Jogos de Fuga Educativos: um recurso

O colega Carlos Alberto Silva, do AE de Porto de Mós, enviou-nos a seguinte mensagem:

No âmbito da Semana da Leitura e do apoio ao Ensino à Distância, a BECRE-AEPM está a desenvolver, na sua página, um repositório de Jogos de Fuga Educativos digitais (também conhecidos como Escape Rooms Educativos).

Os Jogos de Fuga Educativos são inspirados nas «salas de fuga» físicas, promovidas por empresas de entretenimento.

As possibilidades pedagógicas deste modelo pedagógico «gamificado» são imensas, podendo envolver conteúdos das mais variadas disciplinas e promovendo, através do jogo, o desenvolvimento de competências como a resolução de problemas, o pensamento lógico-matemático, a leitura e a escrita, entre outras.

Estão já disponíveis no repositório 16 JFE, destinados a vários níveis de ensino, de vários autores, alguns deles produzidos pela BECRE-AEPM.

Poderão ser acedidos no seguinte endereço: https://lermos.net/?cat=77

Rio Ave, o futebol, a literatura, Francisco Geraldes e o livro

O Rio Ave promove o gosto pela leitura através do jogador da sua equipa de futebol Francisco Geraldes e do projeto “As leituras do Francisco”

Para ver a notícia completa:

Os vilacondenses pegaram numa frase de Ziraldo, escritor brasileiro, e criaram o projeto “As leituras do Francisco” para provar que futebol e literatura não estão assim tão longe um do outro e para incentivar os jovens a ler. Francisco Geraldes foi o escolhido para liderar a iniciativa. (Tribuna Expresso, 16.02.2021)

CNL: uma boa experiência com Plickers

Neste ano lectivo, a equipa das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas da Mealhada ao planear as actividades do Concurso Nacional de Leitura, decidiu inovar na forma como os participantes do 1.º CEB (todos os alunos do 4.º ano) haveriam de responder ao questionário habitual.

Até agora, os questionários do CNL do 4.º ano eram respondidos em papel, através de questões de resposta múltipla. Este ano, dada a situação sanitária e as consequentes limitações de circulação de materiais, decidimos usar a aplicação Plickers, que tem como grande virtude a possibilidade que oferece de apresentar aos alunos questionários que não necessitam de equipamento digital para registar a resposta. Os que são elaborados em formulários da Google ou da Microsoft, por exemplo, exigem que os alunos possuam smartphone, tablet, computador, assim como ligação à Internet. Como sabemos, nem sempre todos os alunos possuem os equipamentos, sobretudo em idades mais baixas, e a ligação à rede é muito fraca em muitas das escolas.

A app Plickers prevê outro sistema de resposta: fornece, através de um documento em ficheiro PDF, 40 cartões, a serem impressos em folhas normais, cada um consistindo num código QR. Eis um exemplo de um cartão:

As imagens reproduzem o cartão número um. Cada cartão é entregue a um dos participantes, prevendo, portanto, que haja um limite de 40 participantes em cada sessão. A turma com mais alunos com que fizemos a nossa experiência, a do Luso, tem 22 alunos.

Tal como mostramos no cartão reproduzido, pode-se prever até 4 respostas possíveis. Os participantes respondem colocando o cartão na posição correcta. Projecta-se a pergunta no ecrã do projector da sala de aula, cada aluno escolhe a posição correcta do cartão, que são todos diferentes entre si, o professor, com um smartphone ou um tablet com a aplicação instalada, foca cada um dos cartões, captando a identificação de cada cartão e a resposta dada. Em segundos regista os resultados automaticamente no computador.

