Teatro para as escolas

CARTAZ-geral-724x1024

Integrada no Plano de Atividades do Agrupamento e articulada com o Departamento de Português as Bibliotecas Escolares promoveram a visualização da peça “A viúva e o papagaio” de Virgínia Woolf, no Cineteatro Messias, no dia 29 de março, de manhã, pelos alunos das turmas turmas do 5.º ano do Agrupamento de Escolas da Mealhada (EB 2 da Mealhada e da Pampilhosa).

A equipa das Bibliotecas Escolares agradece muito a colaboração da Câmara Municipal da Mealhada, que cedeu o teatro e financiou a contratação da companhia de teatro.

Esta obra foi lida pelos alunos do 5.º ano de escolaridade pois pertence às Metas Curriculares desse ano e está inserida no Plano Nacional de Leitura.

É um conto imprevisível e entusiasmante que acompanha a aventura da Sr.ª Gage na procura da herança inesperada que o seu irmão lhe deixou, contando com a ajuda de James, um papagaio invulgar.

A companhia Caixa de Palco desenvolveu uma performance muito boa, com elevado dinamismo, mas ao mesmo tempo descontraído, com variações ao texto com alusões à vida local. Os atores encheram o palco e deram vida e alma às personagens, tal como prometeram.

Tratou-se de uma excelente promoção da arte do teatro, permitindo aos alunos uma boa experiência e contribuindo para a criação de público.

 

Anúncios

A ironia de Eça de Queirós

A-Ilustre-Casa-de-Ramires

A Ilustre Casa de Ramires

de Eça de Queirós

 

Metas Curriculares de Português

Leitura recomendada no 11.° ano de escolaridade.

Publicado em livro pela primeira vez em 1900, A Ilustre Casa de Ramires conta-nos a história de Gonçalo Mendes Ramires, o Fidalgo da Torre, representante de uma nobreza já quase inexistente no Portugal oitocentista, nas suas relações familiares, no seu convívio social, nos seus entusiasmos e nas suas inexplicáveis reações.

O romance conta duas histórias em paralelo. Uma delas é um romance histórico que o personagem principal estará a escrever sobre um seu antepassado, pleno de idealismo, à maneira da estética romântica. Na outra, num registo realista, relata a vida o quotidiano de uma terra da província da época do autor (ultima década do século XIX). As duas contrastam, entre a nobreza dos feitos guerreiros do romance e a mesquinhez da vida da província. O estilo com que Eça escreve cada uma dos planos narrativos é diferente, demonstrando o extraordinário domínio literário do autor e, ao mesmo tempo, mostrando a diferença estilística entre as duas estéticas artísticas.

Eça de Queirós, com este romance divertido e irónico, descreve uma sociedade contraditória, anquilosada social e economicamente, presa a atavismos que não lhe permitem integrar a modernidade tal como os tempos exigem. Por outro lado, apela a uma renovação da elite do país.

Trata-se de um romance muito divertido, complexo nos segundos sentidos, com um final surpreendente.

Infopedia