Portal dos museus de Paris cede imagens

museus paris

O portal dos Museus de Paris, que associa a informação de uma série de grandes museus da cidade capital de França, dá acesso a milhares de imagens do acervo das diversas instituições, de forma gratuita e acompanhadas de informação de cada obra reproduzida. As imagens têm todas uma muito boa definição, permitindo assim uma reprodução de qualidade.

Também a Biblioteca Nacional de França tem uma secção que fornece documentos fantásticos, cuja fonte é a sua vastíssima colecção, com o nome de Gallica, a funcionar há muitos anos.

Um livro, um filme

Raposas-de-Fogo

Raposas de Fogo

de Joyce Carol Oates.

Estado de Nova Iorque, 1953, um bairro de operários numa pequena cidade.

Numa cultura pós-guerra violenta e controlada pelos homens, um grupo de raparigas adolescentes forma uma irmandade de sangue: as Raposas de Fogo. Uma sociedade secreta, um gangue feminino, com uma chama tatuada no ombro de todos os membros. Pernas, Maddy, Lana, Rita e Goldie não aceitam mais ser humilhadas e descriminadas por serem pobres e por serem raparigas. Lideradas pela intrépida Pernas, as raparigas procuram vingança e tentam alcançar o seu sonho utópico: viverem de acordo com as suas regras e leis. Mas há um preço a pagar…

Uma romance premiado que deu origem a um filme:

FOXFIRE – RAPOSAS DE FOGO – CONFISSÕES DE UM GANG DE RAPARIGAS trailer from Midas Filmes on Vimeo.

Clássico da literatura distópica

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Admirável Mundo Novo

de

Aldous Huxley

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Tradução

Mário-Henrique Leiria

Aldous Huxley: escritor inglês nascido a 26 de Julho de 1864, no Surrey (Inglaterra), e falecido a 22 de Novembro de 1963, em Los Angeles (EUA). Neto do biólogo Thomas Henry Huxley e filho do escritor Leonard Huxley, estudou em Eton e formou-se no Balliol College de Oxford em 1916.
As personagens principais dos seus primeiros livros, como Crome Yellow (1921), Antic Hay (1923), Those Barren Leaves (1925) e Point Counter Point (1928), são geralmente intelectuais e escritores, traçando-se o retrato por vezes irónico e satírico das suas pretensões e desilusões. A partir deste tema, Huxley alarga-se para o tema maior do vazio da sociedade do século XX em livros como Brave New World (Admirável Mundo Novo, 1932). Posteriormente, interessou-se pelo misticismo e pela filosofia hindu: Eyeless In Gaza (1936) e The Perennial Philosophy (1946).
Em 1954 publicou The Doors of Perception, onde relata as suas experiências com a mescalina.

Nesta obra, o autor cria uma sociedade que, devido à procura incessante da perfeição, rende-se à tecnologia e à ciência. Tenta assim abolir tudo aquilo que nos torna humanos.

Futura série (2020): IMDB


A sociedade justa

teoria justica

 

Uma Teoria da Justiça

por John Rawls

 

Publicada em 1971, é a obra que mais marcou a filosofia política do século XX. É por isso um texto incontornável nesta área do saber, e nele o autor propõe um itinerário para a descoberta e fundamentação racional dos princípios que devem reger a sociedade justa com base numa argumentação que se situa na confluência de duas correntes culturais distintas: a do utilitarismo e a das teorias do contrato social.

