Crónicas moçambicanas

Manual para Incendiários e Outras Crónicas, Luís Carlos Patraquim from Antígona on Vimeo.

 

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Manual para Incendiários e Outras Crónicas
de Luís Carlos Patraquim

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Antígona:

Este livro é um conjunto de crónicas publicadas entre 2000 e 2009 na imprensa portuguesa e moçambicana (Jornal de Letras, Savana, ÁfricaLusófona e Angolé), cujo fio condutor é a ironia do processo de escrita. Repositório humorado das reflexões do autor-cronista sobre a actualidade,Manual para Incendiários e Outras Crónicas prima pelo olhar mordaz e apaixonado sobre a literatura, a identidade moçambicana, a aculturação e a intromissão ocidental. Crónicas desenvoltas que abarcam a Europa, África e as suas gentes, são uma visão destes dois mundos aliada a um vívido humor.

BIOgrafia do autor

 

 

 

 

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Clarice Lispector: A Descoberta do Mundo

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Clarice Lispector (bio)

A descoberta do mundo

livro de crónicas

«Escrevia acerca dos filhos, dos amigos, das empregadas, da sua infância, das viagens, de tal forma que A Descoberta do Mundo, uma colectânea com os artigos que escreveu nas suas colunas, publicada postumamente, pode considerar-se quase uma autobiografia

Benjamin Moser, em Clarice Lispector, Uma Vida

O jornal Público publicou algumas destas crónicas. Experimenta este.

Duas obras fundamentais de Miguel Esteves Cardoso

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Estes dois livros resultam de crónicas escritas por Miguel Esteves Cardoso na segunda metade da década de 80 do século XX. Para além de serem representantes notáveis do género crónica, cada texto é um pequeno ensaio sobre Portugal e os portugueses.

«Há uma instituição portuguesa que é única no mundo inteiro. É o já agora. Noutras culturas, tratar-se-ia de um pleonasmo. Na nossa, faz parte do pasmo.

O já agora, e a variante popular “Já que estás com a mão na massa…”, significam a forma particularmente portuguesa do desejo. Os portugueses não gostam de dizer que querem as coisas. Entre nós, querer é considerado uma violência. Por isso, quando se chega a um café, diz-se que se queria uma bica e nunca que se quer uma bica. Se alguém oferece, também, uma aguardente, diz-se: “Já agora…”. Tudo se passa no pretérito, no condicional, na coincidência.»

A Causa das Coisas

«Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas.

Os amigos, como acontece com os amantes, têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro.»

Os Meus Problemas