Novo autor português

perguntem_sarah_gross

SINOPSE

Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.

CRÍTICA

ISABEL LUCAS | Auschwitz nasceu num lugar feliz | Público, 07/08/2015

Reportagem SIC (X)

Anúncios

Agustina Bessa-Luís: A Crónica do Cruzado Osb.

IMG1

Vencedora do Prémio Eduardo Lourenço 2015, Agustina Bessa-Luís vê o seu livro «A Crónica do Cruzado Osb.» reeditado pela Babel.

 

«”A Crónica do Cruzado Osb.” assinala uma experiência singular na trajectória da romancista. Aqui os vários casos, as personagens e “fábulas” mais ou menos embrionárias subordinam-se, no conjunto do livro, a uma crónica da Revolução de Abril, analisada nas suas primeiras fases e tomada sobretudo como reiterado tema de meditação”

Jacinto do Prado Coelho

“O jornalista Josué, personagem deste romance, misto de Bixiou balzaquiano e de burguês salpicado de falsidades especializadas, adaptou à nossa época a crónica de Osb., com humor lancinante de certos homens de quem se diz que têm mais temperamento do que carácter. Osberno, ou Osberto, era diferente. Mas a sua observação manifesta igualmente um fundo estremecimento, ao desejar que a justiça, perante a cidade destruída, não se detenha sem atingir os erros dos próprios vencedores”

Agustina Bessa-Luís

Crítica no jornal “Público”, O conhecimento do mundo, por Diogo Ramada Curto (X)

Portugal, a Flor e a Foice de Rentes de Carvalho

flor foice

Portugal, a Flor e a Foice, publicado originalmente em holandês e inédito em Portugal, foi escrito em 1975, em cima dos acontecimentos que se sucederam após o 25 de abril de 1974 e que eram acompanhados com atenção na Europa e em muitas partes do resto do Mundo.

Trata-se da observação pessoal que um português culto e estrangeirado faz do seu país em mudança.
Nesta apreciação aguda e de tom sempre crítico, todos os mitos da História Portuguesa são questionados: o Sebastianismo, os Descobrimentos, Fátima, a Monarquia, a Igreja, o antigo regime mas também, e sobretudo, o 25 de Abril.

Com acesso a círculos restritos nos anos que antecederam e sucederam a Abril de 1974 e a documentos ainda hoje classificados, J. Rentes de Carvalho faz uma História alternativa da Revolução e das suas figuras de proa, em que novos factos e relações de poder se conjugam num relato sui generis, revelador e, no mínimo, desconcertante.

Críticas:

Blogues: Antologia do esquecimento e Bolas e letras e Diário do purgatório

Documentos vídeo e áudio:

Ana Daniela Soares conversa com Rentes de Carvalho | 20 Mar, 2014 áudio

J. Rentes de Carvalho convidado de Luís Caetano | 15 Mar, 2014 áudio

“Portugal, a Flor e a Foice” de J. Rentes de Carvalho apresentado por Henrique Monteiro (22.03.2014)

Obra de Dulce Maria Cardoso

os meus sentimentos

PRÉMIO DA UNIÃO EUROPEIA PARA A LITERATURA

«Um romance admirável de observação da decadência, das regras, venenos inocentes, escapismos, pequenas maldades de uma família moldada pelos hábitos do regime deposto no 25 de Abril.», Urbano Tavares Rodrigues

É uma noite de temporal. A noite do acidente. Há uma gota de água suspensa num estilhaço de vidro que teima em não cair. Há um instante que se eterniza. Reflectida na gota, Violeta mergulha nessa eternidade e recorda aquele que pode ter sido o último dia da sua vida. Na verdade, as memórias desse dia contam toda a sua história: os pais, a filha, a criada, o bastardo, e em todos a urgência da vida, que prossegue indiferente, como a estrada de onde ainda agora se despistou. Nessa posição instável, de cabeça para baixo, presa pelo cinto de segurança, parece que tudo se desamarra.
O presente perde a opacidade com que o quotidiano o resguarda e Violeta afunda-se nos passados de que é feita, uma espiral alucinada de transparências e ecos.

Na imprensa:
«De uma grande originalidade narrativa, este segundo extraordinário romance de Dulce Maria Cardoso coloca a autora na vanguarda das letras portuguesas.», Lire

«Porque se entra nos livros de Dulce Maria Cardoso como se de um turbilhão se tratasse, as imagens vão-nos aparecendo, as vozes vão surgindo, a sua lengalenga é encantatória e não a conseguimos largar. Definitivamente, a sua obra é original e eu já não sentia nada disto desde os tempos da adolescência, em que descobri a escrita de Llansol ou dos primeiros tempos de Saramago.», Isabel Coutinho, «Público»

tinta-da-china