O Último Catão, de Matilde Asensi

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O Último Catão,

de Matilde Asensi

Sinopse: Uma apaixonante viagem pela história e pelos segredos mais bem guardados do cristianismo. Sob o solo da Cidade do Vaticano, encerrada entre códices no seu gabinete do Arquivo Secreto, a irmã Ottavia Salina recebe o encargo de decifrar as estranhas tatuagens aparecidas no cadáver de um etíope: sete letras gregas e sete cruzes. Junto ao corpo foram encontrados três pedaços que tudo indica pertencerem à Vera Cruz, a verdadeira cruz de Cristo. Acompanhada por um arqueólogo de Alexandria, e pelo capitão da Guarda Suiça vaticana a protagonista deverá descobrir quem está por detrás do misterioso desaparecimento das relíquias nas igrejas de todo o mundo…

Opinião:

Blogue Dos Meus Livros: “Mais um sucedâneo do Código da Vinci? Garantidamente, não! “O último Catão” prima pela originalidade, rigor, criatividade e aquela “leveza” cativante que se sorve do género policial, associada ao encanto do romance histórico. Matilde Asenci é nada menos que a escritora espanhola mais lida na actualidade. Este livro vendeu mais de um milhão de exemplares em Espanha.” [Continua]

 

Preparar a prova

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Preparar a Prova Final 2019

Português – 9.º Ano

FERNANDA BELA DELINDRO
MARIA JOÃO PEREIRA
Areal Editores
Concebido para ajudar o aluno a preparar-se, ao longo do ano letivo, para realizar com sucesso a Prova Final de Português do 3.º Ciclo do Ensino Básico.

Tal como o Programa da disciplina, está organizado por domínios: Oralidade, Leitura, Educação Literária, Gramática e Escrita.

Tem em conta todos os conteúdos de 7.º, 8.º e 9.º anos sujeitos a avaliação na Prova Final.

Este livro inclui os conteúdos que permitem ao aluno esclarecer as suas dúvidas e inúmeros exercícios e instrumentos que lhe permitem consolidar aprendizagens e preparar-se para enfrentar com mais confiança e otimismo a Prova Final:

• Documentos áudio e exercícios, para treinar a compreensão do oral.
• Sistematização de todos os conteúdos, por domínio.
• Exercícios resolvidos e explicados (rubrica “Vê como se faz”).
• Exercícios propostos (por domínio e por tópico de conteúdo).
• Esquemas e quadros de sistematização.
• Exercícios semelhantes aos da Prova Final (rubrica “Pratica para o Exame”).
• Provas-modelo e provas oficiais.
• Propostas de resolução de todos os exercícios e provas.

Preparar o Exame

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Preparar o Exame Nacional 2019

Português – 12.º Ano

FERNANDA BELA DELINDRO
MARIA JOÃO PEREIRA
Areal Editores

Desenvolvido para preparar os alunos que frequentam o Ensino Secundário para a realização do Exame Final Nacional de Português.

Este livro inclui:
– Dicas e estratégias para o exame
– Resumos para o exame: 10.º, 11.º e 12.º anos
– Mais de 100 questões de exame resolvidas (secção Aprendo como se faz)
– Mais de 400 questões de exame propostas (secção Agora faço eu)
– Análise das obras do Programa
– Provas-modelo e provas de exame
– Resolução de todos os exercícios

Este livro inclui ainda, para além de recursos disponíveis exclusivamente em suporte digital, audiossínteses com o essencial dos conteúdos de Educação Literária de 10.º, 11.º e 12.º anos, que permitem aos alunos, em pouco tempo, escutar o essencial dos conteúdos que têm de saber para o exame.

Uma nova gramática

250x

Gramática Prática de Português

3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário

Da Comunicação à Expressão

de

  • M. Carmo Azeredo Lopes,

  • M. Isabel Freitas M. Pinto

  • M. Olga Azeredo

Ferramenta essencial para todos os alunos, do 7.º ao 12.º ano. Ideal para a consulta em aula ou, autonomamente, em casa.

• Segue os Novos Programas, as Metas Curriculares e as Aprendizagens Essenciais.
• Utiliza a terminologia prevista no Dicionário Terminológico.
• Parte de exemplos significativos de diferentes registos.
• Conduz à reflexão sobre o funcionamento da língua, através de explicações simples.
• Sistematiza todos os conteúdos abordados.
• Inclui tabelas com a conjugação dos verbos regulares e irregulares.

