norma NP-405, nas suas 4 partes, que devemos elaborar as referências bibliográficas das bibliografias e das citações em textos.

NORMAS

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