Visita ao EduFor Innov@tive Classroom Lab

 

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As entidades associadas ao projeto têm o seu logótipo na entrada da sala. A orientar a visita esteve o Director do Centro de Formação, Dr.ª José Miguel Rodrigues de Sousa.

Um grupo de docentes do Agrupamento de Escolas da Mealhada, constituído essencialmente por membros do Conselho Pedagógico, por membros da Direcção do Agrupamento e por coordenadores de estabelecimento, visitou o EduFor Innov@tive Classroom Lab, no dia 11 de janeiro de 2017, na escola sede do Centro de Formação EduFor, Escola Secundária Felismina Alcântara, do Agrupamento de Escolas de Mangualde.

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Uma impressora 3D.

O EduFor Innov@tive Classroom Lab é um projeto do EduFor – Centro de Formação de Associação de Escolas dos Concelhos de Nelas, Mangualde, Penalva do Castelo, Sátão e Vila Nova de Paiva, inspirado no “Future Classroom Lab” existente em Bruxelas, desenhado pela European Schoolnet. O EduFor Innov@tive Classroom Lab será usado para a formação de professores e por alunos em contexto de sala de aula (currículo normal e com Necessidades Educativas Especiais). É um Ambiente Educativo Inovador que desafia os utilizadores e os visitantes a repensar o papel da pedagogia, do design e da tecnologia nas salas de aula. Envolve alunos, professores, parceiros da indústria e outros intervenientes educativos no sentido de desenvolver visões sobre a Escola do Futuro e estratégias de concretização.

Para a dinamização e divulgação deste Ambiente Educativo Inovador, foi assinado um Protocolo entre o EduFor e a Direção-Geral da Educação.

Para a existência desta “Sala de Aula do Futuro”, diversos parceiros empresariais apoiaram quer a nível de equipamentos, quer a nível de aplicações informáticos. A nível nacional destaca-se a Areal Editores e a nível europeu, contaram com a IRIS Connect do Reino Unido e a FISCHERTECHNIK da Alemanha

Em Bruxelas existe uma sala idêntica, a “Future Classroom Lab”,  onde esta se inspirou, desenhado pela European Schoolnet.

O EduFor Innov@tive Classroom Lab tem o papel de formação de professores e por alunos em contexto de sala de aula. É um Ambiente Educativo Inovador que desafiará os utilizadores e os visitantes a repensar o papel da pedagogia, do design e da tecnologia nas suas salas de aula. Envolverá alunos, professores, parceiros da indústria e outros intervenientes educativos no sentido de desenvolver visões sobre a Escola do Futuro e estratégias para as concretizar.
Este Ambiente Educativo Inovador, o primeiro na Região Centro e na Região Norte, poderá servir de exemplo para outros a criar posteriormente, na sequência do caminho que está a ser veiculado pelo Ministério da Educação  (“Salas de Aula do Futuro Combatem Abandono Escolar Precoce”), enquadrando a rede europeia promovida pela European Shoolnet.

Cadeiras apropriadas a um espaço dinâmico, com rodas, local para depositar mochilas, mesa com suporte para tablets ou smartphones.

Quadro interativo da LG, cuja largura permite que aí trabalhem ao mesmo tempo até 10 pessoas.

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Robots para exploração.

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Projetor multimédia para projetar imagens no chão.

A concentração corporativa da edição em Portugal (a propósito de Hemingway)

A propósito da reedição dos catálogos da “Livros do Brasil” após a absorção da editora pelo grupo Porto Editora, tecemos considerações sobre a concentração corporativa neste ramo de actividade que achámos melhor localizar num artigo próprio para não contaminar a informação dada sobre a edição da obra de Hemingway.

