Bibliotecas AEM editam tutoriais

A equipa das bibliotecas do Agrupamento realizou uns vídeos com tutorias do Office 365, no sentido de promover a utilização da plataforma de forma mais aprofundada.

Office 365: apresentação e descrição.

Office 365 Forms: formulários para trabalho pedagógico.

Forma de apoiar casos especiais com dificuldade na leitura.

Discurso Entrega de Prémios de Mérito 2019

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A Educação e o Futuro

por Rita Miguel Coimbra Semedo

Boa tarde, colegas, professores, pais e todo o corpo docente e não docente do Agrupamento de Escolas da Mealhada.

É uma honra proferir estas palavras na presença de tanta gente que marcou o meu percurso educativo ao longo dos anos. E é exatamente esse o assunto que venho abordar hoje – a educação. Podemos definir “educação” como “conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito”.

Immanuel Kant, um filósofo alemão da época iluminista, acreditava que a educação ultrapassava o chamado “treino”, pois defendia que a mesma se devia centrar na razão, no pensamento crítico, nas normas morais e no desenvolvimento do carácter, afirmando “é por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias”. Exige que não se aprendam pensamentos, que não se encha a cabeça das crianças com ideias de outros, porque o que é importante é aprender a pensar (“Importa, antes de mais, que as crianças aprendam a pensar“), e sublinha a educabilidade do homem (“o homem é a única criatura que deve ser educada“). Kant considera que toda a educação deve assentar em princípios, ou seja que a “educação e instrução não devem ser meramente mecânicas”. Um desses princípios, e o de maior importância, expressa-o nestes termos: “eis um princípio da arte da educação que os homens que fazem planos de educação, particularmente, deveriam ter sob os seus olhos: não se deve somente educar as crianças segundo o estado presente da espécie humana, mas segundo o seu estado futuro, possível e melhor, quer dizer, conforme à Ideia de Humanidade e ao seu destino total. Este princípio é de grande importância. Os pais, de ordinário, só educam os filhos com vista a adaptá-los ao mundo atual, por mais corrompido que ele esteja. Deveriam, pelo contrário, dar-lhes uma educação melhor, a fim de que um melhor estado possa de aí surgir no futuro.”. Assim, defende que a educação não tem só como objetivo a preparação e treino do homem, mas também o aperfeiçoamento do mesmo e, consequentemente, da sociedade em que se insere. A tarefa educativa é, por isso, de capital importância.

A meu ver, é este mesmo o objetivo do ensino. Num primeiro plano, alimentar-nos das matérias mais elementares, ensinar-nos os princípios e conhecimentos necessários para passarmos à próxima fase; e num patamar mais elevado, desafiar-nos a vários níveis e nas mais diferentes áreas. Fazer-nos refletir sobre a nossa própria forma de pensar, criarmos as nossas próprias opiniões e aprendermos a defendê-las, adquirirmos forma de inovar perante novas adversidades ou até problemas já existentes desde os primórdios. Sermos capazes de criar um novo olhar sobre o mundo e conhecermo-nos melhor a nós próprios e os nossos valores, sempre acompanhados pelos nossos tutores, sejam eles na forma de familiares, professores ou qualquer outro indivíduo que nos ajude neste processo. Em suma, o objetivo do ensino é ajudar-nos a crescer, quer intelectualmente, quer enquanto pessoas e cidadãos atentos e responsáveis.

Penso que posso falar por todos os meus colegas quando digo que este agrupamento de escolas nunca nos será indiferente, pois não foi apenas o local onde estudámos o abecedário e a tabuada, foi também o local onde nos tornámos quem somos agora, o local em que fomos apoiados para atingirmos os nossos objetivos e um local do qual não saímos a mesma pessoa que éramos quando entrámos. Fomos marcados não só pelo local, mas por todo o corpo docente e não docente que o e nos rodeia. E, por todos os estudantes, agradeço a todos os professores, familiares, auxiliares, pessoal e, a pessoa do responsável máximo do agrupamento, o Sr. Diretor Fernando Trindade, por todo o trabalho e dedicação postos na nossa educação.

Acredito que, mesmo depois de terminarmos estudos, este crescimento nunca parará. Estamos sempre a descobrir coisas novas, maneiras de pensar diferentes e a evoluir – ou, nas palavras de Kant, a aperfeiçoar-nos a nós e, consequentemente, a Humanidade. Portanto, para finalizar, peço que nunca deixem de se melhorar, que nunca deixem de aprender, e, principalmente, nunca deixem de caminhar em direção a um futuro melhor, quer pessoal quer coletivo.

Obrigada a todos e uma boa tarde!

Prémio Aga Khan para a Arquitetura

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Em 1977, foi criado o Prémio Aga Khan para a Arquitetura, um dos prémios mais prestigiados naquela área de atividade.

Desempenha um papel importante ao influenciar o discurso arquitetónico global e ao promover soluções inovadoras para os problemas com que se deparam muitas sociedades.

É atribuído de três em três anos aos projetos que estabelecem novos padrões de excelência nas áreas de arquitetura, práticas de planeamento, preservação histórica e arquitetura paisagística. É dada atenção a esquemas de construção que utilizem recursos locais e tecnologia adequada de maneiras inovadoras, e com projetos que inspirem esforços semelhantes noutros locais.

Em 2019, um dos projetos premiados foi uma Biblioteca: Microbiblioteca Taman Bima

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Aga Khan, que é tratado como Sua Alteza, é fundador e principal líder da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento. É o 49º Imam (Líder Espiritual) dos Muçulmanos Shia Imami Ismailis (Ismaelitas, um ramo do Xiismo que é, por sua vez, uma das duas principais facções do Islamismo).

O Governo português concedeu ao Príncipe Aga Khan a nacionalidade portuguesa, já que, tendo nascido na Suíça, crescido e estudado no Quénia e nos Estados Unidos, com ligações ao Canadá, Irão e França, escolheu morar e dirigir a comunidade em Portugal.

Shah Karim al Hussaini, príncipe Aga Khan, tinha 20 anos quando se tornou o imã da minoria xiita de 15 milhões de pessoas, espalhadas por todo o mundo, sucedendo ao avô. Para os muçulmanos ismaelitas é descendente direto do profeta Maomé.

As relações com o nosso país são mais antigas, mas estreitaram-se quando em junho de 2015 foi assinado com o Governo português um acordo para o estabelecimento da sede formal e permanente do gabinete do imã em Lisboa. Significa que os Ismaelitas têm a sua sede no nosso país.

No contexto das suas responsabilidades hereditárias, Sua Alteza o Aga Khan tem estado profundamente envolvido, ao longo de mais de 60 anos, no desenvolvimento de países em todo o mundo através do trabalho da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento.

REDE AGA KHAN PARA O DESENVOLVIMENTO (Aga Khan Development Network) engloba uma série de agências orientadas para o desenvolvimento e a promoção do bem estar das populações: Academias Aga Khan, Agência Aga Khan para o Habitat, Agência Aga Khan para o Microfinanciamento, Serviços Aga Khan de Educação, Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico, Serviços Aga Khan para a Saúde, Fundo Aga Khan para a Cultura, Universidade Aga Khan e Universidade da Ásia Central e a Fundação Aga Khan.

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Desenvolve atividades em assuntos muito diferentes como é a agricultura e segurança alimentar, arquitetura, sociedade civil, cultura, educação, desenvolvimento empresarial, inclusão financeira, habitat, saúde, cidades históricas, ajuda humanitária, desenvolvimento industrial, desenvolvimento de infraestrutura, média, música, promoção do turismo.

Esta organização tem uma das principais bases em Portugal, onde intervém nas áreas da inclusão social, nomeadamente dos imigrantes, e na educação.

 

Mochilas no JI da Mealhada

As educadoras que trabalham nos Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas da Mealhada têm desenvolvido um notável trabalho de promoção da leitura junto das crianças.

Há uns anos que gerem um sistema de maletas em que os livros disponíveis para aquela classe etária existentes nas bibliotecas do Agrupamento circulam entre os estabelecimentos de ensino, proporcionando às crianças renovados momentos de leitura de histórias.

