Computação na Escola

O jornal Público tem publicado uns artigos muito interessantes sobre computadores, programação e outros temas relacionados. Convém ir dar uma olhada.

Para já, estão publicados os seguintes artigos (para além daquele publicado ontem neste blogue sobre códigos QR) num conjunto denominado por “Mais Educação para os Media”:

Os 3Bs

Autómatos

Grafos

Space Invaders

Criptografia


Os bancos portugueses lembram a história do Titanic

Por Onde Vai a Banca em Portugal?

Fundação Francisco Manuel dos Santos | agosto 2020

Jorge Braga de Macedo

Academia das Ciências de Lisboa; CG&G‑NSBE; Catedrático jubilado UNL, Investigador NBER, CEPR e CIGI. Doutorado em Economia pela Universidade de Yale (EUA, 1979), foi diretor na EcFin (CE), ministro das Finanças, presidente do CD/OCDE e do IICT, ensinou em Luanda, Princeton, Paris, etc.

Nuno Cassola

CefES‑Universidade de Milão‑Bicocca, Itália. CEMAPRE Universidade de Lisboa, Portugal. Doutorado em Economia pela Universidade de Kent (RU 1992). Trabalhou no BCE (1999‑2019) e no Banco de Portugal (1994‑1999); foi Professor no ISEG (1984‑1999) e Assistente no IST (1983‑1984).

Samuel da Rocha Lopes

EBA — Autoridade Bancária Europeia (França); Executive Education‑Nova School of Business & Economics (Portugal); Aarhus University (Dinamarca). Investigador no CBR (Reino Unido) e CIRSF (Portugal). Doutorado em Finanças (ISCTE, 2009), foi economista no BCE e no Banco de Portugal.


Os bancos portugueses lembram a história do Titanic.

O sector financeiro português percorreu uma rota imprudente e, afinal, BPP e BPN eram apenas a ponta do icebergue. Muitos não acreditaram que algo enorme pudesse estar submerso (BANIF, BES, BCP, CGD, Montepio, etc.). Para prevenir outros sinistros é preciso reforçar a supervisão bancária e a estabilidade financeira e melhorar a governação pública e privada. Isto é tanto mais urgente quanto é certo que alterações tecnológicas e climáticas nos levam, hoje, por mares nunca dantes navegados.

O poder do acaso e a beleza e diversidade do mundo vivo

Uma Série de Felizes Coincidências

O Acaso e a Criação do Planeta, da Vida e do Ser Humano

de Sean B. Carroll

Desassossego, abril de 2021


Porque é o mundo como é? E como chegámos aqui? Será que tudo acontece por uma razão ou algumas coisas são fruto do acaso? Há milénios que filósofos e teólogos discutem estas questões, mas as descobertas científicas mais recentes revelam que vivemos num mundo criado pela aleatoriedade. Uma Série de Felizes Coincidências mostra-nos o incrível poder do acaso e de como este está na origem de toda a beleza e diversidade do mundo vivo.

Tal como todas as outras espécies, os humanos estão aqui por acidente. Mas é chocante perceber a quantidade de fatores que tiveram de acontecer para que qualquer um de nós exista. Desde um impacto de asteroide extremamente improvável às oscilações alucinantes da Idade do Gelo ou aos acidentes invisíveis nas gónadas dos nossos pais, existimos apenas devido a uma extraordinária série de felizes coincidências. E é o acaso que continua a reinar todos os dias sobre a fina linha que separa a vida e a morte.

Este é um livro relativamente pequeno acerca de uma grande ideia. Mas é também uma história animada. Inspirada em Monty Python, Kurt Vonnegut e em outros grandes pensadores, e escrita por um dos cientistas e divulgadores de ciência mais talentosos da atualidade, Uma Série de Felizes Coincidências é uma narrativa irresistivelmente divertida sobre um dos mais importantes mas menos valorizados factos da vida.

