Feliz Natal no Scratch

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Uma das atividades das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas da Mealhada tem como base de trabalho a aplicação Scratch, cuja animadora é a professora Cristina Carrilho.

A referida aplicação está concebida para ensinar os rudimentos da programação em computador e iniciar qualquer interessado nesta “arte”.

Para o Natal, os alunos envolvidos no projeto “desenharam” um trabalho, demonstrando o que aprenderam num período.

O projeto tem um blogue por onde podemos acompanhar o trabalho dos alunos (clicar na imagem):

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BE do Agrupamento apresentam projeto em Tondela.

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No passado dia 21 de maio, o professor bibliotecário Pedro Semedo proferiu uma comunicação sobre o projeto “Levar o livro eletrónico à sala de aula” no Encontro da Rede de Bibliotecas de Tondela – “Bibliotecas Inclusivas: novas literacias, novos leitores”

Esta comunicação foi integrada num painel denominado “Práticas (e-)literárias e aprendizagem móvel“, em que foram apresentadas outras três experiências: “Conhecimento à mão – cidadania.com TIC“, da AE de Tondela Cândido Figueiredo, “DigiLer“, do AE de Nelas, e “Projeto letrinhas“, do AE Artur Gonçalves de Torres Novas. Foi muito interessante a partilha de experiências que resultou destas comunicações, uma vez que o âmbito geral destes projetos são coincidentes na utilização de dispositivos móveis em ambiente escolar.

Chamamos especial atenção para o “Projeto letrinhas” que consiste no desenvolvimento de uma plataforma digital, em colaboração com o Instituto Politécnico de Tomar, que visa ajudar os docentes que lecionam os dois primeiros anos de escolaridade a fazer o apoio a alunos com problemas de aprendizagem do Português. Para já, estes recursos só estão disponíveis para o Agrupamento de Escolas Artur Gonçalves de Torres Novas, mas tem potencial para se estender futuramente a todos os que ensinam a Língua Portuguesa a crianças com problemas de aprendizagem.

No Encontro houve mais temas desenvolvidos: no dia 20, a coordenadora nacional da RBE, Dr.ª Manuela Silva desenvolveu o tema “Bibliotecas Escolares: um presente com futuro – novos desafios” a abrir os trabalhos. Seguiu-se o painel um, “Bibliotecas e leitores do séc. XXI: do livro ao digital“, com a participação de Bruno Eiras, das bibliotecas de Oeiras, com a comunicação “As leis de Ranganatham ou a leitura digital nas Bibliotecas Municipais de Oeiras“, de Daniel Catalão, conhecido profissional da RTP, com “O guardador de bits: quando estás a ler zeros e uns sem saber” e Isabel Alçada, investigadora da Universidade Nova de Lisboa, com “Bibliotecas Digitais”.

No painel dois, “Desafios XXI: leitores e leituras na era das literacias digitais“, Carlos Pinheiro, professor bibliotecário premiado, especialista em livros eletrónicos da Rede de Bibliotecas Escolares e nosso “guru” no projeto que desenvolvemos no nosso Agrupamento, desenvolveu o tema “Narrativas transmédia e formação de leitores”, Melissa Gama, da Fundação Francisco Manuel Santos, divulgou a “Pordata Kids: literacia estatística para os mais novos”, Paulo Garcez, da Fundação PT, apresentou “O contributo das TIC nos processos de aprendizagem” e Bernardo Mata, da EMEPC (Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental), transmitiu “Desafios para o séc. XXI: sustentabilidade ambiental num projeto aLer+ – os recursos do Kit do Mar“.

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A biblioteca em 3D

Numa experiência proposta e desenvolvida pelo nosso colega Luís Pessegueiro, integrado na equipa das Bibliotecas Escolares do Agrupamento, apresentamos uma visão das instalações da biblioteca da Escola Secundária que permite uma visita virtual 3D.

Para realizar este trabalho, o colega Luís Pessegueiro fez mais de 700 fotografias, permitindo uma visão dos livros nas estantes com uma visão bastante aproximada.

Esta experiência será repetida nas restantes bibliotecas do Agrupamento à medida que dispusermos de tempo para tal.

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Nota: o navegador web “Google Chrome” ainda não suporta o Silverlight, aplicação em que foi feita esta experiência interactiva. Recomenda-se a utilização dos navegadores Mozilla Firefox e Internet Explorer; também se pode aceder através da aplicação grátis Silverlight. Estranhamente, também não corre no Edge, o novo navegador da MicroSoft.

