Ter opinião

Da Fundação Francisco Manuel dos Santos recebemos 4 números da revista “XXI, ter opinião”, cada um contendo temas muito atuais e interessantes, úteis para servirem de material pedagógico em diversas disciplinas.

Na página do sítio da FFMS dedicada à publicação encontramos os temas de cada uma das edições.

 

Novo álbum de Astérix

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Novo álbum da série de Astérix em grande forma.

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Depois da morte de Goscinny, o autor dos argumentos da série até 1977, ano da sua morte, as aventuras do herói gaulês foram continuadas por Uderzo, o desenhador. Contudo, para os apreciadores mais exigentes, os álbuns editados depois dessa data já não tinham a mesma qualidade narrativa, embora mantivesse o elevado mesmo nível gráfico.

 Entretanto, Uderzo, agora com uma idade avançada, e a sua filha, herdeira dos direitos de autor e gestora do negócio gerado pelo legado desses dois criadores, decidem contratar um novo argumentista, Jean-Ives Ferri, e um novo desenhador, Didiar Conrad, dando um novo impulso.

No ano de 2015 foi editado:

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Os ensaios da FFMS

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A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) tem vindo a lançar uns pequenos livros, reunidos na colecção “Ensaios da Fundação”, com a participação editorial da Relógio D’Água.
A colecção, dirigida por António Araújo, obedece aos princípios estatutários da FFMS: «conhecer Portugal, pensar o país e contribuir para a identificação e resolução dos problemas nacionais, assim como promover o debate público.». Trata-se de pequenas publicações de autores com currículo académico e público nos assuntos que desenvolvem e constituem sínteses muito interessantes para o nosso público
A Fundação ofereceu-nos 47 exemplares, a juntar aos dois que já possuíamos, que muito agradecemos.
Criada em 2009 pelos descendentes de Francisco Manuel dos Santos, a FFMS tem como principal objectivo estimular o estudo da realidade portuguesa, com o propósito de assim contribuir para o desenvolvimento da sociedade, o reforço dos direitos dos cidadãos e a melhoria das instituições públicas.
A mesma Fundação lançou a PORDATA, que fornece acesso gratuito à mais completa base de dados estatísticos do país.
  • Justino, David – Difícil é educá-los. (já existente)
  • Vieira, Maria do Carmo – O ensino do português. (já existente)
  • Morgado, Miguel – Autoridade.
  • Rosa, Maria João Valente – Portugal : os números.
  • Brito, Miguel Nogueira de – Propriedade privada : entre o privilégio e a liberdade.
  • Mendes, Fernando Ribeiro – Segurança social : o futuro hipotecado.
  • Bento, Vítor – Economia, moral e política.
  • Marques, Sibila – Descriminação da terceira idade.
  • Sousa, Luís de – Corrupção.
    Cunha, Tiago Pita e – Portugal e o mar : à redescoberta da geografia.
  • Magalhães, Pedro – Sondagens, eleições e opinião pública.
  • Vieira, Maria do Carmo – O ensino do português.
  • Fiolhais, Carlos – A ciência em Portugal.
  • Gomes, Conceição – Os atrasos da justiça.
  • Torres, Eduardo Cintra – A televisão e o serviço público.
  • Moura, Vasco Graça – A identidade cultural europeia.
  • Mónica, Maria Filomena – A morte.
  • Gonçalves, Nuno – Economia paralela.
  • Pereira, João Santos – O futuro da floresta em Portugal.
  • Guinote, Paulo – Educação e liberdade de escolha.
  • Augusto, Carlos Alberto – Sons e silêncios da paisagem sonora portuguesa.
  • Catroga, Fernando – Ensaio respublicano.
  • Matias, Gonçalo Saraiva – Migrações e cidadania.
  • Cordeiro, Mário, – Crianças e famílias num Portugal em mudança.
  • Avilez, Francisco Xavier Miranda de – A agricultura portuguesa : as últimas décadas e perspectivas para o futuro.
  • Fernandes, Jorge – O parlamento português.
  • Machado, Maria do Céu – Adolescentes.
  • Sá, Tiago Moreira de – Política externa portuguesa.
  • Santos, Mário Coutinho dos – O dinheiro.
  • Simões, Manuel Sobrinho – O cancro.
  • Pinto, Raquel Vaz – Os portugueses e o mundo.
  • Marçal, David – Pseudociência.
  • Fernandes, Tiago – A sociedade civil.
  • Belchior, Ana Maria – Confiança nas instituições políticas.
  • Galvão, Pedro – Ética com razões.
  • Fernandes, José Manuel – Liberdade e informação.
  • Santos, Loureiro dos – Forças armadas em Portugal.
  • Rosa, Maria João Valente – O envelhecimento da sociedade portuguesa.
  • Ribeiro, Gabriel Mithá – O ensino da história.
  • Centeno, Mário José Gomes de Freitas – O trabalho : uma visão de mercado.
  • Barros, Pedro Pita – Pela sua saúde.
  • Mota, Francisco Teixeira da – A liberdade de expressão em tribunal.
  • Osswald, Walter – Sobre a morte e o morrer.
  • Aboim, Sofia – A sexualidade dos portugueses.
  • Sarmento, Joaquim Miranda – Parcerias público-privadas.
  • Rosa, Maria João Valente – Portugal e a Europa : os números.
  • Garoupa, Nuno – O governo da justiça.