Novos modelos de desenvolvimento económico

A Economia do Futuro

A visão de cidadãos, empresários e autarcas

Fundação Francisco Manuel dos Santos | dezembro 2014

Coordenação e autoria

João Ferrão

Nascido em 1952. Licenciado em Geografia, Faculdade de Letras da UL. Doutorado pela UL em Geografia Humana. É atualmente investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e coordenador do Grupo de Investigação «Ambiente, Território e Sociedade» e do Conselho dos Observatórios do ICS-UL.

Equipa

  • Alice Ramos
  • João Mourato
  • João Pato
  • Olívia Bina
  • Rui Carvalho

A União Europeia e diversas entidades de âmbito internacional e global (Nações Unidas, OCDE, New Economics Foundation, McKinsey, etc.) defendem a necessidade de novos modelos de desenvolvimento económico, apontando caminhos, prioridades e soluções.

A análise comparativa de vinte documentos sobre cenários desejáveis para a economia do futuro permitiu construir uma Agenda de Transição de referência, que sintetiza os aspetos essenciais das principais conceções em confronto: a visão ainda hoje dominante de economia do crescimento, a visão da economia ´verde` e a visão do que se designa por economia do bem-estar, mais centrada em objetivos de desenvolvimento humano e de prosperidade social, em que o crescimento económico é visto como um meio e não como um fim em si mesmo.

A atual crise veio tornar mais urgente e oportuno o debate sobre novos modelos de desenvolvimento económico. O Projeto ´MuVE – Mudança de Valores para a Economia do Futuro` procura antecipar a reação dos portugueses aos vários aspetos considerados na Agenda de Transição de referência, avaliando o grau de adesão e predisposição para a mudança por parte dos inquiridos em relação às várias opções em confronto.

Para o efeito foi lançado um inquérito à população em geral, a empresários e a autarcas. Que futuro queremos? Qual a principal finalidade da economia? Que tipo de economia poderá contribuir para os futuros desejados? Qual a intensidade e a direção da mudança necessárias para consolidar a economia do futuro? Como estimular a emergência de modelos de desenvolvimento económico mais sustentável? Quem são os protagonistas dessa mudança?

As respostas dos inquiridos permitem perceber em que medida as suas atitudes e opiniões refletem valores sociais particulares e estão associadas a características pessoais específicas, como a idade, o grau de escolaridade, a atividade profissional ou o posicionamento político. Os perfis-tipo identificados com base nas atitudes e opiniões expressas e nas características sociodemográficas dos inquiridos apontam para a existência de grupos com distintos graus de aceitação da mudança, em geral, e de opções específicas da mudança, em particular. Uns não conseguem vislumbrar qualquer futuro, outros acreditam no regresso do futuro anunciado antes da crise, outros ainda têm propostas claras para o futuro, mas não coincidentes entre si. Estes resultados são essenciais para entender a base social de apoio que existe potencialmente na sociedade portuguesa para diferentes opções relativas à economia do futuro, bem como os principais pontos de convergência e divergência que parecem emergir quando debatemos essas várias opções.

Investigação científica e tecnológica aplicada

Inovação em Portugal

Fundação Francisco Manuel dos Santos | novembro 2013

Manuel Mira Godinho

Professor Catedrático de Economia no ISEG, Universidade de Lisboa. Foi-lhe concedido o grau de Agregado em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa em 2001. Obteve o grau de Doctor of Philosophy in Science and Technology Policy na Universidade de Sussex em 1995. Antes disso obteve o grau de Master of Science in Social and Economic Aspects of Science and Technology in Industry, no Imperial College, Universidade de Londres, em 1986. Tem trabalhos publicados nas áreas da economia da inovação, dos direitos da propriedade intelectual e das políticas de ciência e tecnologia. Tem trabalhado como consultor de organizações públicas e privadas, em Portugal e noutros países, nas suas áreas de especialização.


