Clássicos

 

As recomendações de leitura para o Ensino Secundário obrigaram as Bibliotecas Escolares a solicitar ao Sr. Diretor um investimento significativo na aquisição de obras. Podemos anunciar que, à excepção de umas 4 ou 5 edições, esgotadas no mercado, temos nas nossas estantes as obras indicadas na lista de recomendações.

De entre as obras adquiridas, conta-se um número de obras que constituem clássicos do cânone literário da Cultura Ocidental mas que, por um motivo ou outro, ainda não tinham sido compradas.

A política de aquisições das Bibliotecas Escolares é regida pelos seguintes critérios, por ordem de prioridade:

  1. solicitações das disciplinas, departamentos, docentes, respondendo a imposições dos programas e atividades desenvolvidas.
  2. aquisição de clássicos que constituam aquilo que se pode definir como o cânone literário da Cultura Ocidental.
  3. novidades editoriais que a equipa das Bibliotecas Escolares considerem ter qualidade e que possam agradar ao público escolar.

As obras apresentadas correspondem claramente às duas primeiras prioridades. Resta agora despertar nos alunos o interesse pelas obras.

 

Anúncios

Charles Dickens

 

Os Cadernos de Pickwick

de Charles Dickens

Tradução: Margarida Vale de Gato;
Ilustração: Robert Seymou

Tempos Difíceis

de Charles Dickens

As Bibliotecas Escolares vêm colmatar uma falha grave na sua coleção: a ausência das principais obras de Charles Dickens. Juntamente com estas aquisições, já demos entrada nas nossas estantes outras duas obras anunciadas em 16 de novembro neste blogue.

Charles Dickens foi um notável romancista inglês nascido em 1812.

Publicou obras em que denunciava a vida difícil do operário na sociedade industrial emergente (como Grandes Esperanças e Tempos Difíceis) e, em particular, a miséria das classes sociais mais baixas e a precaridade da infância (em Oliver Twist, especialmente).

Escreveu também um muito popular Conto de Natal.

Morreu em 1870.

Em 2012, o Reino Unido viveu uma verdadeira “dickensmania”, celebrando a extraordinária obra de Charles Dickens .

Em 7 de fevereiro de 2012 celebrou-se o bicentenário do nascimento de Dickens, foi o Ano Dickens, com comemorações por todo mundo. O autor tornou-se num escritor de alcance universal, cuja literatura ultrapassou séculos e fronteiras e tornou-se uma referência pelo seu génio cómico, a sua capacidade efabulatória e o seu talento para a criação de personagens.

Aproveitaram também os editores para lançarem novas edições das obras do autor.

O livro “Os Cadernos de Pickwick”, em inglês “The Posthumous Papers of the Pickwick Club”, a primeira obra de Charles Dickens., foi publicado inicialmente em fascículos, como era habitual na altura.

Os jornais da época publicavam, juntamente com o material noticioso, histórias ficcionadas, constituindo, no seu conjunto, novelas ou romances. São os antepassadas das actuais telenovelas a quem estas vão buscar toda a sorte de processos narrativos e truques para manter o interesse do público.  Em Portugal, um dos casos maiores da literatura que fez desta atividade uma profissão foi Camilo Castelo Branco. A qualidade variava muito, desde historietas sem valor literário, até a verdadeiras obras primas que são hoje cla´ssicos da literatura mundial.

A obra “Os Cadernos de Pickwick” foi publicada entre abril de 1836 e novembro de 1837, e cada fascículo constituiu um acontecimento literário.

Narra as aventuras dos membros de um absurdo clube, o Clube Pickwick, que deve o seu nome a Samuel Pickwick, filantropo e filósofo que pretende estudar o ser humano. Assim empreende, juntamente com três companheiros e o seu criado, Sam Weller, personagens extravagantes, diferentes viagens pela Inglaterra, sucedendo-se inúmeras aventuras disparatadas e cómicas, constituindo um retrato caricatural da sociedade do seu tempo, servido por uma visão crítica e mordaz.

