Homenagem a Maria Helena da Rocha Pereira

maria_helena_rocha_pereira

Maria Helena da Rocha Pereira (1925-2017) foi, durante décadas, uma das maiores figuras da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, investigadora e professora no Departamento dos Estudos Clássicos em Portugal, o mais prestigiado daquela instituição e referência internacional nessa área de estudos.

A biblioteca tem no ser acervo a maior parte das suas magníficas traduções das tragédias gregas, além de alguns dos seus manuais sobre as Civilizações Grega e Romana, sólidos pontos de partida para quem se queira dedicar ao estudo destes temas.

Tendo sido seu aluno no 1.º ano da minha licenciatura, gostaria de deixar uma  homenagem pessoal. Uma vez bati-lhe à porta do gabinete para lhe fazer umas perguntas e ela recebeu-me muito amavelmente e prestou-me os esclarecimentos, apesar das perguntas serem do mais pueril que se possa imaginar, eu ser um mero caloiro e ela uma Professora Catedrática. O português que falava era tão perfeito que eu tinha vergonha de abrir a boca ao pé dela com os meus barbarismos. Foi um grande privilégio ter sido seu aluno em Arte Antiga. Muito do que eu ensino nas aulas sobre arte Grega e Romana assenta nas suas aulas.

Artigos do

publico-pqno

Morreu a mulher que aprendeu com os gregos que as coisas belas são difíceis #

expresso

1925-2017. A mulher que não sabia conceber o infinito #
1925-2017. Maria Helena da Rocha Pereira ou como sabedoria se conjuga no feminino #
O elogio dos estudos clássicos e do papel de Maria Helena da Rocha Pereira #
Anúncios

Morreu Hans Rosling

88407_800x600

notícia do publico-pqno

«Era quase sempre apresentado como um guru da visualização estatística ou alguém capaz de tornar os números algo divertido. Ou, como escreve o Guardian, o homem que “fazia os números cantar”. O académico, médico e estatístico sueco Hans Rosling morreu nesta terça-feira, aos 68 anos, anunciou o filho, Ola. (…)

(…) ligação especial de Hans Rosling a Portugal, porque falava português (…)

“Ele alertou para um paradoxo português. Tivemos uma evolução enorme na esperança média de vida e, ao mesmo tempo, somos do ponto de vista económico um país frágil”, conta David Lopes, prosseguindo. “Tentou interpretar estes dados e disse: ‘ou vocês têm um estilo de vida extraordinário, com o clima e a gastronomia a ajudarem, ou então têm um Serviço Nacional de Saúde muito bom. Ou então são as duas coisas’”, recorda David Lopes, acrescentando que a resposta é mesmo “as duas coisas”.

Sublinhando que Hans Rosling também deixou um outro alerta sobre o caso português – “a nossa taxa de fecundidade é uma das mais baixas do mundo e ele deixou um aviso de bastante preocupação” – David Lopes não hesita em responder que a obra e visão deste estatístico sueco terão continuidade, um pouco por todo o mundo.»