Portugal investe atualmente cerca de 2.500 milhões de euros por ano em investigação científica e tecnológica e desde há mais de uma década que a palavra inovação se instalou no discurso empresarial e nos das políticas públicas. Neste contexto, a presente obra propõe uma avaliação do estado da inovação no nosso país, dotando o leitor de informação essencial e capacidade de julgamento objetivo sobre estas matérias. O livro evidencia que se registaram importantes avanços ao longo das últimas décadas, tendo-se constituído e consolidado competências críticas em certos domínios, embora permaneçam outros domínios de maior fragilidade. A capacidade de harmonizar o sistema nacional de inovação será a chave para um desenvolvimento mais sustentável do que temos tido.

Progresso científico e tecnológico da Medicina e a ética

A Nova Medicina

Fundação Francisco Manuel dos Santos | janeiro 2012

João Lobo Antunes

1944-2016

Professor de Neurocirurgia na Faculdade de Medicina de Lisboa e presidente do Instituto de Medicina Molecular, de que foi fundador. Entre 1971 e 1984, trabalhou no Instituto Neurológico da Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, onde foi fellow da Fundação Fulbright e da Fundação Matheson. É autor de mais de 170 artigos científicos e sobre temas médicos e de cinco livros de ensaios. Em 2010, publicou uma coletânea de ensaios sobre ética, Inquietação Interminável, e uma biografia de Egas Moniz. Recebeu vários prémios nacionais e internacionais.

Em 1996, foi distinguido com o Prémio Pessoa.


Este ensaio é dedicado à extraordinária transformação da Medicina nas últimas décadas. A ciência, a prática e a ética desta Nova Medicina são objeto de particular atenção, e é explicado o modo como aquela absorveu o progresso científico e tecnológico e se adaptou a uma nova ecologia económica, social e até moral, e às exigências de uma sociedade cada vez mais informada sobre o poder da arte médica. Olhando o futuro, exprime-se uma preocupação – o envelhecimento; uma incerteza – a sustentabilidade dos sistemas de saúde; uma necessidade – a medicina de «translação»; e uma utopia possível – a medicina «personalizada».

Edição FFMS e Relógio d’Água, 2011

Sociedade mais sustentável

Ambiente em Portugal

Fundação Francisco Manuel dos Santos | agosto 2016

Sofia Guedes Vaz

Tem trabalhado em organismos públicos e privados, nacionais e internacionais na área do ambiente. A sua formação começou em engenharia e acabou em filosofia do ambiente, o que lhe deu uma perspetiva interdisciplinar e uma compreensão abrangente do tema. Melhorar a comunicação sobre o ambiente é uma das suas paixões. Publicou livros, artigos e capítulos de livros de divulgação científica.


O ambiente é uma área que nos convoca a todos colocando-nos perante dilemas difíceis, com forças antagónicas a puxarem-nos para lados opostos. Este livro deambula pela história, problemas, desafios e possíveis caminhos para uma sociedade mais sustentável. Faz-se um périplo pelos tópicos mais marcantes deste complexo tema que afeta, por vezes mais do que queremos admitir, a nossa vida, a dos nossos filhos e a do planeta em que vivemos.

Alterações nas paisagens rurais portuguesas

Portugal: Paisagem Rural

Fundação Francisco Manuel dos Santos | janeiro 2017

Henrique Pereira dos Santos

Trabalhou em áreas protegidas e conservação da natureza ao longo de mais de 30 anos, incluindo no ordenamento e gestão de áreas protegidas e da Rede Natura 2000. Tem estudado a evolução da paisagem rural de Portugal continental no século XX e sua relação com a dinâmica da biodiversidade. Publicou os livros ‘Do Tempo e da Paisagem’, ‘O Gosto de Sicó’ e ‘Portugal: Paisagem Rural’.


Partindo das paisagens rurais portuguesas da transição entre os séculos XIX e XX, descrevem-se neste ensaio as alterações ao longo do século XX, acompanhando a passagem das economias orgânicas fechadas para as economias abertas que caracterizam a agricultura comercial.

Tendo como conceito central que em economias fechadas a alimentação não é uma escolha mas uma consequência do que é possível produzir, acompanham-se aqui as alterações da dieta e das produções como forças motrizes da evolução da paisagem.