Antes de destas operações, há uma preparação, naturalmente. A elaboração do questionário faz-se como num programa de elaboração de formulários, com uma surpresa: podemos copiar um questionário que já tenhamos feito num programa como o Word, o Excel ou outro e colá-lo numa parte da aplicação destinada a este fim. Funciona muito bem. Tanto dá para recuperar questionários que tenhamos em arquivo, como elaborar um novo num programa que achemos mais cómodo e transferi-lo. Nem é preciso assinalar qual é a linha da pergunta e as da reposta, o sistema “conta” cada uma e atribui o lugar correspondente. Poupa imenso trabalho.

O sistema prevê que introduzamos a(s) turma(s) previamente. Também se pode transferir listagens já existentes noutros programas com o processo copiar/colar. Quando formos a apresentar o questionário a uma das turmas, temos de ter o cuidado de atribuir correctamente cada cartão ao aluno correspondente, uma vez que a app, por vezes, lista os alunos de forma ligeiramente diferente do que a que surge na pauta das turmas.

Por cada pergunta que se faça, depois do professor focar os cartões exibidos pelos alunos, a app capta as respostas e assinala os alunos que responderam. No fim, faz as contas e fornece relatórios de resposta.

Limitações: a versão gratuita permite apenas 5 perguntas em cada teste, o que permite a sua utilização para questão-aula e pouco mais. Tivemos de pagar um mês de utilização (cerca de €8, com cartão de crédito). Uma subscrição anual fica mais barata ao mês e se se achar que é um bom investimento, pode-se fazer uma subscrição de grupo ou institucional.

O balanço que a equipa faz desta experiência é muito positiva, não só pelos aspectos práticos (poupança de tempo), mas também pela novidade introduzida e muito bem recebida pelos alunos e pelos colegas que assistiram.

A aplicação não é complicada, o nosso período de aprendizagem foi relativamente curto, tendo em conta que o que sabíamos era pouco mais do que a entrada no sistema e uma vaga ideia fruto de uma descrição muito resumida que nos fizeram. O equipamento utilizado foi o vetusto computador da biblioteca da ESM em que elaborámos o questionário, os computadores e projectores existentes nas salas de aula das 9 turmas e um smartphone com uma câmara competente. É interessante referir que os cartões eram mais bem captados ao longe do que ao perto e cada focagem permitia obter a resposta de todos os cartões que estivessem à vista ao mesmo tempo.

Se houver interesse, podemos marcar uma sessão de formação.

De que é capaz o cérebro humano

O PROJECTO FRONTEIRAS XXI promove debates sobre os grandes temas que desafiam Portugal e o mundo, convidando conceituados especialistas nacionais e internacionais e que é um programa mensal da RTP3 que resulta de uma parceria entre a Fundação Francisco Manuel dos Santos e a RTP, transmitido em sinal aberto na RTP3.

Num destes debates, o tema é o cérebro humano.

A dada altura fala-se na forma como este órgão funciona, à luz do que dele se conhece, e a importância deste conhecimento para o desenvolvimento das crianças e, obviamente, do papel do livro e da Escola nesse processo.

O título é De Que é Capaz o Cérebro Humano, e foi o episódio 6, da 4.ª temporada e passou no dia 2 Janeiro de 2021.

Visitas ao Museu Gulbenkian por videoconferência

Clicar na imagem

O Museu Gulbenkian possibilita a realização de uma sessão à distância através de plataforma online de videoconferência. Nestas sessões, um mediador poderá moderar uma conversa com os alunos a partir de uma seleção de obras de arte da Coleção, dinamizando uma aula à distância centrada numa exploração das obras de arte e no muito que elas nos podem dizer, usando as metodologias participativas e questionadoras que caracterizam as nossas visitas.

Mais uma ideia de adaptação aos tempos que vivemos.

Apresentações “pré-cozinhadas”

Para muitos de nós, o problema das apresentações executadas em PowerPoint ou no Google Slides prende-se com o tempo que perdemos a tratar da parte visual.

Neste ARTIGO, faz-se a ligação a 3 sítios que contêm templates que podemos usar livremente com “bons acabamentos”.

É só escolher o template que mais se adequa ao que queremos, fazer download e abrir com a aplicação (PowerPoint ou Google Slides).

