Rio Ave, o futebol, a literatura, Francisco Geraldes e o livro

O Rio Ave promove o gosto pela leitura através do jogador da sua equipa de futebol Francisco Geraldes e do projeto “As leituras do Francisco”

Para ver a notícia completa:

Os vilacondenses pegaram numa frase de Ziraldo, escritor brasileiro, e criaram o projeto “As leituras do Francisco” para provar que futebol e literatura não estão assim tão longe um do outro e para incentivar os jovens a ler. Francisco Geraldes foi o escolhido para liderar a iniciativa. (Tribuna Expresso, 16.02.2021)

Recursos da Rede de Bibliotecas Escolares

Na sequência do trabalho desenvolvido durante o período de confinamento no final de 2019/ 2020, as bibliotecas escolares adquiriram uma experiência que as habilita a continuar a dar, seja presencialmente, seja à distância, o seu inestimável contributo à implementação das atividades letivas e não letivas, participando no desenvolvimento de competências essenciais como a leitura, as literacias da informação e media e na concretização de programas e projetos artísticos e culturais.

Nos últimos meses, as bibliotecas têm complementado o seu serviço de referência presencial com modalidades em linha, melhorando a presença digital e garantindo que esse serviço responde às exigências dos seus diferentes utilizadores, em qualquer modalidade que o ensino se desenvolva.

Com o objetivo do apoiar as bibliotecas escolares na sua ação,

a RBE aponta os

recursos disponibilizados em 2019/ 2020

Apoio às Escolas

A página “Apoio às Escolas” disponibiliza a todos os alunos, professores, diretores, encarregados de educação e restante comunidade escolar recursos de apoio às aprendizagens e à gestão escolar, no sentido de enriquecer e valorizar os processos de ensino e aprendizagem nestes tempos de constante desafio.

É da responsabilidade da Direção-Geral da Educação em articulação com a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, I.P..

Contém hiperligações a:

  • Contributos para a implementação do Ensino a distância nas Escolas (PDF)
  • #EstudoEmCasa (Rtp)
  • Últimas notícias

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CNL: uma boa experiência com Plickers

Neste ano lectivo, a equipa das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas da Mealhada ao planear as actividades do Concurso Nacional de Leitura, decidiu inovar na forma como os participantes do 1.º CEB (todos os alunos do 4.º ano) haveriam de responder ao questionário habitual.

Até agora, os questionários do CNL do 4.º ano eram respondidos em papel, através de questões de resposta múltipla. Este ano, dada a situação sanitária e as consequentes limitações de circulação de materiais, decidimos usar a aplicação Plickers, que tem como grande virtude a possibilidade que oferece de apresentar aos alunos questionários que não necessitam de equipamento digital para registar a resposta. Os que são elaborados em formulários da Google ou da Microsoft, por exemplo, exigem que os alunos possuam smartphone, tablet, computador, assim como ligação à Internet. Como sabemos, nem sempre todos os alunos possuem os equipamentos, sobretudo em idades mais baixas, e a ligação à rede é muito fraca em muitas das escolas.

A app Plickers prevê outro sistema de resposta: fornece, através de um documento em ficheiro PDF, 40 cartões, a serem impressos em folhas normais, cada um consistindo num código QR. Eis um exemplo de um cartão:

As imagens reproduzem o cartão número um. Cada cartão é entregue a um dos participantes, prevendo, portanto, que haja um limite de 40 participantes em cada sessão. A turma com mais alunos com que fizemos a nossa experiência, a do Luso, tem 22 alunos.

Tal como mostramos no cartão reproduzido, pode-se prever até 4 respostas possíveis. Os participantes respondem colocando o cartão na posição correcta. Projecta-se a pergunta no ecrã do projector da sala de aula, cada aluno escolhe a posição correcta do cartão, que são todos diferentes entre si, o professor, com um smartphone ou um tablet com a aplicação instalada, foca cada um dos cartões, captando a identificação de cada cartão e a resposta dada. Em segundos regista os resultados automaticamente no computador.

Antes de destas operações, há uma preparação, naturalmente. A elaboração do questionário faz-se como num programa de elaboração de formulários, com uma surpresa: podemos copiar um questionário que já tenhamos feito num programa como o Word, o Excel ou outro e colá-lo numa parte da aplicação destinada a este fim. Funciona muito bem. Tanto dá para recuperar questionários que tenhamos em arquivo, como elaborar um novo num programa que achemos mais cómodo e transferi-lo. Nem é preciso assinalar qual é a linha da pergunta e as da reposta, o sistema “conta” cada uma e atribui o lugar correspondente. Poupa imenso trabalho.

O sistema prevê que introduzamos a(s) turma(s) previamente. Também se pode transferir listagens já existentes noutros programas com o processo copiar/colar. Quando formos a apresentar o questionário a uma das turmas, temos de ter o cuidado de atribuir correctamente cada cartão ao aluno correspondente, uma vez que a app, por vezes, lista os alunos de forma ligeiramente diferente do que a que surge na pauta das turmas.

Por cada pergunta que se faça, depois do professor focar os cartões exibidos pelos alunos, a app capta as respostas e assinala os alunos que responderam. No fim, faz as contas e fornece relatórios de resposta.

Limitações: a versão gratuita permite apenas 5 perguntas em cada teste, o que permite a sua utilização para questão-aula e pouco mais. Tivemos de pagar um mês de utilização (cerca de €8, com cartão de crédito). Uma subscrição anual fica mais barata ao mês e se se achar que é um bom investimento, pode-se fazer uma subscrição de grupo ou institucional.

O balanço que a equipa faz desta experiência é muito positiva, não só pelos aspectos práticos (poupança de tempo), mas também pela novidade introduzida e muito bem recebida pelos alunos e pelos colegas que assistiram.

A aplicação não é complicada, o nosso período de aprendizagem foi relativamente curto, tendo em conta que o que sabíamos era pouco mais do que a entrada no sistema e uma vaga ideia fruto de uma descrição muito resumida que nos fizeram. O equipamento utilizado foi o vetusto computador da biblioteca da ESM em que elaborámos o questionário, os computadores e projectores existentes nas salas de aula das 9 turmas e um smartphone com uma câmara competente. É interessante referir que os cartões eram mais bem captados ao longe do que ao perto e cada focagem permitia obter a resposta de todos os cartões que estivessem à vista ao mesmo tempo.

Se houver interesse, podemos marcar uma sessão de formação.