Ideias com mérito

 

LEVAR O LIVRO ELETRÓNICO À SALA DE AULA

PROJETO

 

 

 ideiascomerito

 

2014-16

ESCOLA SECUNDÁRIA DA MEALHADA – AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA MEALHADA

Biblioteca Escolar

 

DIAGNÓSTICO

Perante a generalização da tecnologia digital sob a forma de dispositivos móveis de comunicação e acesso à informação nas suas diversas formas e aplicações, a Escola mostra-se bastante perplexa perante o fenómeno e renitente em integrá-lo na sua prática pedagógica. Isso cria um fosso entre a maior parte dos alunos, que se integram no que se denomina de “nativos digitais” (os que nasceram num ambiente digital e usam plenamente no seu quotidiano as tecnologias digitais de informação e de comunicação, às vezes até obsessivamente), e muitos dos docentes que não acompanham a evolução neste domínio e, em certos casos, até a rejeitam, não lhe encontrando virtualidades nas suas estratégias didáticas.

Muitos dos alunos que utilizam as referidas tecnologias também não as associam a funções de produção do conhecimento e ao trabalho escolar, desconhecendo qualquer outra utilização que não seja a meramente lúdica. Nas nossas estatísticas anuais recolhemos dados quanto ao tipo de utilização dos iPads e computadores pessoais. Os tablets são utilizados em 98% dos casos para atividades lúdicas enquanto para os computadores pessoais essa utilização baixa para 80%, revelando que os alunos quando querem realizar trabalhos para as suas tarefas escolares não contam com esses dispositivos. Quando confrontados com a possibilidade de os usar para tarefas não lúdicas, muitos alunos demonstram a sua perplexidade perante a ideia.

Conclui-se, portanto, tendo em conta a incontornável realidade da generalização do uso de sofisticados dispositivos móveis a preços acessíveis, que a Escola terá de fazer um esforço de:

  1. Compreender o fenómeno tecnológico e social,
  2. Formar os docentes na utilização da tecnologia,
  3. Integrar na sua prática pedagógica os dispositivos e as suas funcionalidades,
  4. Demonstrar aos alunos a possibilidade que a tecnologia possui também para funções de produção e aquisição de conhecimento mais estruturado.
  5. Produzir conteúdos didáticos para os novos suportes que se estão a criar.

Temos de atender, porém, que o acesso dos alunos é desigual:

  1. Na aquisição dos dispositivos, quer por razões económicas, quer por rejeição ou incompreensão da tecnologia,
  2. Nos ritmos de aprendizagem da tecnologia,
  3. No nível de aprofundamento no tipo de utilização (alguma superficialidade) e pouca reflexão, o que envolve inclusivamente questões básicas de segurança e exposição social.

A Biblioteca da Escola Secundária da Mealhada tem trabalhado neste domínio, contemplando, nos seus diversos planos de atividades, a promoção da literacia digital e o acesso democrático aos dispositivos. Destacamos os projetos apoiados pela Fundação Calouste Gulbenkian (“As palavras e os meios”; “O livro eletrónico: a nova fronteira da leitura”). Adquirimos, a título experimental, 5 iPads, com adesão dos alunos muito intensa, provando o seu potencial como recurso educativo. Contudo, são claramente insuficientes face ao nosso objetivo de os utilizar numa articulação com a sala de aula.

Este projeto terá uma forte componente experimental, uma vez que se trata do desenvolvimento de um tema novo, com os riscos inerentes. Por isso, procuraremos o apoio da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

OBJETIVOS DO PROJETO

Enquanto a geração “e” (electronic) se converte em geração “C” (colaboração, conetividade, conteúdo), agindo e aprendendo de forma diferente, consideramos fundamental fomentar um trabalho de proximidade com os conteúdos curriculares, promover a leitura e a utilização da informação e a produção de recursos educativos digitais e respetiva disseminação.

Este projeto visa a utilização de tablets e smartphones na sala de aula, de forma articulada, em atividades de formação e divulgação, para alunos e docentes, nos domínios:

  1. a) Promoção da leitura
  2. b) Fomento da literacia da informação
  3. c) Produção e disponibilização de conteúdos e aplicações que potenciem a leitura e a aprendizagem.

