Banco de imagens

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Um banco de imagens do Serviço de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

Contém preciosidades.

 

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Umberto Eco: a morte de um grande intelectual

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«… Um dos mal-entendidos que dominam a noção de biblioteca é o facto de se pensar que se vai à biblioteca pedir um livro cujo título se conhece. Na verdade acontece muitas vezes ir-se à biblioteca porque se quer um livro cujo título se conhece, mas a principal função da biblioteca, pelo menos a função da biblioteca da minha casa ou da de qualquer amigo que possamos ir visitar, é de descobrir livros de cuja existência não se suspeitava e que, todavia, se revelam extremamente importantes para nós.».
Umberto Eco

 

 

Sítio dedicado ao autor

Artigo do “Público”: Morreu Umberto Eco, o filósofo que ajudou a reinventar a figura do intelectual

Brevíssima biografia

Umberto Eco (Alexandria, 5 de janeiro de 1932 — Milão, 19 de fevereiro de 2016), escritor, filósofo,semiólogo, linguista e bibliófilo italiano, era diretor e grande referência da Escola Superior de Ciências Humanas da Universidade de Bolonha, uma das mais antigas e prestigiadas da Europa.

Académico de grande prestígio internacional, leccionou também nas universidades de Yale, Columbia, Harvard, Toronto e no Collège de France.

Autor de sólida obra académica, colaborou também em periódicos destinado ao público em geral, nomeadamente na revista semanal italiana L’Espresso, na qual escreveu sobre uma infinidade de temas. Muitos destes artigos tornaram-se clássicos do género e foram reunidos em livro, dos quais a nossa biblioteca adquiriu três em Dezembro.

Publicou uma série de romances, o primeiro dos quais “O nome da rosa”, tornou-se uma referência a nível mundial, quer pelo género (um “policial” que se passa num mosteiro da Baixa Idade Média), quer pela erudição que o autor introduz na narrativa, conciliando o trabalho teórico-crítico académico com produções artísticas destinados ao público não especialista, exercendo influência considerável nos dois mundos. O público correspondeu, esgotando edições atrás de edições. Foi adaptado ao cinema por Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery e Christian Slater nos papéis principais.

Também escreveu “O Pêndulo de Foucault”, “A ilha do dia anterior”, “Baudolino”, “A misteriosa chama da rainha Loana”, “O Cemitério de Praga” e “O número zero”. Eco disse que escrevia estes romances “ao fim de semana”, porque o verdadeiro trabalho dele era a a universidade.

Sob a orientação de Luigi Pareyson, na Itália, iniciou a sua carreira pelo estudo da estética medieval, com uma tese sobre S. Tomás de Aquino.

A partir da década de 1960, Eco estuda das relações existentes entre a poética contemporânea e a pluralidade de significados, produzindo vários ensaios reunidos na colectânea “Obra aberta” (1962), que fundamenta o conceito de obra aberta.

Por esta altura, também desenvolveu uma série de reflexões sobre a cultura de massa, com ensaios contidos em “Apocalípticos e Integrados” (1964), existente na nossa biblioteca.

A partir da década de 1970, Eco passa a tratar quase que exclusivamente da semiótica. Eco escreve importantes textos neste tema: colectânea de ensaios “As formas do conteúdo”(1971) e “Tratado geral de semiótica” (1975). Depois, no desenvolvimento destes estudos, escreveu “Lector in fabula” (1979) e “Os limites da interpretação” (1990).

Umberto morreu em sua casa, em Milão, na noite de 19 de fevereiro de 2016.

U.C. desenvolve jogos em Android

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Uma equipa multidisciplinar de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com um programador e um grupo de designers, desenvolveu um conjunto de jogos para dispositivos móveis que pretende tornar a aprendizagem mais aliciante e interativa.

Disponíveis apenas para o sistema operativo Android, os jogos criados pelos investigadores da UC vão ser lançados oficialmente a 7 de maio, durante o 3.º Encontro sobre Jogos e Mobile-Learning, a decorrer na FPCEUC, e disponibilizados a todas as escolas que se mostrem interessadas.

No total foram quatro os jogos desenvolvidos: “1910”; “Tempoly”; “Os Maias. Becoming an expert!” e “Konnecting. O Homem, ser comunicante”.

.MAIS

Patricia Highsmith

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Patricia Highsmith (1921 – 1995) foi uma escritora nascida nos Estados Unidas da América e tornou-se muito conhecida pelos seus thrillers baseados em narrativas criminais e jogos psicológicos.

Iniciou a carreira na década de 1940, escrevendo argumentos de banda desenhada, mas a sua fama cresceu com a adaptação de livros seus ao cinema. Foi o caso de O Desconhecido do Norte Expresso, por Alfred Hitchcock em 1951, e da série com a personagem Thomas Ripley.

Na semana passada estreou o filme Carol, baseado no título com o mesmo nome da autora, também conhecido por O Preço do Sal (no original The Price of Salt ou Carol).

Escreveu também muitas histórias curtas, frequentemente macabras, satíricas ou tingidas de humor negro.

Gogol: contos

Contos de S Petersburgo

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Este livro de contos de Nicolai Gogol vem ajudar a colmatar uma falha na nossa colecção: a ausência de livros deste autor e a escassa representação dos clássicos russos.

Neste livro Os Contos de S. Petersburgo foram incluidos alguns dos trabalhos mais importantes do autor: O Diário de um Louco, O Nariz, ou O Capote.
A sua obra fez de Gogol o maior escritor russo da primeira metade do século XIX, o introdutor do realismo na literatura russa, o precursor genial de todos os grandes escritores que se lhe seguiram. Tal como veio a dizer Dostoiévsky, toda a literatura russa viria a colher em Gogol os maiores ensinamentos. Com profundidade filosófica, crítica ética e social, a sua obra tornou-se intemporal e conquistou para Gogol um lugar de destaque entre os melhores escritores de todos os tempos.

biografia

Camus: a peste

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Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

A Peste é o romance de consagração de Albert Camus. Publicado em Junho de 1947, o seu sucesso foi imediato e avassalador.

Em Orão, na Argélia, no início dos anos 40, tem início uma epidemia de peste. A cidade, sujeita a quarentena, torna-se um território irrespirável. É talvez por isso que as mulheres quase não são visíveis nestas páginas. Mas a sua ausência não deixa um espaço vazio. Pelo contrário. Sentida como uma falta, como uma ferida aberta, essa ausência sublinha a importância da ternura e da felicidade. E, ao mesmo tempo, vem tornar claro o verdadeiro significado desta obra: trágica alegoria de um tempo consagrado à inumanidade. O Nosso.

crítica

Amin Maalouf, outro olhar das cruzadas

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Num texto que toma como ponto de partida as fontes coevas e, pormenor importante, exclusivamente árabes, Amin Maalouf constrói uma história das cruzadas vista de uma perspetiva a que raramente temos acesso, pois só nos foram dadas a ler as histórias das cruzadas do ponto de vista ocidental. Como afirmou Alain Decaux: «Interessa comprovar que as versões orientais e ocidentais não coincidem de todo. Nós escrevemos a nossa própria visão; durante esse tempo, eles escreveram a deles. É por isso que esta nova história das cruzadas não se parece com nenhuma outra.»
Texto cativante, que mescla o tom da crónica contemporânea com a mestria estilística do autor, As Cruzadas Vistas pelos Árabes apresenta-nos uma perspetiva que não é habitual, mas não menos empolgante.