Discurso Entrega de Prémios de Mérito 2019

discursos (2)

A Educação e o Futuro

por Rita Miguel Coimbra Semedo

Boa tarde, colegas, professores, pais e todo o corpo docente e não docente do Agrupamento de Escolas da Mealhada.

É uma honra proferir estas palavras na presença de tanta gente que marcou o meu percurso educativo ao longo dos anos. E é exatamente esse o assunto que venho abordar hoje – a educação. Podemos definir “educação” como “conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito”.

Immanuel Kant, um filósofo alemão da época iluminista, acreditava que a educação ultrapassava o chamado “treino”, pois defendia que a mesma se devia centrar na razão, no pensamento crítico, nas normas morais e no desenvolvimento do carácter, afirmando “é por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias”. Exige que não se aprendam pensamentos, que não se encha a cabeça das crianças com ideias de outros, porque o que é importante é aprender a pensar (“Importa, antes de mais, que as crianças aprendam a pensar“), e sublinha a educabilidade do homem (“o homem é a única criatura que deve ser educada“). Kant considera que toda a educação deve assentar em princípios, ou seja que a “educação e instrução não devem ser meramente mecânicas”. Um desses princípios, e o de maior importância, expressa-o nestes termos: “eis um princípio da arte da educação que os homens que fazem planos de educação, particularmente, deveriam ter sob os seus olhos: não se deve somente educar as crianças segundo o estado presente da espécie humana, mas segundo o seu estado futuro, possível e melhor, quer dizer, conforme à Ideia de Humanidade e ao seu destino total. Este princípio é de grande importância. Os pais, de ordinário, só educam os filhos com vista a adaptá-los ao mundo atual, por mais corrompido que ele esteja. Deveriam, pelo contrário, dar-lhes uma educação melhor, a fim de que um melhor estado possa de aí surgir no futuro.”. Assim, defende que a educação não tem só como objetivo a preparação e treino do homem, mas também o aperfeiçoamento do mesmo e, consequentemente, da sociedade em que se insere. A tarefa educativa é, por isso, de capital importância.

A meu ver, é este mesmo o objetivo do ensino. Num primeiro plano, alimentar-nos das matérias mais elementares, ensinar-nos os princípios e conhecimentos necessários para passarmos à próxima fase; e num patamar mais elevado, desafiar-nos a vários níveis e nas mais diferentes áreas. Fazer-nos refletir sobre a nossa própria forma de pensar, criarmos as nossas próprias opiniões e aprendermos a defendê-las, adquirirmos forma de inovar perante novas adversidades ou até problemas já existentes desde os primórdios. Sermos capazes de criar um novo olhar sobre o mundo e conhecermo-nos melhor a nós próprios e os nossos valores, sempre acompanhados pelos nossos tutores, sejam eles na forma de familiares, professores ou qualquer outro indivíduo que nos ajude neste processo. Em suma, o objetivo do ensino é ajudar-nos a crescer, quer intelectualmente, quer enquanto pessoas e cidadãos atentos e responsáveis.

Penso que posso falar por todos os meus colegas quando digo que este agrupamento de escolas nunca nos será indiferente, pois não foi apenas o local onde estudámos o abecedário e a tabuada, foi também o local onde nos tornámos quem somos agora, o local em que fomos apoiados para atingirmos os nossos objetivos e um local do qual não saímos a mesma pessoa que éramos quando entrámos. Fomos marcados não só pelo local, mas por todo o corpo docente e não docente que o e nos rodeia. E, por todos os estudantes, agradeço a todos os professores, familiares, auxiliares, pessoal e, a pessoa do responsável máximo do agrupamento, o Sr. Diretor Fernando Trindade, por todo o trabalho e dedicação postos na nossa educação.

Acredito que, mesmo depois de terminarmos estudos, este crescimento nunca parará. Estamos sempre a descobrir coisas novas, maneiras de pensar diferentes e a evoluir – ou, nas palavras de Kant, a aperfeiçoar-nos a nós e, consequentemente, a Humanidade. Portanto, para finalizar, peço que nunca deixem de se melhorar, que nunca deixem de aprender, e, principalmente, nunca deixem de caminhar em direção a um futuro melhor, quer pessoal quer coletivo.

Obrigada a todos e uma boa tarde!

Prémio Aga Khan para a Arquitetura

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Em 1977, foi criado o Prémio Aga Khan para a Arquitetura, um dos prémios mais prestigiados naquela área de atividade.

Desempenha um papel importante ao influenciar o discurso arquitetónico global e ao promover soluções inovadoras para os problemas com que se deparam muitas sociedades.

É atribuído de três em três anos aos projetos que estabelecem novos padrões de excelência nas áreas de arquitetura, práticas de planeamento, preservação histórica e arquitetura paisagística. É dada atenção a esquemas de construção que utilizem recursos locais e tecnologia adequada de maneiras inovadoras, e com projetos que inspirem esforços semelhantes noutros locais.