Avalia-se, em cada momento do livro, a forma como a gestão das restantes forças motrizes da construção de paisagens humanizadas – a água, a fertilidade e o trabalho – se liga com a alimentação e se altera em função de evoluções tecnológicas, em especial da descoberta da produção de azoto a baixo custo e da mecanização, de forma a desintegrar o vínculo essencial entre produção agrícola e produção animal, que caracteriza as economias orgânicas fechadas.

Complementarmente, refere-se a forma como as alterações de paisagem se pode refletir nas dinâmicas das populações selvagens, usando como exemplo a evolução da população de lobos.

Os portugueses que exportam

Os exportadores portugueses

Fundação Francisco Manuel dos Santos | abril 2017

Filipe S. Fernandes

Jornalista. Licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É autor de livros como “Isabel dos Santos, Fortunas& Negócios”, “A Gestão Segundo Fernando Pessoa”, “Como Salazar Resolveu o Grande Escândalo Financeiro do Estado Novo”, “As Vítimas do Furacão Espírito Santo”, “Homem Sonae”, entre outros.


A notícia da morte da indústria do calçado foi claramente exagerada. O turismo soma e segue. Estes e outros sectores tornaram o Made in Portugal um trunfo: o peso das exportações no PIB cresceu 10% em 7 anos. Contudo, os portugueses não conhecem esta história de sucesso.

Que rostos estão por detrás das empresas que levam a marca Portugal aos cinco continentes? Que produtos são o novo el dorado da exportação e o que mudou na sua composição? Estas e outras perguntas encontram finalmente resposta neste livro.

A Geopolítica do Atlântico

Portugal e o Atlântico

Fundação Francisco Manuel dos Santos | abril 2016

Bernardo Pires de Lima

Investigador associado no Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa, colunista e analista de política internacional. +BIO


Vivemos um tempo de transições na política internacional e de incertezas sobre os relacionamentos entre as grandes potências. No entanto, somos sistematicamente confrontados com teses demasiado definitivas, como a do «século do Pacífico», a do «declínio do Ocidente», a da «ascensão pacífica da China» ou a do «unilateralismo americano». Este ensaio procura questionar estes e outros axiomas, desligando a dinâmica ascensional asiática de um aparente ocaso ocidental e defendendo estar em curso um ressurgimento silencioso do Atlântico capaz de o recentrar na geopolítica do século XXI, potenciando a posição geográfica de Portugal e maximizando a sua política externa.

Crises em Portugal

Crise e Crises em Portugal

Fundação Francisco Manuel dos Santos | outubro 2016

Carlos Leone

Carlos Leone, n. 1973, formou-se em Filosofia e doutorou-se em História das Ideias na FCSH-UNL. Além de colaborador de órgãos de comunicação social portugueses, foi docente e investigador, sendo atualmente consultor político. Dirigiu a revista da INCM Prelo (3ª série) de 2005 a 2009 e publicou vários livros, como «Portugal Extemporâneo» (2 vol., 2005). Recentemente, foi autor de vários verbetes no volume do «Dicionário de História de Portugal» sobre o período 1974-1976.


Ensaio dedicado ao tema da crise, que domina a vida pública portuguesa, e não só, há anos. Ao contrário do que é habitual, não foca o seu tema pelo ângulo económico, nem se interessa pelas manifestações mais frequentes, como «crises políticas», «crises existenciais», etc. O leitor encontrará aqui, nas três primeiras secções, uma discussão do que significa o termo crise e suas relações com outros termos (como crítica) que o acompanham desde a Antiguidade. Na atualidade, há uma secção sobre Portugal, a qual discute a partir de perspetivas diferentes o que significa a crise portuguesa.