Nas bibliotecas, nomeadamente na do Centro Escolar da Mealhada, também há um serviço de empréstimo de livros para que as famílias possam reservar um momento de leitura em casa. Com a excepção de um ou outro momento infeliz, a generalidade dos membros adultos das famílias tem acolhido muito bem esta iniciativa.

Porém, cedo se percebeu que os livros se iam degradando com rapidez, dado que nestas idades as crianças não têm ainda a maturidade física e intelectual para evitar alguns tipos de má utilização do material. As educadoras e a equipa da biblioteca do CE da Mealhada, conceberam, então, estas pequenas mochilas de pano para transporte dos livros para empréstimo domiciliário.

Boa ideia!!!

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Cidadania e BE- Pensar e intervir

CIDADANIA | NOVO SÍTIO

A Rede de Bibliotecas Escolares, em conformidade com as prioridades para o ano letivo e  assumindo o desígnio, inscrito na Carta do Conselho da Europa sobre a Educação para a Cidadania Democrática e a Educação para os Direitos Humanos de transformação da sociedade por via da educação de cada cidadão,

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criou um sítio em linha:

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que poderá ser da melhor utilidade, reforçando o papel da biblioteca escolar no aprofundamento dos conteúdos do currículo e na formação integral das crianças e jovens nos dias de hoje, em convergência com a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

O sítio encontra-se em permanente construção.

Todos os contributos são importantes.

 Os conteúdos deste sítio estruturam-se em

três áreas de ação,

nas quais as crianças e jovens são os protagonistas:

  • Dinâmicas educativas ou jogos de aprendizagem promotores de atitudes e comportamentos que favoreçam a tomada de consciência, decisão e intervenção em grupo e no espaço público;
  • Clips ou ações do quotidiano que, não obstante o caráter espontâneo e efémero, podem ajudar ao envolvimento e à intervenção;
  • Notas das escolas, espaço de partilha, pelas escolas, de ações que realizaram na área da cidadania.

Rómulo – Centro Ciência Viva da UC e a divulgação da Matemática

Divulgamos uma notícia do

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A matemática não é só contar carneiros e outras histórias de divulgação científica

Carlos Fiolhais fundou o Rómulo – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra que assinala esta sexta-feira dez anos a fazer chegar a ciência a vários públicos, de crianças do ensino básico a universidades seniores.

Carlos Fiolhais começou a percorrer escolas para divulgar ciência em 1983. Inês Guimarães iniciou-se nesse papel em 2015, embora noutro registo. Mudam-se os tempos, mudam-se os meios técnicos. A jovem de 20 anos que está no terceiro ano de Matemática na Universidade do Porto chega a uma audiência de milhares a partir do YouTube. O seu canal, ?MathGurl, em que aborda desafios e curiosidades matemáticas, conta com 65 mil subscritores. O que, não entrando no campeonato dos milhões de seguidores dos youtubers mais populares, já é um número significativo quando o assunto é o “papão da matemática”.
Vídeos de Inês Guimarães:

Mensagem da Sr.ª Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

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Caro/a Professor/a bibliotecário/a,

Outubro, mês dedicado às bibliotecas escolares incentiva-nos ao reforço desta REDE e à reflexão sobre o lugar da biblioteca naquele que é o processo de formação da criança e do jovem.

Suportados no valor do saber e da aprendizagem procuramos conciliar respostas ajustadas aos desafios mais gerais da educação, perseguindo os nossos propósitos de sempre: atender aos diferentes perfis dos nossos alunos com respostas adequadas às suas necessidades individuais.

Colaboração, inovação, inclusão, … algumas das marcas que têm acompanhado o desenvolvimento da RBE e que vão ao encontro das medidas educativas ministeriais preconizadas para este ano. Para as bibliotecas escolares é a oportunidade de reforçar a sua intervenção, participando ativamente neste desígnio e estreitando o trabalho colaborativo entre a biblioteca e os docentes das diferentes áreas curriculares, contribuindo para a flexibilidade das aprendizagens.