5 volumes da “crónica do gelo e do fogo”

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A biblioteca já tinha os volumes I, II e IV da série “Crónicas de Gelo e Fogo”, célebre por ter dado origem à aclamada e premiada série da televisão “A Guerra dos Tronos“. Agora junta mais cinco volumes, faltando apenas os volumes VIII e X para concluir a aquisição de todos os tomos até agora publicados em Portugal.

Na edição original, publicada nos Estados Unidos, a série está dividida em 5 volumes e não em 10 como se fez por cá. O editor português optou por dividir cada volume original em 2 tomos.

Literariamente, é considerada uma das obras mais bem conseguidas da chamada literatura do fantástico ou da fantasia.

 

Obra de Dulce Maria Cardoso

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PRÉMIO DA UNIÃO EUROPEIA PARA A LITERATURA

«Um romance admirável de observação da decadência, das regras, venenos inocentes, escapismos, pequenas maldades de uma família moldada pelos hábitos do regime deposto no 25 de Abril.», Urbano Tavares Rodrigues

É uma noite de temporal. A noite do acidente. Há uma gota de água suspensa num estilhaço de vidro que teima em não cair. Há um instante que se eterniza. Reflectida na gota, Violeta mergulha nessa eternidade e recorda aquele que pode ter sido o último dia da sua vida. Na verdade, as memórias desse dia contam toda a sua história: os pais, a filha, a criada, o bastardo, e em todos a urgência da vida, que prossegue indiferente, como a estrada de onde ainda agora se despistou. Nessa posição instável, de cabeça para baixo, presa pelo cinto de segurança, parece que tudo se desamarra.
O presente perde a opacidade com que o quotidiano o resguarda e Violeta afunda-se nos passados de que é feita, uma espiral alucinada de transparências e ecos.

Na imprensa:
«De uma grande originalidade narrativa, este segundo extraordinário romance de Dulce Maria Cardoso coloca a autora na vanguarda das letras portuguesas.», Lire

«Porque se entra nos livros de Dulce Maria Cardoso como se de um turbilhão se tratasse, as imagens vão-nos aparecendo, as vozes vão surgindo, a sua lengalenga é encantatória e não a conseguimos largar. Definitivamente, a sua obra é original e eu já não sentia nada disto desde os tempos da adolescência, em que descobri a escrita de Llansol ou dos primeiros tempos de Saramago.», Isabel Coutinho, «Público»

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Sobre o “Estado Islâmico”

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O Mistério das Bandeiras Negras

 Nuno Rogeiro

Considerado ímpio por muitos crentes, e impróprio por muitos constitucionalistas, o dito «Estado Islâmico» tomou de assalto a atenção mundial em poucos meses. Onde, como, por quê e para que nasceu? Quem o guarnece, representa e pilota? Qual a sua estrutura, a sua capacidade, a sua dimensão? Quais as suas formas de actuação e financiamento? Como comunica e como actua? Quais os apoios e contactos externos? O que é a sua «doutrina»? Quais os seus objectivos imediatos, de curto prazo e quais os seus projectos mais remotos? O que dizer das teorias da conspiração sobre o seu nascimento e a oportunidade do mesmo? Por outras palavras, o que parece é, ou não? Quem são os seus amigos e inimigos, e que acções estão em curso para o destruir e proteger?
O que tem tudo isto a ver com Portugal?

artigo no logo

FASCISMO E COMUNISMO

FASCISMO E COMUNISMO

FASCISMO E COMUNISMO

 Ernst Nolte e François Furet

Dois grandes historiadores propõem neste livro uma leitura não convencional da história do século XX partindo de um acontecimento fundador, a guerra de 1914, e dos elos que unem as três grandes «tiranias» do século — o fascismo, o nazismo e o comunismo. Trata-se de compreender e de explicar o estranho fascínio que esses movimentos ideológicos e políticos exerceram ao longo de todo o século. Ernst Nolte faz incidir o foco sobre o fascismo, Furet sobre o comunismo. E ambos analisam a interdependência dos dois campos. Primeiro, sob o ângulo das ideias, o que os leva a estudar a forma como a democracia se vê dilacerada entre o universal e o particular. Depois, sob o ângulo das paixões, com a hostilidade recíproca que opõe fascismo e comunismo, mas que, ao mesmo tempo, alimenta a sua força ideológica (força essa que, de certa forma, ambos irão utilizar contra o mundo burguês e liberal). E, finalmente, sob o ângulo dos regimes, comparando-os e interrogando-se sobre a especificidade dos seus crimes.