Mais tablets disponíveis no Agrupamento

As bibliotecas escolares do Agrupamento concorreram ao programa “Ideias com mérito” lançado pela Rede de Bibliotecas Escolares com o projeto “Levar o livro eletrónico à sala de aula”.

Na prática, o projeto centrou-se na utilização de tablets na sala de aula e tem um carácter essencialmente experimental.

Como recurso tecnológico com potencialidades pedagógicas, a introdução dos dispositivos móveis na sala de aula ainda está numa fase de experimentação, com alguns insucessos mas também com bons e frutuosos exemplos em muitos casos.

No ano letivo passado, fizeram-se experiências na Escola  Secundária e na EB 2 da Mealhada e nenhuma delas redundou em insucesso.

Uma das barreiras à sua utilização radica na falta de formação dos docentes e, devido a várias vicissitudes, as sessões marcadas no final do passado ano letivo foram sendo adiadas. Temos a intenção de agendar sessões para o início do segundo período.

Por outro lado, soubemos que correu a ideia de que o projeto seria circunscrito à Escola Secundária. A verdade é que, a conselho da RBE, o primeiro ano seria desenvolvido apenas na Escola Secundária e que no segundo ano, este que agora decorre, seria estendido aos restantes estabelecimentos de ensino do Agrupamento. Por isso, ANUNCIAMOS QUE ESTAMOS ABERTOS A PROPOSTAS DE QUALQUER DOCENTE DO AGRUPAMENTO para atividades que exijam a utilização de tablets.

Também correu entre docentes do Agrupamento a opinião de que seria melhor distribuir os tablets por todas as bibliotecas. O projeto tem como objetivo a utilização dos dispositivos em sala de aula como mais um recurso e esse propósito só tem sentido se houver um aparelho por um ou dois alunos, no máximo. Daí termos optado por aparelhos com SO Android e em número de 15.

A sua utilização livre em biblioteca inscreveu-se numa estratégia de familiarizar os alunos que não têm acesso a esta tecnologia, numa ótica de estabelecer igualdade de acesso aos recursos.

 Adquirimos mais 19 tablets da marca eZee Storex

(Nota: a opção por esta ou outra marca decorre das regras que o Estado impõe para as compras de entidades públicas, uma vez que se tem de ir a concurso e não se pode indicar marcas mas apenas características técnicas)

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Scratch & Programação: cria os teus projetos

Scratch é uma das linguagens de programação mais acessíveis por não exigir conhecimentos prévios de outras linguagens. Fruto do trabalho continuado de investigação e aperfeiçoamento das linguagens e ambientes de programação para jovens (LOGO, nos anos 80), foi criada no Media Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e divulgado publicamente em Maio de 2007.

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Esta linguagem de programação, cujo lema é “inventa, programa, partilha”, foi concebida e desenvolvida como resposta ao problema do crescente distanciamento entre a evolução tecnológica no mundo e a fluência tecnológica dos cidadãos. Foi pensada, igualmente, para promover um contexto construcionista propício ao desenvolvimento da fluência tecnológica nos jovens, desde muito cedo, e das competências transversais ditas “para o século XXI”, nomeadamente a resolução de problemas. Os seus autores creem que poderá, ainda, permitir avançar na compreensão da eficácia e inovação do uso das tecnologias nas aprendizagens em diferentes domínios e contextos, nomeadamente na educação matemática formal e informal (pela própria natureza do ambiente), tornar os jovens criadores e inventores (mais do que meros consumidores de tecnologia) e estimular a aprendizagem cooperativa.

Na opinião de investigadores, o Scratch afigura-se como um meio tecnológico de muito potencial para o ensino e aprendizagem em diferentes contextos e/ou áreas disciplinares, permitindo que utilizadores de todos os ciclos de ensino – pré-escolar, básico, secundário e superior -, exercitem a sua criatividade, o raciocínio científico, lógico e matemático e desenvolvam variadíssimas competências, específicas e transversais, de forma interativa e lúdica.

Em Portugal, esta linguagem de programação é divulgada pelo EduScratch – projeto do Centro de Competência TIC da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, integrado nos projetos da Direção Geral de Educação (DGE) através da Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas (ERTE).