Um clássico distópico

Obra visionária, Kallocaína (1940) é uma das grandes distopias do século XX, herdeira de Nós, de Zamiatine, e de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e predecessora de 1984, de George Orwel.

Num futuro desumanizado, um estado totalitário controla uma sociedade que, na ânsia da segurança prometida, se vergou à sua vontade. Em cidades subterrâneas, envolvido numa guerra permanente, o Estado Mundial erigiu a delação em acto cívico e dispõe a seu bel-prazer da vida dos seus consoldados, que, temendo denúncias e perseguições, tudo cumprem em nome do bem comum. Quando o cientista Leo Kall descobre um soro da verdade – a kallocaína –, mais eficaz do que a tortura ou a propaganda, o Estado não se coíbe de derrubar as já frágeis barreiras da individualidade e de extorquir todos os segredos e pensamentos dos seus cidadãos. Requiem pela humanidade em tempos negros, Kallocaína conserva até hoje toda a sua clarividência.

Artigo do “Estadão

Distopia de Philip K. Dick

O Homem do Castelo Alto
Philip K. Dick

Tradução: António Porto

América, quinze anos após o final da Segunda Grande Guerra. As potências vencedoras dividiram as suas conquistas: os nazis controlam Nova Iorque e a Califórnia é controlada por Japoneses.

Mas entre estes dois estados confrontados numa guerra fria existe uma zona neutra onde, dizem os rumores, reside o lendário autor Hawthorne Abendsen, que receia pela sua vida, pois escreveu em tempos um livro no qual os aliados venceram a Segunda Grande Guerra.

John Brunner

«O escritor de ficção científica mais consistente do mundo.»

L.A. Weekly

«Um dos genuínos visionários que a ficção norteamericana produziu.»

Paul Williams, Rolling Stone

«Philip K. Dick vê e abraça as possibilidades aterradoras de que os outros autores fogem.»

SINOPSE WOOK:

Estamos em 1962. A Segunda Guerra Mundial terminou há dezassete anos e a população já teve tempo de se adaptar à nova ordem mundial. Mas não tem sido fácil: o Mediterrâneo foi drenado, a população de África foi eliminada e os Estados Unidos da América divididos entre nazis e japoneses.
Na zona neutra que divide as duas superpotências vive o homem do castelo alto, autor de um bestseller de culto, uma obra de ficção que oferece uma teoria alternativa da história mundial em que o Eixo perdeu a guerra. O romance é um grito de revolta para todos aqueles que sonham derrubar os invasores. Mas poderá ser mais do que isso?
Subtil e complexo, O Homem do Castelo Alto permanece como o melhor romance de história alternativa jamais escrito.

SÉRIE NA AMAZOM

ARTIGO NA SUPERINTERESSANTE (com spoilers)

Clássico da literatura distópica

admiravel

Admirável Mundo Novo

de

Aldous Huxley

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Tradução

Mário-Henrique Leiria

Aldous Huxley: escritor inglês nascido a 26 de Julho de 1864, no Surrey (Inglaterra), e falecido a 22 de Novembro de 1963, em Los Angeles (EUA). Neto do biólogo Thomas Henry Huxley e filho do escritor Leonard Huxley, estudou em Eton e formou-se no Balliol College de Oxford em 1916.
As personagens principais dos seus primeiros livros, como Crome Yellow (1921), Antic Hay (1923), Those Barren Leaves (1925) e Point Counter Point (1928), são geralmente intelectuais e escritores, traçando-se o retrato por vezes irónico e satírico das suas pretensões e desilusões. A partir deste tema, Huxley alarga-se para o tema maior do vazio da sociedade do século XX em livros como Brave New World (Admirável Mundo Novo, 1932). Posteriormente, interessou-se pelo misticismo e pela filosofia hindu: Eyeless In Gaza (1936) e The Perennial Philosophy (1946).
Em 1954 publicou The Doors of Perception, onde relata as suas experiências com a mescalina.

Nesta obra, o autor cria uma sociedade que, devido à procura incessante da perfeição, rende-se à tecnologia e à ciência. Tenta assim abolir tudo aquilo que nos torna humanos.

Futura série (2020): IMDB