Colecção Jonathan

O Agrupamento adquiriu um conjunto de obras de banda desenhada reunidas sob a denominação Colecção Jonathan, editadas em parceria pela ASA e pelo jornal Público.

O personagem Jonathan é uma criação do autor suíço Cosey, à volta do qual se desenvolvem as histórias bem construídas e de profundo valor humanista.

Esta coleção é composta por álbuns inéditos, no formato franco-belga, em capa mole, embora tenham sido editados originalmente, em França, 16 álbuns.

COLECÇÃO JONATHAN PUBLICADA:
– Lembra-te, Jonathan
– E a Montanha Cantará para Ti
– Descalça sob os Rododendros
– O Berço de Bodisatva
– O Espaço azul entre as Nuvens
– Douniacha, há quanto tempo…
– Kate
– Neal e Sylvester
– Atsuko
– Aquela que foi

Notas sobre a coleção.

 

Antologia sobre a Liberdade

Este livrinho é uma antologia, editada por Jaime Gama e Gonçalo Almeida Ribeiro, que reúne um conjunto de pequenos excertos de grandes clássicos do pensamento que integram o património intelectual da liberdade na cultura ocidental.

Trata-se de uma composição de autor(es) e não de uma compilação académica. Parece-nos uma boa fonte para ser utilizada em sala de aula.

Retratos da Fundação

Este slideshow necessita de JavaScript.

imagempartilha_generica

Colecção Retratos da Fundação

  • Na Urgência de Joana Benard Costa
  • Atelier de Diogo Freitas Costa
  • Portugal de Perto de Nuno Ferreira
  • Aleluia! de Bruno Vieira Amaral
  • Os Últimos Marinheiros de Filipa Melo
  • A Escola de Paulo Chitas
  • Prematuros de João Pedro George
  • Longe do Mar de Paulo Moura

 

 

 

Colecção de ficção científica

admiraveis

O jornal Público lançou, conjuntamente com a Saída de Emergência, a

Colecção Admiráveis Mundos da Ficção Científica

com seis livros deste género literário pouco representativo nas nossas bibliotecas.

A maioria dos volumes da colecção foram já publicados pela editora na colecção Bang!, dedicada aos géneros de ficção especulativa (fantasia, horror e ficção científica), com a excepção do lançamento inédito em Portugal de As primeiras quinze vidas de Harry August.

  1. Duna – parte 1 – Frank Herbert (info | trailer do filme) – um clássico monumental de F.C.
  2. Duna – parte 2 – Frank Herbert
  3. As primeiras quinze vidas de Harry August – Claire North (info)
  4. Forças do Mercado – Richard Morgan(info)
  5. O Prestígio – Christopher Priest (info)
  6. À boleia pela Galáxia – Douglas Adams (crítica | sítio do escritor)

A Sala de Aula, por Maria Filomena Mónica

sala de aula

Sinopse

Em 1974, perdemos uma oportunidade de oiro de reformar a escola. Seja como for, continuo a pensar que, se queremos uma escola pública decente, temos de lutar por uma sociedade mais justa. Mantendo-se tudo como está, as escolas dos pobres serão inevitavelmente guetos de onde é difícil sair e as dos ricos aquários onde os meninos só vêem uma parte do mundo. Continuo a acreditar que, se as escolas públicas forem boas, os filhos dos pobres poderão, até certo ponto, sair do círculo de miséria em que estão encerrados. Sem ceder a «facilitismos», um termo que nasceu com a democracia.

 

PUBLICADO EM MARÇO 2014

Autora

Maria Filomena Mónica

Historiadora
Maria Filomena Mónica nasceu em Lisboa em 1943. Licenciada em Filosofia pela Universidade de Lisboa em 1969 e doutorada em Sociologia pela Universidade de Oxford em 1978. Actualmente, é investigadora-coordenadora emérita do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Autora de artigos na imprensa periódica e de séries para a televisão. Entre outros, publicou os seguintes livros: Educação e Sociedade no Portugal de Salazar, 1978; Visitas ao Poder, 1993; Vida Moderna, 1997; Os Filhos de Rousseau, 1997; Eça de Queirós, 2001; Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834/1910, (org.) Lisboa, ICS/AR, 2004; Bilhete de Identidade, 2005; D. Pedro V, 2005; Cesário Verde, 2007; Fontes Pereira de Melo, 2009, Vidas, 2010 e Os Cantos, 2010, e A Morte (2011).