Novidade: Endgame

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Endgame

A Chamada

de James Frey

Opinião de uma mãe:

“Este livro é uma forma muito inteligente de colocar os jovens “fanáticos por jogos de computador” a ler. Como mãe, foi esse o meu objectivo, incentivar a leitura através de uma tema que lhes é muito actual – Os jogos multimédia! Para além da leitura é uma experiência fantástica e alucinante que os prende de tal forma, que só largou o livro quando o terminou de ler. Recomendo vivamente aos pais com filhos que gostam de explorar o mundo virtual.”
Susana Rodrigues, in WOOK

Ruben A.: narrativa surrealista e fantástica

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A Torre da Barbela

de Ruben A.

Biografia: “Chocando pela mordacidade, pela irreverência linguística e pela desconstrução dos eixos narrativos tradicionais, estreara-se, entretanto, na novelística com o romance Caranguejo , publicado em 1954, a que se seguiria, em 1965, um dos seus maiores sucessos, A Torre da Barbela (prémio Ricardo Malheiros), obra que sobrepõe, num delírio verbal apostado na caricatura da psicologia portuguesa, várias épocas da História da nacionalidade.”

Infopédia: Obra de Ruben A. publicada em 1964, é uma narrativa surrealista e fantástica, onde o humor se associa a um débito verbal delirante, na evocação da história da família Barbela, numa viagem burlesca pela História de Portugal, desde a fundação da nacionalidade até aos nossos dias, desde um passado glorioso até um presente picaresco, compondo um irreverente e mordaz retrato da identidade nacional.

Viagem à Índia

murmurio

O Murmúrio do Mundo

Almeida Faria

Ilustração: Bárbara Assis Pacheco

Belíssimo retrato da sua viagem à Índia.

Aguarelas a cores de Bárbara Assis Pacheco.

Autor premiado: Prémio Revelação de Romance da SPE, Prémio Aquilino Ribeiro, Prémio D. Dinis, Prémio Originais de Ficção da APE, entre outros.

Notas críticas no PúblicoHoras extraordinárias, Ler (através do blogue Bibliotecário de Babel)

EXCERTOS
«O viajante ocidental que pela primeira vez visita Goa e Cochim (agora Kochi) enfrentará provavelmente, apesar dos muitos traços do passado europeu, a vertigem do caos à sua volta e dentro de si. Quando começa a familiarizar-se com a estonteante exuberância e com as contradições coexistentes, quando julga começar a entender a complexidade das castas, dos cultos e costumes tão diferentes, quando começa a fixar nomes, imagens, atributos dos deuses, tudo lhe foge de súbito, tudo se torna de novo confuso, como se o véu de Maia voltasse a cobrir a indecifrável irrealidade da Índia real.»

Rainer Maria Rilke

cartas rilke

Cartas a um Jovem Poeta

Rainer Maria Rilke

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Atraídos pela sua poesia, era frequente alguns jovens escreverem a Rilke, falando-lhe dos seus problemas e aspirações.

De 1903 a 1908 Rilke enviou um notável conjunto de cartas a um jovem candidato a poeta.

Revelando-lhe a sua relação com a vida e a dificuldade que um espírito sensível tem em sobreviver num mundo duro e implacável.

Rainer Maria Rilke nasceu em Praga em 1875.

Escritor precoce, publicou o seu primeiro livro de poesia antes dos vinte anos, Vida e Canções (1894). Entre as suas obras mais famosas contam-se Elegias de Duíno (1923), Cartas a um Jovem Poeta (1929, póstuma) e o seu único romance, de teor autobiográfico, As Anotações de Malte Laurids Brigge (1910).

Solitário inveterado, levou uma vida errante e instável, desde os dias de Praga, sua terra natal, às viagens pela Rússia, a sua pátria espiritual, pelo Egipto, Itália e Espanha.