Podem guardar na vossa coleção de templates ao guardar o modelo como .potx (em “guardar como”, escolhem a opção “Modelo de PowerPoint” cujo ficheiro termina em .potx).

Discurso Entrega de Prémios de Mérito 2019

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A Educação e o Futuro

por Rita Miguel Coimbra Semedo

Boa tarde, colegas, professores, pais e todo o corpo docente e não docente do Agrupamento de Escolas da Mealhada.

É uma honra proferir estas palavras na presença de tanta gente que marcou o meu percurso educativo ao longo dos anos. E é exatamente esse o assunto que venho abordar hoje – a educação. Podemos definir “educação” como “conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito”.

Immanuel Kant, um filósofo alemão da época iluminista, acreditava que a educação ultrapassava o chamado “treino”, pois defendia que a mesma se devia centrar na razão, no pensamento crítico, nas normas morais e no desenvolvimento do carácter, afirmando “é por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias”. Exige que não se aprendam pensamentos, que não se encha a cabeça das crianças com ideias de outros, porque o que é importante é aprender a pensar (“Importa, antes de mais, que as crianças aprendam a pensar“), e sublinha a educabilidade do homem (“o homem é a única criatura que deve ser educada“). Kant considera que toda a educação deve assentar em princípios, ou seja que a “educação e instrução não devem ser meramente mecânicas”. Um desses princípios, e o de maior importância, expressa-o nestes termos: “eis um princípio da arte da educação que os homens que fazem planos de educação, particularmente, deveriam ter sob os seus olhos: não se deve somente educar as crianças segundo o estado presente da espécie humana, mas segundo o seu estado futuro, possível e melhor, quer dizer, conforme à Ideia de Humanidade e ao seu destino total. Este princípio é de grande importância. Os pais, de ordinário, só educam os filhos com vista a adaptá-los ao mundo atual, por mais corrompido que ele esteja. Deveriam, pelo contrário, dar-lhes uma educação melhor, a fim de que um melhor estado possa de aí surgir no futuro.”. Assim, defende que a educação não tem só como objetivo a preparação e treino do homem, mas também o aperfeiçoamento do mesmo e, consequentemente, da sociedade em que se insere. A tarefa educativa é, por isso, de capital importância.

A meu ver, é este mesmo o objetivo do ensino. Num primeiro plano, alimentar-nos das matérias mais elementares, ensinar-nos os princípios e conhecimentos necessários para passarmos à próxima fase; e num patamar mais elevado, desafiar-nos a vários níveis e nas mais diferentes áreas. Fazer-nos refletir sobre a nossa própria forma de pensar, criarmos as nossas próprias opiniões e aprendermos a defendê-las, adquirirmos forma de inovar perante novas adversidades ou até problemas já existentes desde os primórdios. Sermos capazes de criar um novo olhar sobre o mundo e conhecermo-nos melhor a nós próprios e os nossos valores, sempre acompanhados pelos nossos tutores, sejam eles na forma de familiares, professores ou qualquer outro indivíduo que nos ajude neste processo. Em suma, o objetivo do ensino é ajudar-nos a crescer, quer intelectualmente, quer enquanto pessoas e cidadãos atentos e responsáveis.

Penso que posso falar por todos os meus colegas quando digo que este agrupamento de escolas nunca nos será indiferente, pois não foi apenas o local onde estudámos o abecedário e a tabuada, foi também o local onde nos tornámos quem somos agora, o local em que fomos apoiados para atingirmos os nossos objetivos e um local do qual não saímos a mesma pessoa que éramos quando entrámos. Fomos marcados não só pelo local, mas por todo o corpo docente e não docente que o e nos rodeia. E, por todos os estudantes, agradeço a todos os professores, familiares, auxiliares, pessoal e, a pessoa do responsável máximo do agrupamento, o Sr. Diretor Fernando Trindade, por todo o trabalho e dedicação postos na nossa educação.

