Ruben A.: narrativa surrealista e fantástica

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A Torre da Barbela

de Ruben A.

Biografia: “Chocando pela mordacidade, pela irreverência linguística e pela desconstrução dos eixos narrativos tradicionais, estreara-se, entretanto, na novelística com o romance Caranguejo , publicado em 1954, a que se seguiria, em 1965, um dos seus maiores sucessos, A Torre da Barbela (prémio Ricardo Malheiros), obra que sobrepõe, num delírio verbal apostado na caricatura da psicologia portuguesa, várias épocas da História da nacionalidade.”

Infopédia: Obra de Ruben A. publicada em 1964, é uma narrativa surrealista e fantástica, onde o humor se associa a um débito verbal delirante, na evocação da história da família Barbela, numa viagem burlesca pela História de Portugal, desde a fundação da nacionalidade até aos nossos dias, desde um passado glorioso até um presente picaresco, compondo um irreverente e mordaz retrato da identidade nacional.

Viagem à Índia

murmurio

O Murmúrio do Mundo

Almeida Faria

Ilustração: Bárbara Assis Pacheco

Belíssimo retrato da sua viagem à Índia.

Aguarelas a cores de Bárbara Assis Pacheco.

Autor premiado: Prémio Revelação de Romance da SPE, Prémio Aquilino Ribeiro, Prémio D. Dinis, Prémio Originais de Ficção da APE, entre outros.

Notas críticas no PúblicoHoras extraordinárias, Ler (através do blogue Bibliotecário de Babel)

EXCERTOS
«O viajante ocidental que pela primeira vez visita Goa e Cochim (agora Kochi) enfrentará provavelmente, apesar dos muitos traços do passado europeu, a vertigem do caos à sua volta e dentro de si. Quando começa a familiarizar-se com a estonteante exuberância e com as contradições coexistentes, quando julga começar a entender a complexidade das castas, dos cultos e costumes tão diferentes, quando começa a fixar nomes, imagens, atributos dos deuses, tudo lhe foge de súbito, tudo se torna de novo confuso, como se o véu de Maia voltasse a cobrir a indecifrável irrealidade da Índia real.»

Rainer Maria Rilke

cartas rilke

Cartas a um Jovem Poeta

Rainer Maria Rilke

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Atraídos pela sua poesia, era frequente alguns jovens escreverem a Rilke, falando-lhe dos seus problemas e aspirações.

De 1903 a 1908 Rilke enviou um notável conjunto de cartas a um jovem candidato a poeta.

Revelando-lhe a sua relação com a vida e a dificuldade que um espírito sensível tem em sobreviver num mundo duro e implacável.

Rainer Maria Rilke nasceu em Praga em 1875.

Escritor precoce, publicou o seu primeiro livro de poesia antes dos vinte anos, Vida e Canções (1894). Entre as suas obras mais famosas contam-se Elegias de Duíno (1923), Cartas a um Jovem Poeta (1929, póstuma) e o seu único romance, de teor autobiográfico, As Anotações de Malte Laurids Brigge (1910).

Solitário inveterado, levou uma vida errante e instável, desde os dias de Praga, sua terra natal, às viagens pela Rússia, a sua pátria espiritual, pelo Egipto, Itália e Espanha.

Travou amizades com alguns dos criadores mais importantes da sua época. Foi secretário do grande escultor Auguste Rodin.

Rilke destacou-se como um dos autores mais relevantes de língua alemã, tanto na poesia como na prosa lírica. Faleceu em Valmont, na Suíça, vítima de leucemia, em 1926.

Da Hungria, Sándor Márai

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As Velas Ardem Até ao Fim

de Sándor Márai

Tradução: Mária Magdolna Demeter

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular…

biografia: wikipédia

Opiniões:

DIFERENTE E ESTUPENDO
Ana Oliveira | 22-04-2018
De uma prosa envolvente, este livro transporta-nos para outra dimensão. Uma reflexão acerca da amizade, do amor e da vida. Recomendo.