Igualmente, a multiplicidade de saberes e competências e o carácter mais humanista da formação do aluno, previsto no Perfil dos alunos no final da escolaridade obrigatória têm, na biblioteca, um suporte e um apoio indispensáveis.

A relação privilegiada, de proximidade, que desenvolvemos nesta REDE, permitirá continuarmos a encontrar as melhores respostas aos múltiplos desafios que, permanentemente, nos confrontam. Nesse sentido, o desenvolvimento da RBE tem tido como pilar estruturante o lançamento anual de diferentes candidaturas que amplificam as possibilidades das bibliotecas adequarem os projetos à sua realidade ao mesmo tempo que proporcionam percursos inovadores diversificados.

Para uma efetiva conjugação de esforços entre todos destacámos, este ano, um conjunto de áreas prioritárias que nos parecem essenciais para consolidar o nosso trabalho.

Naturalmente, a leitura, transversal que é, na nossa ação, destaca-se perspetivando-se mais verticalmente. Convictos da importância da promoção de um trabalho que envolva toda a comunidade escolar propusemo-nos encontrar modos de melhor garantir o acesso à leitura, tornando-a numa prática quotidiana nas nossas escolas. Apresentámos, por isso, um conjunto de propostas ajustáveis para serem promovidas em escolas do 1º ciclo e em jardins-de-infância – Roteiro para uso das bibliotecas escolares: escolas do ensino básico e Jardins-de-infância.

Sendo a formação de bons leitores o primeiro e último desígnio do trabalho nas bibliotecas, estão criadas múltiplas oportunidades de desenvolvimento desta prática através das candidaturas: Ideias com mérito, Biblioteca digital, Leituras… com a biblioteca, Todos juntos podemos ler e de projetos como Miúdos a votos, Clássicos em rede, SOBE+ e, mais recentemente, Cientificamente provável.

Além disto, temos tido a preocupação de inscrever no nosso plano de formação anual, propostas que equacionam a leitura hoje e fazem da biblioteca o polo catalisador desta dinâmica.

Lugar de interseção entre pessoas, conhecimentos e valores, a biblioteca escolar pode e deve favorecer exercícios de cidadania que apetrechem os alunos com ferramentas que lhes permitam uma maior consciência de si próprios, do seu lugar no mundo e da sua relação com o outro.

 

Vivemos tempos acelerados de mudança. A forma como acedemos à informação, como nos relacionamos e como lemos impõe a reflexão e adoção de medidas consentâneas com essa realidade. A biblioteca escolar deve, cada vez mais ser um espaço aberto, itinerante na comunidade, que crie estratégias concertadas para que o gosto pela leitura se torne central para os alunos, tanto na sua vida académica como nas suas atividades de lazer, levando-os a ler, escrever e criar produtos com valor nos vários ambientes em que vivem.

A biblioteca, espaço de encontro e de troca a diferentes níveis, deve procurar diversificar os contextos de leitura, realizar um trabalho de curadoria e provocar permanentemente a comunidade para a criação colaborativa de oportunidades de aprendizagem estimulantes para os alunos.

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A resposta a estes desafios tem de ser individual e coletiva. Por isso, perante a proposta de reflexão lançada este ano pela IASL para o Mês Internacional da Biblioteca Escolar, respondemos individualmente, com a dedicação que cada um põe no seu trabalho, e em rede, com a consciência de que:

Com a Biblioteca Escolar TODOS LEEM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS COMUNICAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS DESCOBREM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS PARTILHAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS CRIAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS INTERVÊM.

Aos professores bibliotecários, docentes das equipas das bibliotecas escolares, assistentes operacionais e alunos, desejo que a celebração em torno do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares se traduza num ano inteiro de boas experiências!

Votos de bom trabalho!

Manuela Pargana Silva

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Mensagem de Teresa Calçada, Comissária do PNL 2027

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Aos Leitores

Ler é um prazer. Mas só para alguns. Para quem cresceu entre livros, por exemplo, e conquistou, a cada página lida, o gosto pela leitura. Ao mesmo tempo, descobriu que cada livro guarda dentro outros mundos, outras pessoas, outros lugares, outros tempos, outras memórias, outras formas de ser, de estar, de sentir, de comunicar, de rir… E essa descoberta, intimamente ligada à preservação da capacidade de espanto que caracteriza a infância, terá sempre alimentado a vontade de continuar a ler. Por prazer, não por obrigação.