Acredito que, mesmo depois de terminarmos estudos, este crescimento nunca parará. Estamos sempre a descobrir coisas novas, maneiras de pensar diferentes e a evoluir – ou, nas palavras de Kant, a aperfeiçoar-nos a nós e, consequentemente, a Humanidade. Portanto, para finalizar, peço que nunca deixem de se melhorar, que nunca deixem de aprender, e, principalmente, nunca deixem de caminhar em direção a um futuro melhor, quer pessoal quer coletivo.

Obrigada a todos e uma boa tarde!

Prémio Aga Khan para a Arquitetura

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Em 1977, foi criado o Prémio Aga Khan para a Arquitetura, um dos prémios mais prestigiados naquela área de atividade.

Desempenha um papel importante ao influenciar o discurso arquitetónico global e ao promover soluções inovadoras para os problemas com que se deparam muitas sociedades.

É atribuído de três em três anos aos projetos que estabelecem novos padrões de excelência nas áreas de arquitetura, práticas de planeamento, preservação histórica e arquitetura paisagística. É dada atenção a esquemas de construção que utilizem recursos locais e tecnologia adequada de maneiras inovadoras, e com projetos que inspirem esforços semelhantes noutros locais.

Em 2019, um dos projetos premiados foi uma Biblioteca: Microbiblioteca Taman Bima

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Aga Khan, que é tratado como Sua Alteza, é fundador e principal líder da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento. É o 49º Imam (Líder Espiritual) dos Muçulmanos Shia Imami Ismailis (Ismaelitas, um ramo do Xiismo que é, por sua vez, uma das duas principais facções do Islamismo).

O Governo português concedeu ao Príncipe Aga Khan a nacionalidade portuguesa, já que, tendo nascido na Suíça, crescido e estudado no Quénia e nos Estados Unidos, com ligações ao Canadá, Irão e França, escolheu morar e dirigir a comunidade em Portugal.

Shah Karim al Hussaini, príncipe Aga Khan, tinha 20 anos quando se tornou o imã da minoria xiita de 15 milhões de pessoas, espalhadas por todo o mundo, sucedendo ao avô. Para os muçulmanos ismaelitas é descendente direto do profeta Maomé.

As relações com o nosso país são mais antigas, mas estreitaram-se quando em junho de 2015 foi assinado com o Governo português um acordo para o estabelecimento da sede formal e permanente do gabinete do imã em Lisboa. Significa que os Ismaelitas têm a sua sede no nosso país.

No contexto das suas responsabilidades hereditárias, Sua Alteza o Aga Khan tem estado profundamente envolvido, ao longo de mais de 60 anos, no desenvolvimento de países em todo o mundo através do trabalho da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento.

REDE AGA KHAN PARA O DESENVOLVIMENTO (Aga Khan Development Network) engloba uma série de agências orientadas para o desenvolvimento e a promoção do bem estar das populações: Academias Aga Khan, Agência Aga Khan para o Habitat, Agência Aga Khan para o Microfinanciamento, Serviços Aga Khan de Educação, Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico, Serviços Aga Khan para a Saúde, Fundo Aga Khan para a Cultura, Universidade Aga Khan e Universidade da Ásia Central e a Fundação Aga Khan.

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Desenvolve atividades em assuntos muito diferentes como é a agricultura e segurança alimentar, arquitetura, sociedade civil, cultura, educação, desenvolvimento empresarial, inclusão financeira, habitat, saúde, cidades históricas, ajuda humanitária, desenvolvimento industrial, desenvolvimento de infraestrutura, média, música, promoção do turismo.

Esta organização tem uma das principais bases em Portugal, onde intervém nas áreas da inclusão social, nomeadamente dos imigrantes, e na educação.

 

Mochilas no JI da Mealhada

As educadoras que trabalham nos Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas da Mealhada têm desenvolvido um notável trabalho de promoção da leitura junto das crianças.

Há uns anos que gerem um sistema de maletas em que os livros disponíveis para aquela classe etária existentes nas bibliotecas do Agrupamento circulam entre os estabelecimentos de ensino, proporcionando às crianças renovados momentos de leitura de histórias.

Nas bibliotecas, nomeadamente na do Centro Escolar da Mealhada, também há um serviço de empréstimo de livros para que as famílias possam reservar um momento de leitura em casa. Com a excepção de um ou outro momento infeliz, a generalidade dos membros adultos das famílias tem acolhido muito bem esta iniciativa.

Porém, cedo se percebeu que os livros se iam degradando com rapidez, dado que nestas idades as crianças não têm ainda a maturidade física e intelectual para evitar alguns tipos de má utilização do material. As educadoras e a equipa da biblioteca do CE da Mealhada, conceberam, então, estas pequenas mochilas de pano para transporte dos livros para empréstimo domiciliário.

Boa ideia!!!

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Cidadania e BE- Pensar e intervir

CIDADANIA | NOVO SÍTIO

A Rede de Bibliotecas Escolares, em conformidade com as prioridades para o ano letivo e  assumindo o desígnio, inscrito na Carta do Conselho da Europa sobre a Educação para a Cidadania Democrática e a Educação para os Direitos Humanos de transformação da sociedade por via da educação de cada cidadão,

(web | pdf ING | pdf PT),

criou um sítio em linha:

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que poderá ser da melhor utilidade, reforçando o papel da biblioteca escolar no aprofundamento dos conteúdos do currículo e na formação integral das crianças e jovens nos dias de hoje, em convergência com a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

O sítio encontra-se em permanente construção.

Todos os contributos são importantes.

 Os conteúdos deste sítio estruturam-se em

três áreas de ação,

nas quais as crianças e jovens são os protagonistas:

  • Dinâmicas educativas ou jogos de aprendizagem promotores de atitudes e comportamentos que favoreçam a tomada de consciência, decisão e intervenção em grupo e no espaço público;
  • Clips ou ações do quotidiano que, não obstante o caráter espontâneo e efémero, podem ajudar ao envolvimento e à intervenção;
  • Notas das escolas, espaço de partilha, pelas escolas, de ações que realizaram na área da cidadania.

Rómulo – Centro Ciência Viva da UC e a divulgação da Matemática

Divulgamos uma notícia do

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A matemática não é só contar carneiros e outras histórias de divulgação científica

Carlos Fiolhais fundou o Rómulo – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra que assinala esta sexta-feira dez anos a fazer chegar a ciência a vários públicos, de crianças do ensino básico a universidades seniores.

Carlos Fiolhais começou a percorrer escolas para divulgar ciência em 1983. Inês Guimarães iniciou-se nesse papel em 2015, embora noutro registo. Mudam-se os tempos, mudam-se os meios técnicos. A jovem de 20 anos que está no terceiro ano de Matemática na Universidade do Porto chega a uma audiência de milhares a partir do YouTube. O seu canal, ?MathGurl, em que aborda desafios e curiosidades matemáticas, conta com 65 mil subscritores. O que, não entrando no campeonato dos milhões de seguidores dos youtubers mais populares, já é um número significativo quando o assunto é o “papão da matemática”.
Vídeos de Inês Guimarães:

Mensagem da Sr.ª Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

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Caro/a Professor/a bibliotecário/a,

Outubro, mês dedicado às bibliotecas escolares incentiva-nos ao reforço desta REDE e à reflexão sobre o lugar da biblioteca naquele que é o processo de formação da criança e do jovem.

Suportados no valor do saber e da aprendizagem procuramos conciliar respostas ajustadas aos desafios mais gerais da educação, perseguindo os nossos propósitos de sempre: atender aos diferentes perfis dos nossos alunos com respostas adequadas às suas necessidades individuais.