Quanto à extraordinária obra que é “Tempos difíceis”, deixamos apenas um conjunto de citações que a loja on-line Wook publica sobre a obra. Basta para perceber a importância desta obra e do impacto que teve na sociedade de então e em toda a Humanidade:

“O mundo em que vivemos e a a forma como vemos as crianças e o seu papel na sociedade devem-se em boa parte à ficção de Charles Dickens.” Arnold J. Toynbee

“Em «Tempos Difíceis» Dickens conseguiu fazer o que poucos escritores conseguem numa vida inteira de escrita: mudou a mentalidade do seu tempo, definiu formas de comportamento social que se mantém nos nossos dias, pôs todo um império à beira das lágrimas e criou uma obra imortal que é tão empolgante e polémica hoje como quando foi publicada.” David Lodge

Alternando entre o universo particular de dezenas de personagens que se vão cruzando numa inglaterra cinzenta em plena revolução industrial e longos quadros representativos da vida quaotidiana de toda uma sociedade, Dickens constrói um fresco do seu tempo ao mesmo tempo que rega delicadamente as raízes da revolta contra o sistema que nele vigora.
«Tempos Difíceis» é uma das obras-primas de Dickens mas, acima de tudo, é a mais importante prova de que a ficção pode mudar o mundo.

“Se houver algum escritor de língua inglesa que negue a influência de Dickens, está a mentir descaradamente.”Kingsley Amis

“Sempre invejei Dickens pela capacidade de condensar num número reduzido de personagens as qualidades e defeitos de toda uma sociedade e um tempo e nunca os tornar enfadonhos ou inverosímeis, mesmo quando o são.” William Golding (prémio Nobel de Literatura)

“Dickens foi e é o maior contador de histórias da nossa língua. Cada personagem seu, por mais insignificante que seja o papel que desempenha numa qualquer obra, tem a sua própria história que consegue sempre ter o impacto de uma comédia ou tragédia clássicas.” John Sutherland

“A ambição de qualquer escritor é conseguir ter a importância social e artística que Charles Dickens teve. Antes dele talvez só Shakespeare se tenha aproximado, depois dele ninguém esteve sequer perto.” Hilary Mantel

Virginia Woolf

woolf assombrada

A Casa Assombrada

de Virginia Woolf

Tradução: Lucília Rodrigues

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Durante toda a vida, Virginia Woolf publicou apenas um volume de contos, Monday or Tuesday. Todavia, pouco tempo antes de morrer, decidira compilar num volume a maior parte das histórias de Monday or Tuesday, bem assim como outros contos desconhecidos ou publicados em revistas. Em A Casa Assombrada, Leonard Woolf tentou levar por diante as intenções da esposa. Os dezoito contos que aqui apresentamos revelam-se como exemplares significativos da carga emocional e do fulgor poético característicos dos melhores escritos de Virginia Woolf.

Bio

Contos de Gao Xingjian

uma_cana_de_pesca_para_o_meu_avo

Uma Cana de Pesca para o Meu Avô

de Gao Xingjian

Tradução: Carlos Aboim de Brito

 

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2000

Recordações de infância, as alegrias simples do amor e da amizade, a terra natal e os seus lugares familiares, mas também os dramas da rua ou as tragédias vividas pela China, são estes os temas destes seis contos escolhidos pelo autor.

Bio

Notas críticas 1 | 2 | 3

 

Murakami, a corrida e a escrita

murakami

Auto-Retrato do Escritor Enquanto Corredor de Fundo
Um livro de memórias

de Haruki Murakami

Tradução: Maria João Lourenço

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Em 1982, ao mesmo tempo que abandonava o lugar à frente dos destinos do clube de jazz e que tomava a decisão de se dedicar à escrita, Haruki Murakami começava a correr. No ano seguinte, abalançou-se a percorrer sozinho o trajecto que separa Atenas da cidade de Maratona. Depois de participar em dezenas de provas de longa distância e em triatlos, o romancista reflecte neste livro sobre o que significa para ele correr e como a corrida se reflectiu na sua maneira de escrever. Os treinos diários, a sua paixão pela música, a consciência da passagem do tempo, os lugares por onde viaja acompanham-no ao longo de um relato em que escrever e correr se traduzem numa forma de estar na vida.
Diário, ensaio autobiográfico, elogio da corrida, de tudo um pouco podemos encontrar aqui. Haruki Murakami abre o livro das confidências (e a sua alma) e dá a ler aos seus fiéis leitores uma meditação luminosa sobre esse ser bípede em permanente busca de verdade que é o homem.

Blogue sobre o autor

Crítica no andarilho.net

Testemunha de um corredor que partilha do gosto do autor.

Testemunho em vídeo: