Morreu Hans Rosling

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notícia do publico-pqno

«Era quase sempre apresentado como um guru da visualização estatística ou alguém capaz de tornar os números algo divertido. Ou, como escreve o Guardian, o homem que “fazia os números cantar”. O académico, médico e estatístico sueco Hans Rosling morreu nesta terça-feira, aos 68 anos, anunciou o filho, Ola. (…)

(…) ligação especial de Hans Rosling a Portugal, porque falava português (…)

“Ele alertou para um paradoxo português. Tivemos uma evolução enorme na esperança média de vida e, ao mesmo tempo, somos do ponto de vista económico um país frágil”, conta David Lopes, prosseguindo. “Tentou interpretar estes dados e disse: ‘ou vocês têm um estilo de vida extraordinário, com o clima e a gastronomia a ajudarem, ou então têm um Serviço Nacional de Saúde muito bom. Ou então são as duas coisas’”, recorda David Lopes, acrescentando que a resposta é mesmo “as duas coisas”.

Sublinhando que Hans Rosling também deixou um outro alerta sobre o caso português – “a nossa taxa de fecundidade é uma das mais baixas do mundo e ele deixou um aviso de bastante preocupação” – David Lopes não hesita em responder que a obra e visão deste estatístico sueco terão continuidade, um pouco por todo o mundo.»

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Os ensaios da FFMS

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A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) tem vindo a lançar uns pequenos livros, reunidos na colecção “Ensaios da Fundação”, com a participação editorial da Relógio D’Água.
A colecção, dirigida por António Araújo, obedece aos princípios estatutários da FFMS: «conhecer Portugal, pensar o país e contribuir para a identificação e resolução dos problemas nacionais, assim como promover o debate público.». Trata-se de pequenas publicações de autores com currículo académico e público nos assuntos que desenvolvem e constituem sínteses muito interessantes para o nosso público
A Fundação ofereceu-nos 47 exemplares, a juntar aos dois que já possuíamos, que muito agradecemos.
Criada em 2009 pelos descendentes de Francisco Manuel dos Santos, a FFMS tem como principal objectivo estimular o estudo da realidade portuguesa, com o propósito de assim contribuir para o desenvolvimento da sociedade, o reforço dos direitos dos cidadãos e a melhoria das instituições públicas.
A mesma Fundação lançou a PORDATA, que fornece acesso gratuito à mais completa base de dados estatísticos do país.
  • Justino, David – Difícil é educá-los. (já existente)
  • Vieira, Maria do Carmo – O ensino do português. (já existente)
  • Morgado, Miguel – Autoridade.
  • Rosa, Maria João Valente – Portugal : os números.
  • Brito, Miguel Nogueira de – Propriedade privada : entre o privilégio e a liberdade.
  • Mendes, Fernando Ribeiro – Segurança social : o futuro hipotecado.
  • Bento, Vítor – Economia, moral e política.
  • Marques, Sibila – Descriminação da terceira idade.
  • Sousa, Luís de – Corrupção.
    Cunha, Tiago Pita e – Portugal e o mar : à redescoberta da geografia.
  • Magalhães, Pedro – Sondagens, eleições e opinião pública.
  • Vieira, Maria do Carmo – O ensino do português.
  • Fiolhais, Carlos – A ciência em Portugal.
  • Gomes, Conceição – Os atrasos da justiça.
  • Torres, Eduardo Cintra – A televisão e o serviço público.
  • Moura, Vasco Graça – A identidade cultural europeia.
  • Mónica, Maria Filomena – A morte.
  • Gonçalves, Nuno – Economia paralela.
  • Pereira, João Santos – O futuro da floresta em Portugal.
  • Guinote, Paulo – Educação e liberdade de escolha.
  • Augusto, Carlos Alberto – Sons e silêncios da paisagem sonora portuguesa.
  • Catroga, Fernando – Ensaio respublicano.
  • Matias, Gonçalo Saraiva – Migrações e cidadania.
  • Cordeiro, Mário, – Crianças e famílias num Portugal em mudança.
  • Avilez, Francisco Xavier Miranda de – A agricultura portuguesa : as últimas décadas e perspectivas para o futuro.
  • Fernandes, Jorge – O parlamento português.
  • Machado, Maria do Céu – Adolescentes.
  • Sá, Tiago Moreira de – Política externa portuguesa.
  • Santos, Mário Coutinho dos – O dinheiro.
  • Simões, Manuel Sobrinho – O cancro.
  • Pinto, Raquel Vaz – Os portugueses e o mundo.
  • Marçal, David – Pseudociência.
  • Fernandes, Tiago – A sociedade civil.
  • Belchior, Ana Maria – Confiança nas instituições políticas.
  • Galvão, Pedro – Ética com razões.
  • Fernandes, José Manuel – Liberdade e informação.
  • Santos, Loureiro dos – Forças armadas em Portugal.
  • Rosa, Maria João Valente – O envelhecimento da sociedade portuguesa.
  • Ribeiro, Gabriel Mithá – O ensino da história.
  • Centeno, Mário José Gomes de Freitas – O trabalho : uma visão de mercado.
  • Barros, Pedro Pita – Pela sua saúde.
  • Mota, Francisco Teixeira da – A liberdade de expressão em tribunal.
  • Osswald, Walter – Sobre a morte e o morrer.
  • Aboim, Sofia – A sexualidade dos portugueses.
  • Sarmento, Joaquim Miranda – Parcerias público-privadas.
  • Rosa, Maria João Valente – Portugal e a Europa : os números.
  • Garoupa, Nuno – O governo da justiça.

Fundação Gapminder: o mundo da estatística

gapminderA Fundação Gapminder é uma organização privada sem fins lucrativos registada em Estocolmo, Suécia, que procura contribuir para um desenvolvimento sustentável através da produção e divulgação de dados estatísticos e outra informação a nível local e a nível global.

Uma das preocupações desta fundação é contribuir para a literacia estatística, ensinando as pessoas a interpretarem os dados e os instrumentos usados.

O sítio gapminder.org contém imensos recursos que podem ser usados em aulas, uma vez que são de licença livre, embora o material seja quase todo em inglês e algum em sueco. Contudo, alguns dos vídeos podem ser legendados em português.

É o caso do filme “Don’t Panic”:

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Este excelente documentário de cerca de 50 minutos pode ser importado e tem uma licença que permite a sua exibição livre desde que seja para fins educativos. Há disponível uma legenda em português, mas que carece de correção.

A Biblioteca já o importou e está a rever a legenda para poder ser utilizado em sala de aula. Os professores interessados poderão passar nas instalações da Biblioteca e copiar o vídeo e as legendas.

Hans Rosling: o problema são as ideias préconcebidas

O médico sueco, investigador especializado em estatística e fundador da gapminder.org, Hans Rosling foi o convidado de honra da cerimónia que assinalou os cinco anos da Pordata. Expressando-se num razoável português com travo moçambicano, proferiu uma conferência no dia 23 de setembro que consideramos muito interessante.

Hans Rosling demonstra que “a ideia que as pessoas têm do mundo está 25 a 30 anos atrasada em relação ao mundo como ele é hoje” e que um dos problemas do mundo atual “não é a ignorância, mas sim as ideias preconcebidas. Não temos uma compreensão correta do mundo”.

Eis a conferência: