A ironia de Eça de Queirós

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A Ilustre Casa de Ramires

de Eça de Queirós

 

Metas Curriculares de Português

Leitura recomendada no 11.° ano de escolaridade.

Publicado em livro pela primeira vez em 1900, A Ilustre Casa de Ramires conta-nos a história de Gonçalo Mendes Ramires, o Fidalgo da Torre, representante de uma nobreza já quase inexistente no Portugal oitocentista, nas suas relações familiares, no seu convívio social, nos seus entusiasmos e nas suas inexplicáveis reações.

O romance conta duas histórias em paralelo. Uma delas é um romance histórico que o personagem principal estará a escrever sobre um seu antepassado, pleno de idealismo, à maneira da estética romântica. Na outra, num registo realista, relata a vida o quotidiano de uma terra da província da época do autor (ultima década do século XIX). As duas contrastam, entre a nobreza dos feitos guerreiros do romance e a mesquinhez da vida da província. O estilo com que Eça escreve cada uma dos planos narrativos é diferente, demonstrando o extraordinário domínio literário do autor e, ao mesmo tempo, mostrando a diferença estilística entre as duas estéticas artísticas.

Eça de Queirós, com este romance divertido e irónico, descreve uma sociedade contraditória, anquilosada social e economicamente, presa a atavismos que não lhe permitem integrar a modernidade tal como os tempos exigem. Por outro lado, apela a uma renovação da elite do país.

Trata-se de um romance muito divertido, complexo nos segundos sentidos, com um final surpreendente.

Infopedia

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