XOXOXOXOX

O panorama da edição em Portugal tem conhecido desenvolvimentos a nível corporativo dramáticos, com editoras a fechar, outras a serem adquiridas pelos dois grandes grupos que se têm posicionado no mercado de língua portuguesa, a Porto Editora e a Leya, com a vinda de grupos estrangeiros, sobretudo de Espanha (Editorial Planeta, situada em 11.º das maiores do mundo – em Portugal; Santillana, 28.º do mundo, empresa do Grupo Prisa, dona da TVI e do jornal El País, entre outros),  com a constituição de outros grupos mais modestos (Almedina, a esteta Babel, etc.), com o abandono da Bertelsmann, um gigante de nível mundial com origem alemã, dona da Penguin Random House, número 5 do mundo, que detinha o Círculo de Leitores, a editora Temas & Debates e a a rede das livrarias Bertrand entretanto adquiridos pela Porto Editora e, finalmente, com a persistência de pequenas editoras “independentes” (artigos aqui e aqui) que vão ocupando os espaços que os grandes não querem ou não sabem preencher.

Mesmo assim, nenhum dos grupos maiores acima referidos aparece nos 57 maiores do mundo, segundo a Publishers Weekly, onde podemos observar os dois grupos espanhóis, que aproveitam muito bem o mercado da língua castelhana (Espanha, América-Latina, falantes nos EUA e no Canadá), assim como a subida espectacular de grupos chineses. Grupos em língua portuguesa, surgem lá no fim da lista 3 grupos brasileiros.

A escassa integração dos mercados do Brasil e de Portugal, assim como dos países de língua oficial portuguesa, faz com que nem as editoras brasileiras consigam vender cá a preços decentes, nem as editoras portuguesas consigam penetrar no difícil e protegido mercado brasileiro.  A Leya, por exemplo, tem parte da sua estrutura montada em Portugal e outra parte no Brasil, como se fossem empresas diferentes.

Podemos ver que países com uma dimensão populacional equivalente a Portugal, como a Dinamarca e a Suécia, têm grupos representados na lista acima citada, mas para isso deverá concorrer dois factores: a sua economia é muito mais moderna e descomplexada no que respeita ao “mercado cultural” e há um elevadíssimo nível de hábitos de leitura entre a sua população, havendo um mercado relativamente mais amplo do que o de Portugal.

A Porto Editora, ao adquirir as participações da Bertelsmann em Portugal, não só concretizou uma concentração horizontal, adquirindo editoras e chancelas com os respectivos catálogos e, consequentemente, os direitos económicos sobre as obras aí contidas, como constituiu uma concentração vertical, desde a posse de um parque gráfico onde imprimem os livros, passando pela parte editorial, até à comercialização, uma vez que detém a Wook (desenvolvido desde a base pelo grupo) mas também a rede de livrarias Bertrand e o Círculo de Leitores, comprados aos alemães.

A Leya também tem uma loja on-line, elemento fundamental neste negócio e que até editoras mais pequenas já têm um serviço destes, que permite a aquisição directa à editora sem intermediários, mas, infelizmente, sem os descontos correspondentes, em virtude da Lei do Preço Fixo do Livro.

Esta situação de domínio editorial por dois grandes grupos tem sido recebida pelos concorrentes, pelos trabalhadores do ramo e pelos leitores mais atentos com sentimentos mistos e deu até para piadas de “primeiro de abril“.

U.C. desenvolve jogos em Android

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Uma equipa multidisciplinar de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com um programador e um grupo de designers, desenvolveu um conjunto de jogos para dispositivos móveis que pretende tornar a aprendizagem mais aliciante e interativa.

Disponíveis apenas para o sistema operativo Android, os jogos criados pelos investigadores da UC vão ser lançados oficialmente a 7 de maio, durante o 3.º Encontro sobre Jogos e Mobile-Learning, a decorrer na FPCEUC, e disponibilizados a todas as escolas que se mostrem interessadas.

No total foram quatro os jogos desenvolvidos: “1910”; “Tempoly”; “Os Maias. Becoming an expert!” e “Konnecting. O Homem, ser comunicante”.

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