Crise da Família

A Crise, a Família e a Crise da Família

Fundação Francisco Manuel dos Santos | setembro 2012

Mónica Leal da Silva

Nasceu em Lisboa em 1967, de pais e avós professores. Licenciou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Línguas e Literaturas Modernas. Depois dos estudos, dedicou uma década ao ensino de crianças dos 6 aos 18 anos na Escola Alemã de Lisboa. Em 1993, publicou três livros: O António Só Tem Medo de Algumas Coisas, O Prédio do António Tem Muitos Barulhos, e O Melhor Natal do António. Em 2001, mudou-se para os Estados Unidos, onde passou a ensinar língua e literatura portuguesas na Universidade de Princeton. Desde 2008, ensina na Universidade Estadual do Michigan nas áreas de literatura infantil, escrita criativa, e língua portuguesa. É casada e mãe de duas filhas. Dedica-se a ler e a escrever, em inglês e em português.


Vivemos uma crise que afeta todos, mas não todos de igual forma. Alguns entre nós já não se bastam e o Estado não lhes chega. Voltam-se para a família, quando têm família. Mas se o Estado encolhe agora, as famílias encolheram antes. E se a ausência de planeamento familiar gera pobreza, a queda drástica da natalidade gera também problemas económicos e sociais.

Para compreender como chegámos aqui e para encontrar uma saída, é necessário, mas não suficiente, falar de dinheiro. Apurar responsabilidades exige uma reflexão ética sobre a família e o trabalho.

Matemática em Portugal

Matemática em Portugal, Uma Questão de Educação

Fundação Francisco Manuel dos Santos | maio 2012

Jorge Buescu

Professor associado do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da U.L.

Licenciado em Física, doutorado em Matemática e é professor associado do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Para lá do seu trabalho de investigação, sempre teve o prazer de comunicar as ideias da Matemática. É autor de várias dezenas de artigos científicos e de dois livros publicados internacionalmente, e de mais de uma centena de artigos de divulgação da Matemática. Em Portugal, publicou quatro livros de divulgação da Matemática: O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias (2001), Da Falsificação de Euros aos Pequenos Mundos (2003), O Fim do Mundo Está Próximo?(2007), e Casamentos e Outros Desencontros (2011), todos na Gradiva.


O que é a Matemática e porque é que Portugal nunca teve um único matemático de primeira grandeza, da craveira de Newton, Euler ou Gauss? Convencionalmente, invocam-se razões mais ou menos circunstanciais para este facto. O autor argumenta que a razão fundamental está na Educação. Focando-se em três momentos históricos particularmente importantes para a Matemática em Portugal, desmonta várias ideias preconcebidas em seu torno, concluindo que a razão essencial para a nossa irrelevância matemática e científica deve ser encontrada numa história de enorme debilidade do ensino das ciências em Portugal em comparação com países mais desenvolvidos.

Bancarrota e défice democrático

Portugal: Dívida Pública e Défice Democrático

Fundação Francisco Manuel dos Santos | janeiro 2012

Paulo Trigo Pereira

O autor (Lisboa, 1959) é professor no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, doutorou-se na Universidade de Leicester e foi investigador em várias universidades estrangeiras (Amesterdão/UvA, LSE, NYU e Yale). Trabalha em finanças públicas, economia das instituições e sistemas eleitorais, tendo publicado em revistas científicas e escrito manuais universitários nessas áreas. Foi coordenador do mestrado em Economia e Políticas Públicas do ISEG. Tem tido atividade cívica como membro da direção da DECO e de outras associações e participado em várias iniciativas da sociedade civil. Escreve regularmente para a imprensa, em particular para o jornal Público, de que é colaborador. Este é o seu quinto livro.


Como chega um país à quase bancarrota? Porque são pedidos sacrifícios aos cidadãos que parecem não ter fim? Há uma solução duradoura para o problema da dívida pública? O argumento central deste ensaio é o de que os problemas das finanças públicas derivam da fraca qualidade da democracia. Na primeira parte, analisa-se como a situação actual é o resultado de uma cultura e uma prática orçamental laxista de décadas. Na segunda, após um breve diagnóstico dos bloqueios da democracia, são sugeridas algumas alterações do sistema político e administrativo, no sentido de maior liberdade, transparência e responsabilidade política, necessárias ao renascimento da democracia e à sustentabilidade das finanças públicas.