TOP 3
Joana Pereira | 18-08-2015
Dos melhores livros que li (aliás está no meu top 3). Leitura acessível, poucas páginas, mas de uma imensidao de pensamentos, de reflexões sobre variadíssimos temas da nossa vida!!! Livro obrigatório para quem gosta de ler!

Tempo de ler:  ‘As Velas Ardem Até ao Fim’ é um livro incomparável. Relembrou-me a magia dos livros, a magia de encontrar um inesperado tesouro literário cujos fragmentos permanecerão comigo muito depois de terminada a leitura.

Desabafos da Mulalivro pequeno de rápida leitura, facilmente leem numa tarde. Alguém já leu? Leiam, que verão que não se arrependerão.

 

A ironia de Eça de Queirós

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A Ilustre Casa de Ramires

de Eça de Queirós

 

Metas Curriculares de Português

Leitura recomendada no 11.° ano de escolaridade.

Publicado em livro pela primeira vez em 1900, A Ilustre Casa de Ramires conta-nos a história de Gonçalo Mendes Ramires, o Fidalgo da Torre, representante de uma nobreza já quase inexistente no Portugal oitocentista, nas suas relações familiares, no seu convívio social, nos seus entusiasmos e nas suas inexplicáveis reações.

O romance conta duas histórias em paralelo. Uma delas é um romance histórico que o personagem principal estará a escrever sobre um seu antepassado, pleno de idealismo, à maneira da estética romântica. Na outra, num registo realista, relata a vida o quotidiano de uma terra da província da época do autor (ultima década do século XIX). As duas contrastam, entre a nobreza dos feitos guerreiros do romance e a mesquinhez da vida da província. O estilo com que Eça escreve cada uma dos planos narrativos é diferente, demonstrando o extraordinário domínio literário do autor e, ao mesmo tempo, mostrando a diferença estilística entre as duas estéticas artísticas.

Eça de Queirós, com este romance divertido e irónico, descreve uma sociedade contraditória, anquilosada social e economicamente, presa a atavismos que não lhe permitem integrar a modernidade tal como os tempos exigem. Por outro lado, apela a uma renovação da elite do país.

Trata-se de um romance muito divertido, complexo nos segundos sentidos, com um final surpreendente.

Infopedia

Clássicos

 

As recomendações de leitura para o Ensino Secundário obrigaram as Bibliotecas Escolares a solicitar ao Sr. Diretor um investimento significativo na aquisição de obras. Podemos anunciar que, à excepção de umas 4 ou 5 edições, esgotadas no mercado, temos nas nossas estantes as obras indicadas na lista de recomendações.

De entre as obras adquiridas, conta-se um número de obras que constituem clássicos do cânone literário da Cultura Ocidental mas que, por um motivo ou outro, ainda não tinham sido compradas.

A política de aquisições das Bibliotecas Escolares é regida pelos seguintes critérios, por ordem de prioridade:

  1. solicitações das disciplinas, departamentos, docentes, respondendo a imposições dos programas e atividades desenvolvidas.
  2. aquisição de clássicos que constituam aquilo que se pode definir como o cânone literário da Cultura Ocidental.
  3. novidades editoriais que a equipa das Bibliotecas Escolares considerem ter qualidade e que possam agradar ao público escolar.

As obras apresentadas correspondem claramente às duas primeiras prioridades. Resta agora despertar nos alunos o interesse pelas obras.

 

Charles Dickens

 

Os Cadernos de Pickwick

de Charles Dickens

Tradução: Margarida Vale de Gato;
Ilustração: Robert Seymou

Tempos Difíceis

de Charles Dickens

As Bibliotecas Escolares vêm colmatar uma falha grave na sua coleção: a ausência das principais obras de Charles Dickens. Juntamente com estas aquisições, já demos entrada nas nossas estantes outras duas obras anunciadas em 16 de novembro neste blogue.

Charles Dickens foi um notável romancista inglês nascido em 1812.