Em 2019, um dos projetos premiados foi uma Biblioteca: Microbiblioteca Taman Bima

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AKDN

Aga Khan, que é tratado como Sua Alteza, é fundador e principal líder da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento. É o 49º Imam (Líder Espiritual) dos Muçulmanos Shia Imami Ismailis (Ismaelitas, um ramo do Xiismo que é, por sua vez, uma das duas principais facções do Islamismo).

O Governo português concedeu ao Príncipe Aga Khan a nacionalidade portuguesa, já que, tendo nascido na Suíça, crescido e estudado no Quénia e nos Estados Unidos, com ligações ao Canadá, Irão e França, escolheu morar e dirigir a comunidade em Portugal.

Shah Karim al Hussaini, príncipe Aga Khan, tinha 20 anos quando se tornou o imã da minoria xiita de 15 milhões de pessoas, espalhadas por todo o mundo, sucedendo ao avô. Para os muçulmanos ismaelitas é descendente direto do profeta Maomé.

As relações com o nosso país são mais antigas, mas estreitaram-se quando em junho de 2015 foi assinado com o Governo português um acordo para o estabelecimento da sede formal e permanente do gabinete do imã em Lisboa. Significa que os Ismaelitas têm a sua sede no nosso país.

No contexto das suas responsabilidades hereditárias, Sua Alteza o Aga Khan tem estado profundamente envolvido, ao longo de mais de 60 anos, no desenvolvimento de países em todo o mundo através do trabalho da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento.

REDE AGA KHAN PARA O DESENVOLVIMENTO (Aga Khan Development Network) engloba uma série de agências orientadas para o desenvolvimento e a promoção do bem estar das populações: Academias Aga Khan, Agência Aga Khan para o Habitat, Agência Aga Khan para o Microfinanciamento, Serviços Aga Khan de Educação, Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico, Serviços Aga Khan para a Saúde, Fundo Aga Khan para a Cultura, Universidade Aga Khan e Universidade da Ásia Central e a Fundação Aga Khan.

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Desenvolve atividades em assuntos muito diferentes como é a agricultura e segurança alimentar, arquitetura, sociedade civil, cultura, educação, desenvolvimento empresarial, inclusão financeira, habitat, saúde, cidades históricas, ajuda humanitária, desenvolvimento industrial, desenvolvimento de infraestrutura, média, música, promoção do turismo.

Esta organização tem uma das principais bases em Portugal, onde intervém nas áreas da inclusão social, nomeadamente dos imigrantes, e na educação.

 

Mochilas no JI da Mealhada

As educadoras que trabalham nos Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas da Mealhada têm desenvolvido um notável trabalho de promoção da leitura junto das crianças.

Há uns anos que gerem um sistema de maletas em que os livros disponíveis para aquela classe etária existentes nas bibliotecas do Agrupamento circulam entre os estabelecimentos de ensino, proporcionando às crianças renovados momentos de leitura de histórias.

Nas bibliotecas, nomeadamente na do Centro Escolar da Mealhada, também há um serviço de empréstimo de livros para que as famílias possam reservar um momento de leitura em casa. Com a excepção de um ou outro momento infeliz, a generalidade dos membros adultos das famílias tem acolhido muito bem esta iniciativa.

Porém, cedo se percebeu que os livros se iam degradando com rapidez, dado que nestas idades as crianças não têm ainda a maturidade física e intelectual para evitar alguns tipos de má utilização do material. As educadoras e a equipa da biblioteca do CE da Mealhada, conceberam, então, estas pequenas mochilas de pano para transporte dos livros para empréstimo domiciliário.

Boa ideia!!!

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Cidadania e BE- Pensar e intervir

CIDADANIA | NOVO SÍTIO

A Rede de Bibliotecas Escolares, em conformidade com as prioridades para o ano letivo e  assumindo o desígnio, inscrito na Carta do Conselho da Europa sobre a Educação para a Cidadania Democrática e a Educação para os Direitos Humanos de transformação da sociedade por via da educação de cada cidadão,

(web | pdf ING | pdf PT),

criou um sítio em linha:

cidasdania

que poderá ser da melhor utilidade, reforçando o papel da biblioteca escolar no aprofundamento dos conteúdos do currículo e na formação integral das crianças e jovens nos dias de hoje, em convergência com a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

O sítio encontra-se em permanente construção.

Todos os contributos são importantes.

 Os conteúdos deste sítio estruturam-se em

três áreas de ação,

nas quais as crianças e jovens são os protagonistas:

  • Dinâmicas educativas ou jogos de aprendizagem promotores de atitudes e comportamentos que favoreçam a tomada de consciência, decisão e intervenção em grupo e no espaço público;
  • Clips ou ações do quotidiano que, não obstante o caráter espontâneo e efémero, podem ajudar ao envolvimento e à intervenção;
  • Notas das escolas, espaço de partilha, pelas escolas, de ações que realizaram na área da cidadania.