Pretende-se, em suma, que estes dispositivos comecem a ser utilizados na sala de aula, como qualquer outro recurso:

  1. Utilizar a tecnologia digital móvel como ferramenta de acesso, produção e comunicação de informação e como recurso de aprendizagem, propondo atividades e ferramentas tecnológicas que contribuam para o sucesso educativo
  2. Promover o trabalho articulado com os docentes, com vista ao planeamento e ensino contextualizado das literacias da informação e dos média nos objetivos e programas curriculares.
  3. Formar os utilizadores na utilização de tecnologias, ambientes e ferramentas digitais móveis, assim como na produção de recursos educativos.

DESTINATÁRIOS

No primeiro ano, trabalharemos com alunos e docentes de duas turmas do sétimo ano de escolaridade da Escola Secundária da Mealhada e uma da Escola Básica n.º 2 da Mealhada.

No segundo ano, em função da experiência cumulado no ano anterior, iremos alargar a outros níveis de ensino, com as seguintes opções:

  • Turmas do 5.º ano da Escola Básica n.º 2 da Mealhada, por ser um nível de iniciação do 2.º ciclo, ou
  • Turmas do 3.º ano – os alunos já sabem ler suficientemente bem, têm alguma autonomia e não estão pressionados pelas Provas Finais como acontece com o 4.º ano, ou
  • O trabalho poderá ter sequência com os mesmos alunos intervenientes no primeiro ano do projeto, envolvendo consequentemente as turmas do 8.º ano, alongando a experiência com os mesmos alunos.
  • Se a dinâmica do projeto o determinar, podemos contemplar outros níveis.

De uma forma geral, como prevemos o acesso livre na Biblioteca dos Tablets, quando não estão requisitados para trabalhos nas salas de aula, o nosso público abrange todos os docentes, alunos e até pessoal não docente da Escola Secundária. O Agrupamento tem atualmente 1960 alunos e 225 professores.

Os professores envolvidos, necessariamente docentes das turmas selecionadas, serão de qualquer uma das disciplinas que façam parte do currículo, uma vez que todas as competências necessárias são transversais a todas elas. Procuraremos gente que goste de inovar e queira promover um trabalho colaborativo com a Biblioteca.

ORÇAMENTO GLOBAL DO PROJETO

Foi concedida a verba total de €4100.

  • Na rubrica Mobiliário e Equipamentos, os €3200 reservados irão ser totalmente gastos na aquisição de tablets e respetivas capas.
  • Para o Fundo Documental iremos gastar os €500 em livros eletrónicos para dotar os tablets de conteúdos e desenvolver as atividades à volta da promoção da leitura através de dispositivos digitais.
  • Destinámos os €300 para software para a aquisição de licenças de algumas aplicações que consideramos importantes para a divulgação do projeto e respetivos resultados, assim como para a produção de conteúdos:
  • Nos Consumíveis (€100), iremos gastar essencialmente material para os momentos de formação: tinteiros para impressora, papel para impressão, CD-R para gravação do material digital.

METODOLOGIA DE TRABALHO

O responsável pelo projeto é coordenador das Bibliotecas do Agrupamento de Escolas da Mealhada, com sede na Escola Secundária. Tem lugar no Conselho Pedagógico.

A maior parte das atividades envolverá tão-somente os conteúdos tratados no currículo. Pretende-se dar a entender que a tecnologia envolvida não é um corpo estranho mas antes mais um recurso a acrescentar, embora com especificidades notórias.

Normalmente, tende-se a mobilizar a disciplina de Português para a promoção da leitura. Parece-nos errada essa abordagem: a leitura é transversal a todas as disciplinas e pretendemos colaborar com todas os professores das turmas selecionadas e integrar os dispositivos no decurso normal dos trabalhos letivos.

Todo o trabalho do projeto exige um grande esforço de coordenação de vontades. Para isso, conta-se usar a via formal e a informal.