Publicou obras em que denunciava a vida difícil do operário na sociedade industrial emergente (como Grandes Esperanças e Tempos Difíceis) e, em particular, a miséria das classes sociais mais baixas e a precaridade da infância (em Oliver Twist, especialmente).

Escreveu também um muito popular Conto de Natal.

Morreu em 1870.

Em 2012, o Reino Unido viveu uma verdadeira “dickensmania”, celebrando a extraordinária obra de Charles Dickens .

Em 7 de fevereiro de 2012 celebrou-se o bicentenário do nascimento de Dickens, foi o Ano Dickens, com comemorações por todo mundo. O autor tornou-se num escritor de alcance universal, cuja literatura ultrapassou séculos e fronteiras e tornou-se uma referência pelo seu génio cómico, a sua capacidade efabulatória e o seu talento para a criação de personagens.

Aproveitaram também os editores para lançarem novas edições das obras do autor.

O livro “Os Cadernos de Pickwick”, em inglês “The Posthumous Papers of the Pickwick Club”, a primeira obra de Charles Dickens., foi publicado inicialmente em fascículos, como era habitual na altura.

Os jornais da época publicavam, juntamente com o material noticioso, histórias ficcionadas, constituindo, no seu conjunto, novelas ou romances. São os antepassadas das actuais telenovelas a quem estas vão buscar toda a sorte de processos narrativos e truques para manter o interesse do público.  Em Portugal, um dos casos maiores da literatura que fez desta atividade uma profissão foi Camilo Castelo Branco. A qualidade variava muito, desde historietas sem valor literário, até a verdadeiras obras primas que são hoje cla´ssicos da literatura mundial.

A obra “Os Cadernos de Pickwick” foi publicada entre abril de 1836 e novembro de 1837, e cada fascículo constituiu um acontecimento literário.

Narra as aventuras dos membros de um absurdo clube, o Clube Pickwick, que deve o seu nome a Samuel Pickwick, filantropo e filósofo que pretende estudar o ser humano. Assim empreende, juntamente com três companheiros e o seu criado, Sam Weller, personagens extravagantes, diferentes viagens pela Inglaterra, sucedendo-se inúmeras aventuras disparatadas e cómicas, constituindo um retrato caricatural da sociedade do seu tempo, servido por uma visão crítica e mordaz.

Quanto à extraordinária obra que é “Tempos difíceis”, deixamos apenas um conjunto de citações que a loja on-line Wook publica sobre a obra. Basta para perceber a importância desta obra e do impacto que teve na sociedade de então e em toda a Humanidade:

“O mundo em que vivemos e a a forma como vemos as crianças e o seu papel na sociedade devem-se em boa parte à ficção de Charles Dickens.” Arnold J. Toynbee

“Em «Tempos Difíceis» Dickens conseguiu fazer o que poucos escritores conseguem numa vida inteira de escrita: mudou a mentalidade do seu tempo, definiu formas de comportamento social que se mantém nos nossos dias, pôs todo um império à beira das lágrimas e criou uma obra imortal que é tão empolgante e polémica hoje como quando foi publicada.” David Lodge

Alternando entre o universo particular de dezenas de personagens que se vão cruzando numa inglaterra cinzenta em plena revolução industrial e longos quadros representativos da vida quaotidiana de toda uma sociedade, Dickens constrói um fresco do seu tempo ao mesmo tempo que rega delicadamente as raízes da revolta contra o sistema que nele vigora.
«Tempos Difíceis» é uma das obras-primas de Dickens mas, acima de tudo, é a mais importante prova de que a ficção pode mudar o mundo.