Travou amizades com alguns dos criadores mais importantes da sua época. Foi secretário do grande escultor Auguste Rodin.

Rilke destacou-se como um dos autores mais relevantes de língua alemã, tanto na poesia como na prosa lírica. Faleceu em Valmont, na Suíça, vítima de leucemia, em 1926.

Da Hungria, Sándor Márai

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As Velas Ardem Até ao Fim

de Sándor Márai

Tradução: Mária Magdolna Demeter

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular…

biografia: wikipédia

Opiniões:

DIFERENTE E ESTUPENDO
Ana Oliveira | 22-04-2018
De uma prosa envolvente, este livro transporta-nos para outra dimensão. Uma reflexão acerca da amizade, do amor e da vida. Recomendo.

TOP 3
Joana Pereira | 18-08-2015
Dos melhores livros que li (aliás está no meu top 3). Leitura acessível, poucas páginas, mas de uma imensidao de pensamentos, de reflexões sobre variadíssimos temas da nossa vida!!! Livro obrigatório para quem gosta de ler!

Tempo de ler:  ‘As Velas Ardem Até ao Fim’ é um livro incomparável. Relembrou-me a magia dos livros, a magia de encontrar um inesperado tesouro literário cujos fragmentos permanecerão comigo muito depois de terminada a leitura.

Desabafos da Mulalivro pequeno de rápida leitura, facilmente leem numa tarde. Alguém já leu? Leiam, que verão que não se arrependerão.

 

A ironia de Eça de Queirós

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A Ilustre Casa de Ramires

de Eça de Queirós

 

Metas Curriculares de Português

Leitura recomendada no 11.° ano de escolaridade.

Publicado em livro pela primeira vez em 1900, A Ilustre Casa de Ramires conta-nos a história de Gonçalo Mendes Ramires, o Fidalgo da Torre, representante de uma nobreza já quase inexistente no Portugal oitocentista, nas suas relações familiares, no seu convívio social, nos seus entusiasmos e nas suas inexplicáveis reações.

O romance conta duas histórias em paralelo. Uma delas é um romance histórico que o personagem principal estará a escrever sobre um seu antepassado, pleno de idealismo, à maneira da estética romântica. Na outra, num registo realista, relata a vida o quotidiano de uma terra da província da época do autor (ultima década do século XIX). As duas contrastam, entre a nobreza dos feitos guerreiros do romance e a mesquinhez da vida da província. O estilo com que Eça escreve cada uma dos planos narrativos é diferente, demonstrando o extraordinário domínio literário do autor e, ao mesmo tempo, mostrando a diferença estilística entre as duas estéticas artísticas.

Eça de Queirós, com este romance divertido e irónico, descreve uma sociedade contraditória, anquilosada social e economicamente, presa a atavismos que não lhe permitem integrar a modernidade tal como os tempos exigem. Por outro lado, apela a uma renovação da elite do país.

Trata-se de um romance muito divertido, complexo nos segundos sentidos, com um final surpreendente.

Infopedia

De Angola

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Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Ruy Duarte de Carvalho nasceu no ano de 1941, em Portugal e naturalizou-se angolano desde a independência de Angola em 1975. Regente agrícola de formação, realizou filmes para a televisão e para o instituto de cinema angolanos, doutorou-se na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais em Paris, em 1986, em antropologia social e etnologia. A partir de 1987 ensinou antropologia social nas universidades de Luanda em Angola, de São Paulo no Brasil e de Coimbra em Portugal.
Tem publicadas cerca de duas dezenas de livros de poesia, ficção, narrativa e ensaio. Iniciou a sua obra poética com Chão de Oferta (1972). Em 2005 publicou Lavra – poesia reunida 1970/2000. Na ficção, publicou Como se o mundo não tivesse leste (1977), Os papéis do Inglês (2000), Paisagens propícias (2005) e Desmedida (2006). É ainda autor de Vou lá visitar pastores (1999), vasto fresco sobre os kuvale, sociedade pastoril do sudoeste de Angola, e dos ensaios Actas da Maianga. Dizer da(s) guerra(s) em Angola (2003) e A câmara, a escrita e a coisa dita… Fitas, textos e palestras (2008).

