Amin Maalouf, outro olhar das cruzadas

AsCruzadasVistasArabes-frente

 

Num texto que toma como ponto de partida as fontes coevas e, pormenor importante, exclusivamente árabes, Amin Maalouf constrói uma história das cruzadas vista de uma perspetiva a que raramente temos acesso, pois só nos foram dadas a ler as histórias das cruzadas do ponto de vista ocidental. Como afirmou Alain Decaux: «Interessa comprovar que as versões orientais e ocidentais não coincidem de todo. Nós escrevemos a nossa própria visão; durante esse tempo, eles escreveram a deles. É por isso que esta nova história das cruzadas não se parece com nenhuma outra.»
Texto cativante, que mescla o tom da crónica contemporânea com a mestria estilística do autor, As Cruzadas Vistas pelos Árabes apresenta-nos uma perspetiva que não é habitual, mas não menos empolgante.

FASCISMO E COMUNISMO

FASCISMO E COMUNISMO

FASCISMO E COMUNISMO

 Ernst Nolte e François Furet

Dois grandes historiadores propõem neste livro uma leitura não convencional da história do século XX partindo de um acontecimento fundador, a guerra de 1914, e dos elos que unem as três grandes «tiranias» do século — o fascismo, o nazismo e o comunismo. Trata-se de compreender e de explicar o estranho fascínio que esses movimentos ideológicos e políticos exerceram ao longo de todo o século. Ernst Nolte faz incidir o foco sobre o fascismo, Furet sobre o comunismo. E ambos analisam a interdependência dos dois campos. Primeiro, sob o ângulo das ideias, o que os leva a estudar a forma como a democracia se vê dilacerada entre o universal e o particular. Depois, sob o ângulo das paixões, com a hostilidade recíproca que opõe fascismo e comunismo, mas que, ao mesmo tempo, alimenta a sua força ideológica (força essa que, de certa forma, ambos irão utilizar contra o mundo burguês e liberal). E, finalmente, sob o ângulo dos regimes, comparando-os e interrogando-se sobre a especificidade dos seus crimes.

Oficina Didática de Ciências Humanas

2013-09-25_1459

(clicar na imagem para aceder ao sítio)

A ClioESE – Oficina Didática de Ciências Humanas – da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, constitui um projeto de investigação no âmbito da Educação para as Ciências Humanas, com especial ênfase na Educação Histórica e nas áreas científicas da Geografia, da Antropologia e da Etnografia.

Desenvolve um trabalho que procura servir o universo do Ensino Básico, através de uma comunidade virtual de prática.

Esta entidade organiza, produz e divulga instumentos pedagógico-didácticos e artigos de carácter científico apropriados aos conteúdos leccionados no Ensino Básico.

Através do seu sítio, partilham materiais e recursos de todos aqueles que queiram contribuir para a base de dados.

Endereço electrónico para contactos: oficina.didactica.ch@gmail.com

Morreu Vitorino Magalhães Godinho

O historiador Vitorino Magalhães Godinho (1918-2011), uma das figuras mais notáveis da Universidade portuguesa, morreu ontem à noite.

Historiador e sociólogo, professor em Paris e Lisboa, ministro da Educação, democrata e socialista, Vitorino Magalhães Godinho faz o balanço de uma vida cheia, ainda que marcada pelo que o próprio classifica de sucessivos fracassos.

Novidades: ensaios

“História do Mundo sem as Partes Chatas”

de Fernando Garcés Blázquez

A Vantagem de Ser Mulher

Susan Nolen Hoeksema

Este livro dá às mulheres as ferramentas para gerirem as suas competências como empresárias e gestoras, mães e esposas, mentoras e líderes comunitárias – e como indivíduos em busca da realização dos seus talentos e sonhos.

Você Está Aqui

Christopher Potter

Este livro é de divulgação científica e fala-nos sobre a exploração do Universo e da nossa relação com ele, tal como se pode ver através das lentes do pensamento científico mais avançado.

Christopher Potter explica-nos o significado daquilo a que chamamos o Universo. Conta a história de como algo evoluiu do nada e se tornou em tudo o que existe.

Dois livros sobre o Estado da (nossa) Nação

Como o Estado gasta o nosso dinheiro

de Carlos Moreno

O autor foi Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas e, ao longo de 15 anos, assinou mais de 100 relatórios de auditoria. Dá aqui conta da sua visão sobre como os nossos impostos têm vindo a ser gastos.

Uma Tragédia Portuguesa

de António Nogueira Leite com Paulo Ferreira

Duas opiniões: blogues Albergue espanhol e Estado social