Na via formal, serão utilizados os mecanismos hierárquicos do Agrupamento: Conselho Pedagógico, Departamentos e grupos disciplinares, Direções de Turma, Coordenadores de estabelecimento. Através destes órgãos, pretendemos fazer fluir a informação de forma institucional, com registo em ata e responsabilização dos coordenadores destas estruturas.

A via informal basear-se-á na relação pessoal com docentes e alunos e será usada na fase em que se trabalhará com os docentes na sala de aula.

Será elaborado um plano de trabalho (cronograma, tempo de duração das atividades, intervenientes e responsáveis) que será apresentado em Conselho Pedagógico e discutido com os elementos mais diretamente envolvidos.

Para cada atividade em sala de aula haverá um plano da aula elaborado em colaboração com o docente.

Todos os contactos com entidades externas serão feitos pelo coordenador do projeto.

A Equipa da Biblioteca servirá de interface na gestão da informação e coordenador das atividades.

AVALIAÇÃO E MONITORIZAÇÃO

A equipa do projeto reunirá para proceder à monitorização do processo e à planificação das atividades a desenvolver MENSALMENTE.  

Haverá uma avaliação intercalar do projeto e uma avaliação final do projeto.

  • Avaliação intercalar do projeto, tendo por base a observação das competências de leitura dos alunos mais envolvidos no projeto – maio e junho de 2015
  • Divulgação pública dos resultados da avaliação – julho de 2015

A avaliação do projeto terá em conta as competências de leitura e tecnológicas desenvolvidas nos alunos envolvidos e na qualidade dos produtos obtidos. Os INDICADORES para aferir, com a maior objetividade possível, a progressão dos alunos ao nível das competências da leitura, literacia digital e de informação vão ser registados num documento próprio a ser elaborado em Setembro próximo com a restante planificação.

Da estatística das BE passam a fazer parte o número de documentos e equipamentos requisitados pelos professores e alunos para uso individual, em sala de aula ou em atividades de produção.

PARCERIAS

Vamos procurar estabelecer uma parceria com a Faculdade de Psicologia e Ciências da Universidade de Coimbra. Para além de inspiração, procuraremos possibilidades de formação.

MATERIAIS/ INSTRUMENTOS A CRIAR

Prevemos criar os seguintes materiais: e-books (em ficheiro epub), apresentações, vídeos, tutoriais e guias de orientação.

Outro material que consideramos interessante e promissor como recurso didático é o gamebooks. Consiste em aliar o texto escrito a imagens vídeos e sons, fazendo dos conteúdos um “percurso” que o leitor terá de percorrer para descobrir o conteúdo.

O projeto tem um caracter experimental e podemos desenvolver outros tipos de materiais em aplicações específicas que possam ser disponibilizadas ou partilhadas, dependendo do grau de empenhamento e das competências tecnológicas dos destinatários do projeto. Algumas destas aplicações poderão vir a ser descobertas ao longo da dinâmica produzida, efeito que já observámos em projetos anteriores e que enriquece muito o resultado final.

Os materiais a criar serão baseados nas atividades de promoção da leitura, mas também procuraremos incluir conteúdos científicos específicos das disciplinas a envolver.

Os conteúdos produzidos serão mostrados no blogue da biblioteca, no Portal da Rede de Bibliotecas de Mealhada e em outras plataformas de acesso livre.

Foi criada uma página dedicada no blogue da Biblioteca, mas se a dinâmica do projeto exigir a criação de um sítio ou blogue dedicados, fá-lo-emos rapidamente.

COORDENAÇÃO E EQUIPA DO PROJETO

Coordenador do projeto

  • Pedro Miguel Semedo
    • Professor bibliotecário e coordenador das Bibliotecas Escolares da Escola Secundária da Mealhada.

Equipa do projeto

  • Maria Fernanda Costa Neves de Melo Cabral
    • Professora Bibliotecária no Agrupamento de Escolas de Mealhada
    • Tarefas: apoio à coordenação; ligação do projeto aos Departamentos de Línguas

A atribuição de níveis, direções de turma, de tarefas a outros membros da equipa das bibliotecas ainda não foi efetuada, pelo que não sabemos quem poderá estar disponível para integrar a equipa.

 

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