Livros RTP “Coleção Essencial”

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Livros-RTP

Discurso do Sr. Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa no lançamento da coleção. Pedagógico e esclarecido. Realçamos o enquadramento histórico que traçou e o paralelismo entre a “coleção RTP” de há 48 anos e a atual.

Anúncio e destaque da RTP.

O Agrupamento de Escolas da Mealhada, por proposta das Bibliotecas Escolares, comprou parte da coleção “Livros RTP”. Não se adquiriu a totalidade porque as Bibliotecas já tinham parte da lista de obras noutras edições em boas condições.

  • A Vida Verdadeira de Domingos Xavier – José Luandino Vieira
  • Agosto – Rubem Fonseca
  • Dinossauro Excelentíssimo – José Cardoso Pires
  • Os Buddenbrook – Thomas Mann
  • Jesusalém – Mia Couto
  • Ensaio Sobre a Cegueira – José Saramago
  • As Naus – António Lobo Antunes
  • O Grande Gatsby – F. Scott Fitzgerald
  • O Fator Humano – Graham Greene
  • Fantasia Para Dois Coronéis e Uma Piscina – Mário de Carvalho
  • A Guerra do Fim do Mundo – Mario Vargas Llosa
  • A Mancha Humana – Philip Roth
  • A Geração da Utopia – Pepetela
  • Capitães da Areia – Jorge Amado

Clássicos

 

As recomendações de leitura para o Ensino Secundário obrigaram as Bibliotecas Escolares a solicitar ao Sr. Diretor um investimento significativo na aquisição de obras. Podemos anunciar que, à excepção de umas 4 ou 5 edições, esgotadas no mercado, temos nas nossas estantes as obras indicadas na lista de recomendações.

De entre as obras adquiridas, conta-se um número de obras que constituem clássicos do cânone literário da Cultura Ocidental mas que, por um motivo ou outro, ainda não tinham sido compradas.

A política de aquisições das Bibliotecas Escolares é regida pelos seguintes critérios, por ordem de prioridade:

  1. solicitações das disciplinas, departamentos, docentes, respondendo a imposições dos programas e atividades desenvolvidas.
  2. aquisição de clássicos que constituam aquilo que se pode definir como o cânone literário da Cultura Ocidental.
  3. novidades editoriais que a equipa das Bibliotecas Escolares considerem ter qualidade e que possam agradar ao público escolar.

As obras apresentadas correspondem claramente às duas primeiras prioridades. Resta agora despertar nos alunos o interesse pelas obras.

 

Charles Dickens

 

Os Cadernos de Pickwick

de Charles Dickens

Tradução: Margarida Vale de Gato;
Ilustração: Robert Seymou

Tempos Difíceis

de Charles Dickens

As Bibliotecas Escolares vêm colmatar uma falha grave na sua coleção: a ausência das principais obras de Charles Dickens. Juntamente com estas aquisições, já demos entrada nas nossas estantes outras duas obras anunciadas em 16 de novembro neste blogue.

Charles Dickens foi um notável romancista inglês nascido em 1812.

Publicou obras em que denunciava a vida difícil do operário na sociedade industrial emergente (como Grandes Esperanças e Tempos Difíceis) e, em particular, a miséria das classes sociais mais baixas e a precaridade da infância (em Oliver Twist, especialmente).

Escreveu também um muito popular Conto de Natal.

Morreu em 1870.

Em 2012, o Reino Unido viveu uma verdadeira “dickensmania”, celebrando a extraordinária obra de Charles Dickens .