Edição FFMS e Relógio d’Água, 2011

Reflexões à volta da Economia, da Moral e da Política

Economia, moral e política

Fundação Francisco Manuel dos Santos | março 2011

Vítor Bento

Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa e Mestre em Filosofia pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa em 2003.
Ocupando diversos cargos no Banco de Portugal como economista, foi Administrador Executivo do Instituto Emissor de Macau. Membro do Subcomité de Política Cambial do Comité de Governadores dos Bancos Centrais da Comunidade Europeia, entrou para o Ministério das Finanças, onde assumiu os cargos de Diretor-geral do Tesouro, Presidente da Junta do Crédito Público e membro do Comité Monetário Europeu.
Fundou o IGCP (Instituto de Gestão do Crédito Público), presidiu ao Conselho de Administração da SIBS (Multibanco), ao Banco Espírito Santo e ao Conselho de Administração do Novo Banco, tendo, em 2014, renunciado a este cargo.
Foi presidente da UNICRE, presidente da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES), entre Maio de 2006 e Abril de 2008, e Membro do Conselho de Administração da GALP Energia, de Abril de 2012 a Julho de 2014. Foi nomeado em Dezembro de 2009 pelo Presidente da República português, Aníbal Cavaco Silva, membro do Conselho de Estado.
Vítor Bento é Professor Convidado da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.


Conjunto de reflexões sobre a Economia, olhada mais de um ponto de vista filosófico do que científico e abordando-a na perspetiva das suas ligações com a Moral e a Política. O que, no fundo, corresponde como que a um regresso às origens, pois que, no princípio, o estudo da Economia se encontrava fundido com o estudo daquelas outras duas disciplinas, fazendo parte de um departamento universitário comum às três ou, pelo menos, a duas delas (Ciências Morais ou Ciências Políticas). Tanto mais que toda a ação que influenciar o funcionamento da economia ou os juízos formulados sobre os resultados económicos são, sempre e por natureza, moralmente orientados. E que uma tal ação pertence, também por natureza, à Política.

Edição FFMS e Relógio d’Água.

Edição de 2011

Indicadores das tendências sociais em Portugal

Portugal: os números

Fundação Francisco Manuel dos Santos | junho 2010

Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

Maria João Valente Rosa, professora universitária, nasceu em Lisboa em 1961. Licenciada e doutorada em Sociologia, pela FCSH/UNL. Diretora da Pordata — Base de dados Portugal Contemporâneo —, é autora de vários estudos publicados sobre a população portuguesa. Desempenhou funções de dirigente em organismos públicos dos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Integrou o Conselho Superior de Estatística e assegurou a representação nacional em várias instâncias europeias e internacionais (Comissão Europeia, Eurostat, OCDE) relacionadas com a produção de estatísticas.

Paulo Chitas, jornalista, nasceu em Loures em 1967. Licenciado em Filosofia e mestre em Sociologia (especialidade de Demografia), pela FCSH/UNL, é também professor do ensino superior. Atualmente grande repórter da revista Visão, trabalhou também para televisão e para outros títulos de imprensa portuguesa, cobrindo preferencialmente temas de ambiente, ensino e de política nacional.


As estatísticas postas ao dispor dos portugueses através da Pordata, em 2010, servem de indicadores sobre as tendências sociais ocorridas em Portugal, no último meio século. Maria João Valente Rosa, professora universitária e demógrafa, e Paulo Chitas, jornalista e docente do ensino superior, propõem uma leitura sobre as trajetórias de Portugal em áreas como a população, o Estado Social, o trabalho e os rendimentos, a justiça, a família e os modos de vida. Uma viagem que conta os rápidos avanços que o País efetuou desde 1960 mas que também não esquece bloqueios e obstáculos ao progresso social que persistem e que são motivo de incomodidade.