Colaboração, inovação, inclusão, … algumas das marcas que têm acompanhado o desenvolvimento da RBE e que vão ao encontro das medidas educativas ministeriais preconizadas para este ano. Para as bibliotecas escolares é a oportunidade de reforçar a sua intervenção, participando ativamente neste desígnio e estreitando o trabalho colaborativo entre a biblioteca e os docentes das diferentes áreas curriculares, contribuindo para a flexibilidade das aprendizagens.

Igualmente, a multiplicidade de saberes e competências e o carácter mais humanista da formação do aluno, previsto no Perfil dos alunos no final da escolaridade obrigatória têm, na biblioteca, um suporte e um apoio indispensáveis.

A relação privilegiada, de proximidade, que desenvolvemos nesta REDE, permitirá continuarmos a encontrar as melhores respostas aos múltiplos desafios que, permanentemente, nos confrontam. Nesse sentido, o desenvolvimento da RBE tem tido como pilar estruturante o lançamento anual de diferentes candidaturas que amplificam as possibilidades das bibliotecas adequarem os projetos à sua realidade ao mesmo tempo que proporcionam percursos inovadores diversificados.

Para uma efetiva conjugação de esforços entre todos destacámos, este ano, um conjunto de áreas prioritárias que nos parecem essenciais para consolidar o nosso trabalho.

Naturalmente, a leitura, transversal que é, na nossa ação, destaca-se perspetivando-se mais verticalmente. Convictos da importância da promoção de um trabalho que envolva toda a comunidade escolar propusemo-nos encontrar modos de melhor garantir o acesso à leitura, tornando-a numa prática quotidiana nas nossas escolas. Apresentámos, por isso, um conjunto de propostas ajustáveis para serem promovidas em escolas do 1º ciclo e em jardins-de-infância – Roteiro para uso das bibliotecas escolares: escolas do ensino básico e Jardins-de-infância.

Sendo a formação de bons leitores o primeiro e último desígnio do trabalho nas bibliotecas, estão criadas múltiplas oportunidades de desenvolvimento desta prática através das candidaturas: Ideias com mérito, Biblioteca digital, Leituras… com a biblioteca, Todos juntos podemos ler e de projetos como Miúdos a votos, Clássicos em rede, SOBE+ e, mais recentemente, Cientificamente provável.

Além disto, temos tido a preocupação de inscrever no nosso plano de formação anual, propostas que equacionam a leitura hoje e fazem da biblioteca o polo catalisador desta dinâmica.

Lugar de interseção entre pessoas, conhecimentos e valores, a biblioteca escolar pode e deve favorecer exercícios de cidadania que apetrechem os alunos com ferramentas que lhes permitam uma maior consciência de si próprios, do seu lugar no mundo e da sua relação com o outro.

 

Vivemos tempos acelerados de mudança. A forma como acedemos à informação, como nos relacionamos e como lemos impõe a reflexão e adoção de medidas consentâneas com essa realidade. A biblioteca escolar deve, cada vez mais ser um espaço aberto, itinerante na comunidade, que crie estratégias concertadas para que o gosto pela leitura se torne central para os alunos, tanto na sua vida académica como nas suas atividades de lazer, levando-os a ler, escrever e criar produtos com valor nos vários ambientes em que vivem.

A biblioteca, espaço de encontro e de troca a diferentes níveis, deve procurar diversificar os contextos de leitura, realizar um trabalho de curadoria e provocar permanentemente a comunidade para a criação colaborativa de oportunidades de aprendizagem estimulantes para os alunos.

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A resposta a estes desafios tem de ser individual e coletiva. Por isso, perante a proposta de reflexão lançada este ano pela IASL para o Mês Internacional da Biblioteca Escolar, respondemos individualmente, com a dedicação que cada um põe no seu trabalho, e em rede, com a consciência de que:

Com a Biblioteca Escolar TODOS LEEM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS COMUNICAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS DESCOBREM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS PARTILHAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS CRIAM;

Com a Biblioteca Escolar TODOS INTERVÊM.