Em 7 de fevereiro de 2012 celebrou-se o bicentenário do nascimento de Dickens, foi o Ano Dickens, com comemorações por todo mundo. O autor tornou-se num escritor de alcance universal, cuja literatura ultrapassou séculos e fronteiras e tornou-se uma referência pelo seu génio cómico, a sua capacidade efabulatória e o seu talento para a criação de personagens.

Aproveitaram também os editores para lançarem novas edições das obras do autor.

O livro “Os Cadernos de Pickwick”, em inglês “The Posthumous Papers of the Pickwick Club”, a primeira obra de Charles Dickens., foi publicado inicialmente em fascículos, como era habitual na altura.

Os jornais da época publicavam, juntamente com o material noticioso, histórias ficcionadas, constituindo, no seu conjunto, novelas ou romances. São os antepassadas das actuais telenovelas a quem estas vão buscar toda a sorte de processos narrativos e truques para manter o interesse do público.  Em Portugal, um dos casos maiores da literatura que fez desta atividade uma profissão foi Camilo Castelo Branco. A qualidade variava muito, desde historietas sem valor literário, até a verdadeiras obras primas que são hoje cla´ssicos da literatura mundial.

A obra “Os Cadernos de Pickwick” foi publicada entre abril de 1836 e novembro de 1837, e cada fascículo constituiu um acontecimento literário.

Narra as aventuras dos membros de um absurdo clube, o Clube Pickwick, que deve o seu nome a Samuel Pickwick, filantropo e filósofo que pretende estudar o ser humano. Assim empreende, juntamente com três companheiros e o seu criado, Sam Weller, personagens extravagantes, diferentes viagens pela Inglaterra, sucedendo-se inúmeras aventuras disparatadas e cómicas, constituindo um retrato caricatural da sociedade do seu tempo, servido por uma visão crítica e mordaz.

Quanto à extraordinária obra que é “Tempos difíceis”, deixamos apenas um conjunto de citações que a loja on-line Wook publica sobre a obra. Basta para perceber a importância desta obra e do impacto que teve na sociedade de então e em toda a Humanidade:

“O mundo em que vivemos e a a forma como vemos as crianças e o seu papel na sociedade devem-se em boa parte à ficção de Charles Dickens.” Arnold J. Toynbee

“Em «Tempos Difíceis» Dickens conseguiu fazer o que poucos escritores conseguem numa vida inteira de escrita: mudou a mentalidade do seu tempo, definiu formas de comportamento social que se mantém nos nossos dias, pôs todo um império à beira das lágrimas e criou uma obra imortal que é tão empolgante e polémica hoje como quando foi publicada.” David Lodge

Alternando entre o universo particular de dezenas de personagens que se vão cruzando numa inglaterra cinzenta em plena revolução industrial e longos quadros representativos da vida quaotidiana de toda uma sociedade, Dickens constrói um fresco do seu tempo ao mesmo tempo que rega delicadamente as raízes da revolta contra o sistema que nele vigora.
«Tempos Difíceis» é uma das obras-primas de Dickens mas, acima de tudo, é a mais importante prova de que a ficção pode mudar o mundo.

“Se houver algum escritor de língua inglesa que negue a influência de Dickens, está a mentir descaradamente.”Kingsley Amis

“Sempre invejei Dickens pela capacidade de condensar num número reduzido de personagens as qualidades e defeitos de toda uma sociedade e um tempo e nunca os tornar enfadonhos ou inverosímeis, mesmo quando o são.” William Golding (prémio Nobel de Literatura)

“Dickens foi e é o maior contador de histórias da nossa língua. Cada personagem seu, por mais insignificante que seja o papel que desempenha numa qualquer obra, tem a sua própria história que consegue sempre ter o impacto de uma comédia ou tragédia clássicas.” John Sutherland

“A ambição de qualquer escritor é conseguir ter a importância social e artística que Charles Dickens teve. Antes dele talvez só Shakespeare se tenha aproximado, depois dele ninguém esteve sequer perto.” Hilary Mantel