Crónicas inspiradíssimas de Ricardo Araújo Pereira

ESTAR VIVO ALEIJA
RICARDO ARAÚJO PEREIRA

NOTA INFORMATIVA DA EDITORA “TINTA DA CHINA”

As crónicas escritas para o jornal brasileiro Folha de S. Paulo, que mostram Ricardo Araújo Pereira como nunca o lemos antes.

Do elogio do silêncio à crítica ao império dos telemóveis e das redes sociais, passando pela defesa da liberdade de expressão e pela metafísica do pecado, estes textos tanto falam de Cristiano Ronaldo como de Kierkegaard, do Candy Crush como de Flaubert. Pelo caminho, desmonta‑se o mito da auto‑ajuda, discutem‑se problemas de linguagem que só a RAP apoquentam, questionam‑se intolerâncias alimentares contemporâneas e o intemporal complexo de Édipo, levantam‑se questões prementes para os casais de hoje, como a escolha entre ter filhos ou ser feliz para sempre, e pergunta‑se que papel desempenha no mundo a pessoa, a gente, o povo e a humanidade.

«Edith Piaf declarou famosamente que não se arrependia de nada. Que sorte. Eu sou o seu rigoroso inverso: arrependo‑me de tudo. Isto que vou fazendo não é exactamente viver. É o rascunho de uma vida. Precisava de outra para passar tudo a limpo e comportar‑me como deve ser. O meu epitáfio será, provavelmente: ‘Aqui jaz Ricardo Araújo Pereira, com a mão na testa.’ É isso que vou fazer, parece‑me, mesmo antes de morrer. Levar a mão à testa e dizer, desconsolado: ‘Ah. Então era assim que devia ter vivido.’ Devia ter feito muitas coisas que não fiz e não devia ter feito a maior parte das coisas que fiz. Os franceses têm uma expressão: L’esprit d’escalier, o espírito da escada. Serve para designar aquela resposta brilhante da qual a gente se lembra quando já é tarde demais. O orador abandona a tribuna e, no momento em que já vai a descer a escada, ocorre‑lhe o que, de facto, deveria ter dito. Eu terei o espírito da escada aplicado à vida: o espírito da tumba. Suspeito que só saberei viver depois de ter vivido. Só terei espírito quando já for um espírito.»

Crítica de João Pedro Vala: Ricardo Araújo Pereira e o palhaço de Kierkegaard

Talvez o maior triunfo de RAP seja o de convencer o leitor que “Estar Vivo Aleija” é um livro escrito por um humorista quando, como se verá, não é esse o caso.

Ricardo Araújo Pereira e as bibliotecas

Artigo no jornal do Público:

«Foi desta paixão pelas palavras, perdendo-se em bibliotecas, que nasceu o humorista. Na biblioteca do colégio jesuíta, conheceu José Gomes Ferreira – “Gaveta de NuvensO Mundo dos Outros” – e Mário de Carvalho – “A inaudita guerra da Avenida Gago Coutinho”; depois na biblioteca da universidade, “onde se permitia o acesso às estantes, o que é excelente para o nosso crescimento pessoal e péssimo para as notas”.»

rap

(para ler a notícia completa, clicar na imagem)

Viagens

Eis dois livros que tratam de viagens, embora em sentidos diferentes. Um é uma viagem no tempo, outro é um manual que nos explica como viajar sem gastar muito dinheiro.

Caderneta de cromos,

de Nuno Markl

O inspirado humorista leva-nos a visitar as memórias dos anos 70 e 80 do século XX. Originalmente é um programa da Rádio Comercial.

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O Mundo é fácil,

de Gonçalo Cadilhe

Gonçalo Cadilhe faz de viajar o seu modo de vida, com uma filosofia diferente daqueles que procuram o conforto das viajens formatadas pelas agências ou pelos gabinetes de turismo. Vai à aventura, viaja em transportes públicos, dorme em hoteis baratos (ou onde calha), passeia por sítios por onde o turista normal receia andar.

Neste livro explica como é possível fazê-lo e dá conselhos aos mais temerosos.

Artigo na “Visão”. Blogue Clube dos livros.