“Se houver algum escritor de língua inglesa que negue a influência de Dickens, está a mentir descaradamente.”Kingsley Amis

“Sempre invejei Dickens pela capacidade de condensar num número reduzido de personagens as qualidades e defeitos de toda uma sociedade e um tempo e nunca os tornar enfadonhos ou inverosímeis, mesmo quando o são.” William Golding (prémio Nobel de Literatura)

“Dickens foi e é o maior contador de histórias da nossa língua. Cada personagem seu, por mais insignificante que seja o papel que desempenha numa qualquer obra, tem a sua própria história que consegue sempre ter o impacto de uma comédia ou tragédia clássicas.” John Sutherland

“A ambição de qualquer escritor é conseguir ter a importância social e artística que Charles Dickens teve. Antes dele talvez só Shakespeare se tenha aproximado, depois dele ninguém esteve sequer perto.” Hilary Mantel

Virginia Woolf

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A Casa Assombrada

de Virginia Woolf

Tradução: Lucília Rodrigues

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Durante toda a vida, Virginia Woolf publicou apenas um volume de contos, Monday or Tuesday. Todavia, pouco tempo antes de morrer, decidira compilar num volume a maior parte das histórias de Monday or Tuesday, bem assim como outros contos desconhecidos ou publicados em revistas. Em A Casa Assombrada, Leonard Woolf tentou levar por diante as intenções da esposa. Os dezoito contos que aqui apresentamos revelam-se como exemplares significativos da carga emocional e do fulgor poético característicos dos melhores escritos de Virginia Woolf.

Bio

Contos de Gao Xingjian

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Uma Cana de Pesca para o Meu Avô

de Gao Xingjian

Tradução: Carlos Aboim de Brito

 

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2000

Recordações de infância, as alegrias simples do amor e da amizade, a terra natal e os seus lugares familiares, mas também os dramas da rua ou as tragédias vividas pela China, são estes os temas destes seis contos escolhidos pelo autor.

Bio

Notas críticas 1 | 2 | 3

 

Murakami, a corrida e a escrita

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Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo
Um livro de memórias

de Haruki Murakami

Tradução: Maria João Lourenço

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Em 1982, ao mesmo tempo que abandonava o lugar à frente dos destinos do clube de jazz e que tomava a decisão de se dedicar à escrita, Haruki Murakami começava a correr. No ano seguinte, abalançou-se a percorrer sozinho o trajecto que separa Atenas da cidade de Maratona. Depois de participar em dezenas de provas de longa distância e em triatlos, o romancista reflecte neste livro sobre o que significa para ele correr e como a corrida se reflectiu na sua maneira de escrever. Os treinos diários, a sua paixão pela música, a consciência da passagem do tempo, os lugares por onde viaja acompanham-no ao longo de um relato em que escrever e correr se traduzem numa forma de estar na vida.
Diário, ensaio autobiográfico, elogio da corrida, de tudo um pouco podemos encontrar aqui. Haruki Murakami abre o livro das confidências (e a sua alma) e dá a ler aos seus fiéis leitores uma meditação luminosa sobre esse ser bípede em permanente busca de verdade que é o homem.

Blogue sobre o autor

Crítica no andarilho.net

Testemunha de um corredor que partilha do gosto do autor.

Testemunho em vídeo:

Teatro de Strindberg

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Menina Júlia
de August Strindberg

Tradução: Augusto Sobral e Tânia Filipe

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Júlia é uma jovem aristocrata que, por detrás de uma inocência aparente esconde um lado provocador. Numa noite de S. João, Júlia seduz e é seduzida por João, criado do senhor Conde e noivo de Cristina, a cozinheira da casa. Desejo, conflitos de poder, o choque violento das classes sociais e dos sexos que povoam aquela que será uma noite trágica.

Crítica: roda dos livros | Público 1Público 2

Crónicas moçambicanas

Manual para Incendiários e Outras Crónicas, Luís Carlos Patraquim from Antígona on Vimeo.

 

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Manual para Incendiários e Outras Crónicas
de Luís Carlos Patraquim

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Antígona:

Este livro é um conjunto de crónicas publicadas entre 2000 e 2009 na imprensa portuguesa e moçambicana (Jornal de Letras, Savana, ÁfricaLusófona e Angolé), cujo fio condutor é a ironia do processo de escrita. Repositório humorado das reflexões do autor-cronista sobre a actualidade,Manual para Incendiários e Outras Crónicas prima pelo olhar mordaz e apaixonado sobre a literatura, a identidade moçambicana, a aculturação e a intromissão ocidental. Crónicas desenvoltas que abarcam a Europa, África e as suas gentes, são uma visão destes dois mundos aliada a um vívido humor.