A concentração corporativa da edição em Portugal (a propósito de Hemingway)

A propósito da reedição dos catálogos da “Livros do Brasil” após a absorção da editora pelo grupo Porto Editora, tecemos considerações sobre a concentração corporativa neste ramo de actividade que achámos melhor localizar num artigo próprio para não contaminar a informação dada sobre a edição da obra de Hemingway.

XOXOXOXOX

O panorama da edição em Portugal tem conhecido desenvolvimentos a nível corporativo dramáticos, com editoras a fechar, outras a serem adquiridas pelos dois grandes grupos que se têm posicionado no mercado de língua portuguesa, a Porto Editora e a Leya, com a vinda de grupos estrangeiros, sobretudo de Espanha (Editorial Planeta, situada em 11.º das maiores do mundo – em Portugal; Santillana, 28.º do mundo, empresa do Grupo Prisa, dona da TVI e do jornal El País, entre outros),  com a constituição de outros grupos mais modestos (Almedina, a esteta Babel, etc.), com o abandono da Bertelsmann, um gigante de nível mundial com origem alemã, dona da Penguin Random House, número 5 do mundo, que detinha o Círculo de Leitores, a editora Temas & Debates e a a rede das livrarias Bertrand entretanto adquiridos pela Porto Editora e, finalmente, com a persistência de pequenas editoras “independentes” (artigos aqui e aqui) que vão ocupando os espaços que os grandes não querem ou não sabem preencher.

Mesmo assim, nenhum dos grupos maiores acima referidos aparece nos 57 maiores do mundo, segundo a Publishers Weekly, onde podemos observar os dois grupos espanhóis, que aproveitam muito bem o mercado da língua castelhana (Espanha, América-Latina, falantes nos EUA e no Canadá), assim como a subida espectacular de grupos chineses. Grupos em língua portuguesa, surgem lá no fim da lista 3 grupos brasileiros.

A escassa integração dos mercados do Brasil e de Portugal, assim como dos países de língua oficial portuguesa, faz com que nem as editoras brasileiras consigam vender cá a preços decentes, nem as editoras portuguesas consigam penetrar no difícil e protegido mercado brasileiro.  A Leya, por exemplo, tem parte da sua estrutura montada em Portugal e outra parte no Brasil, como se fossem empresas diferentes.

Podemos ver que países com uma dimensão populacional equivalente a Portugal, como a Dinamarca e a Suécia, têm grupos representados na lista acima citada, mas para isso deverá concorrer dois factores: a sua economia é muito mais moderna e descomplexada no que respeita ao “mercado cultural” e há um elevadíssimo nível de hábitos de leitura entre a sua população, havendo um mercado relativamente mais amplo do que o de Portugal.

A Porto Editora, ao adquirir as participações da Bertelsmann em Portugal, não só concretizou uma concentração horizontal, adquirindo editoras e chancelas com os respectivos catálogos e, consequentemente, os direitos económicos sobre as obras aí contidas, como constituiu uma concentração vertical, desde a posse de um parque gráfico onde imprimem os livros, passando pela parte editorial, até à comercialização, uma vez que detém a Wook (desenvolvido desde a base pelo grupo) mas também a rede de livrarias Bertrand e o Círculo de Leitores, comprados aos alemães.

A Leya também tem uma loja on-line, elemento fundamental neste negócio e que até editoras mais pequenas já têm um serviço destes, que permite a aquisição directa à editora sem intermediários, mas, infelizmente, sem os descontos correspondentes, em virtude da Lei do Preço Fixo do Livro.

Esta situação de domínio editorial por dois grandes grupos tem sido recebida pelos concorrentes, pelos trabalhadores do ramo e pelos leitores mais atentos com sentimentos mistos e deu até para piadas de “primeiro de abril“.