2.ª edição, 2010

Estado Social

O Futuro do Estado Social

Fundação Francisco Manuel dos Santos | janeiro 2013

Filipe Carreira da Silva

Filipe Carreira da Silva é investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) e professor no Departamento de Sociologia da Universidade de Cambridge (2012-2013). Sobre a problemática das funções sociais do Estado, coordena atualmente o projeto “Promessas por Cumprir: As Origens Políticas da Desigualdade Sócio-Económica em Portugal, 1960-2010” (PTDC/CPJ-CPO/101290/2008). Sobre este tema, publicou, com Mónica Brito Vieira, O Momento Constituinte. Os Direitos Sociais na Constituição (Almedina, 2010), e mais recentemente “Os Portugueses e o Estado-Providência” (org.) (Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2013).


O que é o Estado Social? O que são direitos sociais? Qual a relação entre Estado Social e democracia? Quais os principais desafios com que o Estado Social se depara no quadro atual de austeridade financeira e de crise económica? Este livro oferece uma breve e simples introdução a este tema, sugerindo, ao mesmo tempo, três cenários futuros: o fim do Estado Providência; tudo irá ficar na mesma; e a sua reconfiguração. Três cenários que poderão servir de base à discussão pública sobre o futuro do Estado Social no nosso país.

A embriaguez e a civilização

O macaco bêbedo foi à ópera: da embriaguez à civilização

Fundação Francisco Manuel dos Santos | maio 2019

Afonso Cruz

Nasceu em 1971, na Figueira da Foz. Os seus livros estão traduzidos em vários países e receberam vários prémios, entre eles o Prémio da União Europeia para a Literatura, o Prémio Fernando Namora, o Prémio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil do Brasil e o Prémio Nacional de Ilustração. Além da escrita, dedica-se também à ilustração, à música e à fotografia.


No início… houve um macaco espertalhão que desceu da árvore para comer frutos caídos no chão, mais maduros, logo, mais doces, logo, mais fermentados, isto é, com um leve cheirinho a álcool. Outros macacos se lhe seguiram e, com o aumento das calorias consumidas, foi um passo até que lhes crescesse o cérebro, a coluna se endireitasse e as mãos se libertassem. Mais um passo… e estávamos a ir à ópera.

A teoria que posiciona o álcool na origem da evolução humana justifica a nossa insaciabilidade milenar. É dela que parte o escritor Afonso Cruz para este retrato inusitado da civilização acumuladora, gananciosa e um tanto louca na qual desembocámos. Do macaco original à criação da cerveja, que impulsionou a sedentarização e cativou Jesus Cristo, assistimos ao desenrolar das consequências do consumo de álcool. Da embriaguez à civilização, a nossa história nunca foi contada assim.

Violência doméstica

Em nome da filha

Fundação Francisco Manuel dos Santos | fevereiro 2017

Carla Maia de Almeida

Escritora e jornalista, escreve atualmente na revista LER sobre livros infanto-juvenis, área em que também faz traduções e dá formação. Licenciada e pós-graduada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa, tem uma pós-graduação em Livro Infantil pela Universidade Católica Portuguesa. Desde 2005, publicou onze livros, quase todos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.


O último relatório da Organização Mundial de Saúde revelou a proporção desmedida que a violência doméstica atingiu no mundo inteiro: uma em cada três mulheres é vítima de agressões físicas, psicológicas e sexuais, pelo simples facto de ser mulher. O jornal El País chamou-lhe «uma pandemia devastadora», num artigo publicado a 25 de Novembro de 2016, Dia Internacional contra a Violência de Género.

Quase um quarto dos países ainda não possui legislação própria que permita combater este drama humano, mas não é o caso de Portugal. Sobretudo desde a aplicação do I Plano Nacional contra a Violência Doméstica, lançado em 1999 e renovado até à data, com sucessivos melhoramentos, têm sido enormes os progressos em matéria de legislação e meios de intervenção específicos. Falta o mais difícil: mudar mentalidades e formar a consciência das novas gerações. O caminho a seguir parece ser inquestionável: educar, educar, educar.