BIOgrafia do autor

 

 

 

 

Viagem ao Japão, ao anime e ao manga

japao

O Japão é um Lugar Estranho
Viagem de Um Pai com o Seu Filho ao País da Manga e do Anime

de Peter Carey

Tradução: Carlos Vaz Marques

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura

OPINIÕES: 1 | 2

Uma opinião pueril mas sincera:

Romance de autor timorense

cronica

Crónica de Uma Travessia,

de Luís Cardoso

  • Plano Nacional de Leitura
  • recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura

Primeiro romance de um autor timorense a ser publicado em Portugal, Crónica de Uma Travessia é uma obra autobiográfica que acrescenta uma dimensão inédita ao combate pela liberdade de Timor.

+INFO

Literatura africana em Língua Portuguesa

cao tinhoso

Nós Matamos o Cão-Tinhoso

Luís Bernardo Honwana

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Livro de sete contos publicado em 1964 e considerado uma obra fundacional da literatura moçambicana moderna.

Os contos:“Nós Matámos o Cão-Tinhoso”, “Dina”, “Papa, Cobra, Eu”, “As Mãos dos Pretos”, “Inventário de Imóveis e Jacentes”, “A Velhota” e “Nhinguitimo”.

Vimeo

cronicas pepetela

Crónicas Com Fundo de Guerra

de Pepetela

As crónicas publicadas no jornal “Público” de 1992 a 1995, numa altura em que, depois do processo de pacificação e eleições do ano de 1992, a guerra civil angolana foi retomada.

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) nasceu em Benguela, Angola, em 1941. Frequentou o Ensino Superior em Lisboa mas acabou por licenciar-se em Sociologia, em Argel, durante o exílio. Iniciou a sua actividade literária e política na Casa dos Estudantes do Império. Como membro do MPLA, participou activamente na governação de Angola, após o 25 de Abril.
A partir de 1984, foi professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e tem sido dirigente de associações culturais, com destaque para a União de Escritores Angolanos e a Associação Cultural Recreativa Chá de Caxinde.
A atribuição do Prémio Camões (1997) confirmou o seu lugar de destaque na literatura lusófona.

O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca

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O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca

de Ana Pessoa

Ilustração de Bernardo Carvalho

Planeta Tangerina

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

N não é uma menina, é Karateca.
N tem 14 anos, quase 15, e o seu maior sonho é ser cinturão negro e beijar Raul.
N gosta de escrever, mas prefere lutar com o Raul.
(escrever é uma seca.)
Isto não é um diário. Não tem chave, não tem segredos.
(sim, tem segredos.) Também tem vontade própria, páginas movediças, palavras como «diarreia» e «romântico» e personagens como a bruxa má que quer aprender a ser boa e a mosca que não sabia quem era.
Isto é o Caderno Vermelho da Rapariga Karateca. O objeto preferido de N, um animal de estimação, uma personagem, uma pessoa de verdade.
(O que é a verdade?)

O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca é a primeira obra de Ana Pessoa.

Venceu o prémio Branquinho da Fonseca – Expresso / Gulbenkian, na modalidade Juvenil.

Clássicos da literatura

O Agrupamento adquiriu estas 5 obras da literatura do século XIX e que são considerados verdadeiros clássicos. Estas obras estão recomendadas para a componente de Educação Literária, de acordo com uma sugestão transmitida pelas professoras da disciplina de Português.

A equipa coordenadora das Bibliotecas Escolares, quando toma a iniciativa de solicitar ao Sr. Director a compra de livros, adopta como critério de prioridade o interesse das disciplinas, daí carecendo de ajuda dos Departamentos na indicação das referências necessárias, assim como o de dotar as bibliotecas de clássicos, obras intemporais que se tornaram cânones da nossa cultura.