Não é muito diferente do que acontece com outras atividades que preenchem o nosso quotidiano, como comer ou fazer exercício físico. Comer pode ser um prazer, para quem desde cedo aprendeu a distinguir o sabor dos alimentos; fazer exercício físico também pode ser um prazer, para quem cresceu a fazer cambalhotas e pinos, a jogar à bola e a correr atrás dos amigos. É certo que todas estas atividades, sendo à partida naturais, implicam depois uma decisão e uma prática. No caso da leitura, essa decisão e essa prática dependem, muitas vezes, de quem nos rodeia: das famílias, dos amigos, dos professores… Se quem nos rodeia tiver a capacidade de nos contaminar com boas leituras, leituras que alimentem a nossa curiosidade e estimulem a nossa imaginação, de certeza que cresceremos leitores.

É também esse o momento em que se torna fundamental o papel do Plano Nacional de Leitura, fornecendo coordenadas para que a leitura se torne um prazer, isto é, sugerindo livros capazes de entusiasmar não apenas os que já são leitores, como aqueles que ainda não são. Funciona como um mapa, útil em qualquer viagem, sobretudo em viagens por territórios desconhecidos, e pode ser usado para orientar leitores de todas as gerações. Assim como para dar pistas para que as famílias e os professores saibam o que partilhar com os leitores mais novos, e até entre si.

Essa troca — de professores com alunos, de famílias com professores, de pais com filhos — é essencial para formar leitores e para, no meio das dezenas de livros que são diariamente publicados em Portugal, distinguir os melhores. Só deste modo será possível criar uma rede em que os livros, escolhidos por especialistas, possam circular pelas mãos dos leitores, os que já o são e os que se tornarão. A leitura implica essa prática. E essa conquista.

 

Com os melhores cumprimentos,

Teresa Calçada,

Comissária do Plano Nacional de Leitura 2027

Visita Guiada à Biblioteca Nacional

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O programa da RTP “Visita guiada” é um dos melhores da televisão portuguesa, da autoria e apresentação de Paula Moura Pinheiro que faz uma visita guiada ao património cultural português.
Em cada emissão, o programa elege uma peça-protagonista seleccionada de entre as que foram produzidas em Portugal nos últimos mil anos. Pode ser um pequeno cálice ou uma catedral, um conjunto de esculturas, uma pintura, um jardim botânico ou um complexo de arquitectura industrial. O que conta é a sua excepcionalidade.
Em cada emissão, são convocados especialistas na matéria, gente informada e esclarecedora.

Desta vez foi a Biblioteca Nacional de Portugal (e não de Lisboa, mas enfim…) e este programa é interessante por três motivos:

1- aborda o edifício como objecto arquitectónico e que acolhe peças de design excepcionais.

2- contém aspectos relacionados com a organização de uma biblioteca e valoriza o trabalho de gestão da equipa que trabalha na BNP.

3- mostra alguns dos tesouros bibliográficos que contém nas suas reservas.

 

Ricardo Araújo Pereira e as bibliotecas

Artigo no jornal do Público:

«Foi desta paixão pelas palavras, perdendo-se em bibliotecas, que nasceu o humorista. Na biblioteca do colégio jesuíta, conheceu José Gomes Ferreira – “Gaveta de NuvensO Mundo dos Outros” – e Mário de Carvalho – “A inaudita guerra da Avenida Gago Coutinho”; depois na biblioteca da universidade, “onde se permitia o acesso às estantes, o que é excelente para o nosso crescimento pessoal e péssimo para as notas”.»

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(para ler a notícia completa, clicar na imagem)

Khan Academy traduzida pela Fundação PT

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Criado em 2006 pelo americano Salman Khan, o site Khan Academy, foi traduzido para Português Europeu e disponibilizado pela Fundação PT.

Oferece gratuitamente vídeos e exercícios interativos disponíveis a qualquer hora do dia. Basta ter um  equipamento (computador/tablet/smartphone) com acesso à Internet!