Aos professores bibliotecários, docentes das equipas das bibliotecas escolares, assistentes operacionais e alunos, desejo que a celebração em torno do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares se traduza num ano inteiro de boas experiências!

Votos de bom trabalho!

Manuela Pargana Silva

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Mensagem de Teresa Calçada, Comissária do PNL 2027

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Aos Leitores

Ler é um prazer. Mas só para alguns. Para quem cresceu entre livros, por exemplo, e conquistou, a cada página lida, o gosto pela leitura. Ao mesmo tempo, descobriu que cada livro guarda dentro outros mundos, outras pessoas, outros lugares, outros tempos, outras memórias, outras formas de ser, de estar, de sentir, de comunicar, de rir… E essa descoberta, intimamente ligada à preservação da capacidade de espanto que caracteriza a infância, terá sempre alimentado a vontade de continuar a ler. Por prazer, não por obrigação.

Não é muito diferente do que acontece com outras atividades que preenchem o nosso quotidiano, como comer ou fazer exercício físico. Comer pode ser um prazer, para quem desde cedo aprendeu a distinguir o sabor dos alimentos; fazer exercício físico também pode ser um prazer, para quem cresceu a fazer cambalhotas e pinos, a jogar à bola e a correr atrás dos amigos. É certo que todas estas atividades, sendo à partida naturais, implicam depois uma decisão e uma prática. No caso da leitura, essa decisão e essa prática dependem, muitas vezes, de quem nos rodeia: das famílias, dos amigos, dos professores… Se quem nos rodeia tiver a capacidade de nos contaminar com boas leituras, leituras que alimentem a nossa curiosidade e estimulem a nossa imaginação, de certeza que cresceremos leitores.

É também esse o momento em que se torna fundamental o papel do Plano Nacional de Leitura, fornecendo coordenadas para que a leitura se torne um prazer, isto é, sugerindo livros capazes de entusiasmar não apenas os que já são leitores, como aqueles que ainda não são. Funciona como um mapa, útil em qualquer viagem, sobretudo em viagens por territórios desconhecidos, e pode ser usado para orientar leitores de todas as gerações. Assim como para dar pistas para que as famílias e os professores saibam o que partilhar com os leitores mais novos, e até entre si.

Essa troca — de professores com alunos, de famílias com professores, de pais com filhos — é essencial para formar leitores e para, no meio das dezenas de livros que são diariamente publicados em Portugal, distinguir os melhores. Só deste modo será possível criar uma rede em que os livros, escolhidos por especialistas, possam circular pelas mãos dos leitores, os que já o são e os que se tornarão. A leitura implica essa prática. E essa conquista.

 

Com os melhores cumprimentos,

Teresa Calçada,

Comissária do Plano Nacional de Leitura 2027

Visita Guiada à Biblioteca Nacional

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O programa da RTP “Visita guiada” é um dos melhores da televisão portuguesa, da autoria e apresentação de Paula Moura Pinheiro que faz uma visita guiada ao património cultural português.
Em cada emissão, o programa elege uma peça-protagonista seleccionada de entre as que foram produzidas em Portugal nos últimos mil anos. Pode ser um pequeno cálice ou uma catedral, um conjunto de esculturas, uma pintura, um jardim botânico ou um complexo de arquitectura industrial. O que conta é a sua excepcionalidade.
Em cada emissão, são convocados especialistas na matéria, gente informada e esclarecedora.

Desta vez foi a Biblioteca Nacional de Portugal (e não de Lisboa, mas enfim…) e este programa é interessante por três motivos:

1- aborda o edifício como objecto arquitectónico e que acolhe peças de design excepcionais.

2- contém aspectos relacionados com a organização de uma biblioteca e valoriza o trabalho de gestão da equipa que trabalha na BNP.

3- mostra alguns dos tesouros bibliográficos que contém nas suas reservas.