A reportagem ‘Em Nome da Filha – Retratos de Violência na Intimidade’ é maioritariamente composta por testemunhos de mulheres vítimas de violência doméstica. Entrevistadas em vários pontos do país, acederam a contar as suas histórias sob anonimato, por razões compreensíveis. A essa urgência de partilha correspondeu a vontade de contribuir para a mesma causa: lutar contra um problema que não é «doméstico», mas de toda a sociedade. De todos nós, mulheres e homens.

Dependências

Que Nós Estamos Aqui, 12 passos para a recuperação

Fundação Francisco Manuel dos Santos | fevereiro 2020

João Tordo

Nasceu em Lisboa em 1975. Venceu o Prémio Literário José Saramago 2009 com “As Três Vidas”, tendo sido finalista, com o mesmo livro, do Prémio Portugal Telecom, em 2011. Publicou doze romances. Foi finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores (2011 e 2015), do Prémio Literário Fernando Namora (2011, 2012, 2015, 2016), e do Prémio Literário Europeu em 2012. Os seus livros estão publicados em vários países.


Que Nós Estamos Aqui é um olhar sobre uma realidade que existe à margem da vida quotidiana – os grupos de recuperação de dependências em Portugal. Com origem nos EUA na década de trinta do século XX, os Alcoólicos Anónimos, fundados por Bill Wilson, tornaram-se o modelo e o paradigma dos grupos de Doze Passos, que usam há mais de oitenta anos um programa espiritual para recuperar aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.

A partir de entrevistas, experiências, literatura e uma pesquisa profunda nos meandros da adicção, João Tordo constrói um retrato fidedigno e tocante do problema da dependência, da sua solução, e da empatia e compaixão que acompanham um novo modo de vida.

Rússia e Europa

Rússia e Europa: uma parte do todo

Fundação Francisco Manuel dos Santos | janeiro 2016

José Milhazes

Jornalista

José Manuel Milhazes Pinto nasceu na Póvoa de Varzim em 1958. Licenciado em História da Rússia pela Universidade Estatal de Moscovo (Lomonossov) em 1984 e doutorado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 2008. Entre 1989 e 2015, trabalhou como correspondente de vários órgãos de informação nacionais e internacionais na Rússia e na Comunidade dos Estados Independentes. Autor de numerosos artigos e livros sobre as relações entre Portugal e a Rússia, sobre a política da URSS nas ex-colónias portuguesas de África e sobre as relações entre o Partido Comunista Português e o Partido Comunista da União Soviética. Lecionou em várias universidades russas e portuguesas. Atualmente, é comentador de assuntos internacionais da SIC e RDP. Cavaleiro da Ordem de Santa Maria (Estónia) e Comendador da Ordem do Mérito (Portugal).


A História mostrou que, não obstante todas as vicissitudes e dificuldades, a Rússia é um país com fortes raízes europeias. Os grandes momentos da sua existência estão ligados ao Velho Continente. Resta apenas continuar à procura do melhor modus vivendi entre todos os povos europeus, onde as suas tradições, costumes e direitos sejam respeitados.

A ideia de Europa

A Europa não é um país estrangeiro

Fundação Francisco Manuel dos Santos | junho 2019

José Tavares

Doutorou-se em Economia na Universidade de Harvard, onde se especializou em Economia Política, e é professor na Nova School of Business and Economics e Research Fellow no Centre for Economic Policy Research, de Londres. Os seus trabalhos de investigação foram comentados na revista Time e nos jornais New York Times, Handelsblatt, e La Repubblica, entre outros. Co-organizou, com Francesco Caselli e Mário Centeno, o volume After The Crisis: Reform, Recovery, and Growth in Europe, publicado na Oxford University Press.


Abordagem original e coerente às várias declinações da ideia de Europa. Trata-se de uma viagem pelos símbolos, palavras, factos e memórias imperfeitas do continente, desde as suas fronteiras e geografia, história e conflitos, até à liberdade, prosperidade, imperialismo e imagem do “outro”, passando pela sua curiosa relação com a sua mais óbvia descendência, os Estados Unidos da América.