Com enfoque na matemática, os conteúdos podem ser usados por qualquer pessoa, quer se trate de um estudante, professor, encarregado de educação ou de um mero curioso.

Veja  aqui o vídeo de apresentação.

Caracterização dos professores portugueses

Saiu no jornal digital “Observador” um artigo escrito por uma especialista em análise de dados sobre a percepção que os professores têm de si e da sua profissão, da que têm os alunos, assim como a dos Encarregados de Educação.

Um extracto:

Muito se especula sobre como os professores estão desgastados e envelhecidos, como têm de lidar com indisciplina e ensinar tudo, desde boas-maneiras aos mais elaborados conceitos académicos. No entanto, temos a tendência para apenas olhar para o pequeno mundo à nossa volta, ignorando a imagem mais alargada de uma classe profissional a que ninguém é indiferente. (…)

Portugal é o país da Europa em que os alunos mais reconhecem os professores como competentes, atentos e dedicados à profissão. (…) A Finlândia, caso de sucesso na educação, parece ter mais problemas no reconhecimento dos professores (…).

Leia tudo em:

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Visita ao EduFor Innov@tive Classroom Lab

 

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As entidades associadas ao projeto têm o seu logótipo na entrada da sala. A orientar a visita esteve o Director do Centro de Formação, Dr.ª José Miguel Rodrigues de Sousa.

Um grupo de docentes do Agrupamento de Escolas da Mealhada, constituído essencialmente por membros do Conselho Pedagógico, por membros da Direcção do Agrupamento e por coordenadores de estabelecimento, visitou o EduFor Innov@tive Classroom Lab, no dia 11 de janeiro de 2017, na escola sede do Centro de Formação EduFor, Escola Secundária Felismina Alcântara, do Agrupamento de Escolas de Mangualde.

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Uma impressora 3D.

O EduFor Innov@tive Classroom Lab é um projeto do EduFor – Centro de Formação de Associação de Escolas dos Concelhos de Nelas, Mangualde, Penalva do Castelo, Sátão e Vila Nova de Paiva, inspirado no “Future Classroom Lab” existente em Bruxelas, desenhado pela European Schoolnet. O EduFor Innov@tive Classroom Lab será usado para a formação de professores e por alunos em contexto de sala de aula (currículo normal e com Necessidades Educativas Especiais). É um Ambiente Educativo Inovador que desafia os utilizadores e os visitantes a repensar o papel da pedagogia, do design e da tecnologia nas salas de aula. Envolve alunos, professores, parceiros da indústria e outros intervenientes educativos no sentido de desenvolver visões sobre a Escola do Futuro e estratégias de concretização.

Para a dinamização e divulgação deste Ambiente Educativo Inovador, foi assinado um Protocolo entre o EduFor e a Direção-Geral da Educação.

Para a existência desta “Sala de Aula do Futuro”, diversos parceiros empresariais apoiaram quer a nível de equipamentos, quer a nível de aplicações informáticos. A nível nacional destaca-se a Areal Editores e a nível europeu, contaram com a IRIS Connect do Reino Unido e a FISCHERTECHNIK da Alemanha

Em Bruxelas existe uma sala idêntica, a “Future Classroom Lab”,  onde esta se inspirou, desenhado pela European Schoolnet.

O EduFor Innov@tive Classroom Lab tem o papel de formação de professores e por alunos em contexto de sala de aula. É um Ambiente Educativo Inovador que desafiará os utilizadores e os visitantes a repensar o papel da pedagogia, do design e da tecnologia nas suas salas de aula. Envolverá alunos, professores, parceiros da indústria e outros intervenientes educativos no sentido de desenvolver visões sobre a Escola do Futuro e estratégias para as concretizar.
Este Ambiente Educativo Inovador, o primeiro na Região Centro e na Região Norte, poderá servir de exemplo para outros a criar posteriormente, na sequência do caminho que está a ser veiculado pelo Ministério da Educação  (“Salas de Aula do Futuro Combatem Abandono Escolar Precoce”), enquadrando a rede europeia promovida pela European Shoolnet.

Cadeiras apropriadas a um espaço dinâmico, com rodas, local para depositar mochilas, mesa com suporte para tablets ou smartphones.

Quadro interativo da LG, cuja largura permite que aí trabalhem ao mesmo tempo até 10 pessoas.

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Robots para exploração.

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Projetor multimédia para projetar imagens no chão.

A concentração corporativa da edição em Portugal (a propósito de Hemingway)

A propósito da reedição dos catálogos da “Livros do Brasil” após a absorção da editora pelo grupo Porto Editora, tecemos considerações sobre a concentração corporativa neste ramo de actividade que achámos melhor localizar num artigo próprio para não contaminar a informação dada sobre a edição da obra de Hemingway.

XOXOXOXOX

O panorama da edição em Portugal tem conhecido desenvolvimentos a nível corporativo dramáticos, com editoras a fechar, outras a serem adquiridas pelos dois grandes grupos que se têm posicionado no mercado de língua portuguesa, a Porto Editora e a Leya, com a vinda de grupos estrangeiros, sobretudo de Espanha (Editorial Planeta, situada em 11.º das maiores do mundo – em Portugal; Santillana, 28.º do mundo, empresa do Grupo Prisa, dona da TVI e do jornal El País, entre outros),  com a constituição de outros grupos mais modestos (Almedina, a esteta Babel, etc.), com o abandono da Bertelsmann, um gigante de nível mundial com origem alemã, dona da Penguin Random House, número 5 do mundo, que detinha o Círculo de Leitores, a editora Temas & Debates e a a rede das livrarias Bertrand entretanto adquiridos pela Porto Editora e, finalmente, com a persistência de pequenas editoras “independentes” (artigos aqui e aqui) que vão ocupando os espaços que os grandes não querem ou não sabem preencher.

Mesmo assim, nenhum dos grupos maiores acima referidos aparece nos 57 maiores do mundo, segundo a Publishers Weekly, onde podemos observar os dois grupos espanhóis, que aproveitam muito bem o mercado da língua castelhana (Espanha, América-Latina, falantes nos EUA e no Canadá), assim como a subida espectacular de grupos chineses. Grupos em língua portuguesa, surgem lá no fim da lista 3 grupos brasileiros.

A escassa integração dos mercados do Brasil e de Portugal, assim como dos países de língua oficial portuguesa, faz com que nem as editoras brasileiras consigam vender cá a preços decentes, nem as editoras portuguesas consigam penetrar no difícil e protegido mercado brasileiro.  A Leya, por exemplo, tem parte da sua estrutura montada em Portugal e outra parte no Brasil, como se fossem empresas diferentes.

Podemos ver que países com uma dimensão populacional equivalente a Portugal, como a Dinamarca e a Suécia, têm grupos representados na lista acima citada, mas para isso deverá concorrer dois factores: a sua economia é muito mais moderna e descomplexada no que respeita ao “mercado cultural” e há um elevadíssimo nível de hábitos de leitura entre a sua população, havendo um mercado relativamente mais amplo do que o de Portugal.

A Porto Editora, ao adquirir as participações da Bertelsmann em Portugal, não só concretizou uma concentração horizontal, adquirindo editoras e chancelas com os respectivos catálogos e, consequentemente, os direitos económicos sobre as obras aí contidas, como constituiu uma concentração vertical, desde a posse de um parque gráfico onde imprimem os livros, passando pela parte editorial, até à comercialização, uma vez que detém a Wook (desenvolvido desde a base pelo grupo) mas também a rede de livrarias Bertrand e o Círculo de Leitores, comprados aos alemães.

A Leya também tem uma loja on-line, elemento fundamental neste negócio e que até editoras mais pequenas já têm um serviço destes, que permite a aquisição directa à editora sem intermediários, mas, infelizmente, sem os descontos correspondentes, em virtude da Lei do Preço Fixo do Livro.

Esta situação de domínio editorial por dois grandes grupos tem sido recebida pelos concorrentes, pelos trabalhadores do ramo e pelos leitores mais atentos com sentimentos mistos e deu até para piadas de “primeiro de abril“.