Os Intelectuais e o Liberalismo

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Os Intelectuais e o Liberalismo

 Raymond Boudon

Como se explica que haja tantos mal-entendidos à volta do liberalismo, a doutrina política a que se deve a afirmação da liberdade, da dignidade e da autonomia dos seres humanos, a proclamação dos direitos do homem, a defesa de uma ordem política em que este seja actor consciente das suas condições de vida? Como se explica, então, que tantos intelectuais o rejeitem? Será apenas pela função crítica que cumpre aos intelectuais, função encorajada, aliás, pelo espírito liberal nas sociedades livres e plurais em que o liberalismo triunfou? Será por o liberalismo ser a referência relativamente à qual se definem as posições revolucionárias e reaccionárias?
Esclarecendo os equívocos que hoje se verificam à volta do liberalismo, desmontando os chavões em que assentam as críticas mal informadas que lhe são dirigidas, Raymond Boudon faz uma recapitulação cáustica e pormenorizada das ideias feitas que desde há trinta anos, pelo menos, confundem e viciam o debate político e estão na origem de trágicos efeitos perversos, particularmente nos domínios da política educativa, da política económica ou ainda da política de luta contra a delinquência.

RAYMOND BOUDON foi professor jubilado da Sorbonne e membro da Académie des Sciences Morales et Politiques, além de membro do Institut de France e de numerosas academias estrangeiras. Dirigiu o centro de investigação Groupe d’Études des Méthodes de l’Analyse Sociologique (GEMAS).

in, GRADIVA

 

Alain Minc

Cartas Abertas

Cartas Abertas aos Nossos Novos Senhores

 Alain Minc

«O conformismo mudou. Deixou de ser o velho conformismo burguês e passou a ser uma variante do «politicamente correcto». É apanágio dos senhores do momento: gays, feministas, comunitaristas, cruzados do movimento antiglobalização, apóstolos do populismo – entre outros.
O seu discurso é omnipresente, as suas exigências triunfam, os seus fantasmas passaram a fazer parte do imaginário colectivo. A sociedade abdicou perante eles, como outrora se curvou perante as classes dirigentes. Surpreendente mudança de perspectiva: a ideologia que se tornou dominante foi a dos que têm a inteligência de se apresentar como dominados.
«Nem Deus nem senhor»: por que razão não se aplicará o mais belo dos princípios aos nossos novos senhores? Porque escapam eles a qualquer interpelação? Por que razão a exibição dos sofrimentos passados ou da marginalização de outrora deverá deixá-los ao abrigo das críticas que, a justo título, nos fizeram a nós?
Dez cartas abertas aos nossos novos senhores para pôr fim a esse silêncio de chumbo.»

Refugiados

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Menos Que Humanos

por Nuno Rogeiro

Um livro sobre o grande tema da actualidade internacional e europeia que a é crise dos refugiados sírios o primeiro a ser publicado sobre o tema.

Nuno Rogeiro apresenta as causas e consequências desta catástrofe humanitária, e o que ela significa para os portugueses.

Na TVI e na TVI24/Público

“Submissão” de Michel Houellebecq

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Houellebecq, nesta sua obra muito polémica, faz um exercício de ficção prospetiva, tendo por base um tema tabu mas de grande pertinência nas sociedades europeias de hoje: a putativa e imperceptível islamização destruidora da nossa identidade secular.

Acontece que esta obra foi lançada na semana do ataque terrorista à redacção do Charlie Hebdo, há mais ou menos um ano. A primeira página da edição desta publicação nessa semana fatídica mostrava uma caricatura do autor e nas páginas interiores atribuía-se-lhe uma intenção islamofóbica, embora houvesse também uma crítica elogiosa por parte de um colaborador do jornal, por sinal uma das vítimas dos terroristas.

Volvido este tempo, o que parecia ser um mero romance provocatório que ficciona uma França em 2022, tornou-se numa espécie de premonição para muitos, tendo em conta os ataques a Paris e a imigração de centenas de milhares de refugiados.

O livro passou a ser lido com muito mais atenção.

Duas críticas:

JAN LE BRIS DE KERNE, tradução do artigo publicado no Público

José Mario Silva, no semanário Expresso: provocação falhada.

Mas há muitas mais.

 

 

 

Obras de Umberto Eco

 

Umberto Eco é uma das grandes figuras intelectuais da Europa.

Conhecido por muitos como romancista, a sua base de estudo é, porém, a Estética Medieval e, a partir de 1970, a Semiótica.

Académico de enorme prestígio, não se coibiu de intervir na vida contemporânea como autor de inúmeros artigos publicados em jornais e revistas destinados ao público em geral.

Em 1962 publica a obra “Obra Aberta”, livro que reúne ensaios publicados em periódicos,  e, em 1964, os diversos estudos acerca da cultura de massa contidos em “Apocalípticos e Integrados“.

A partir da década de 1970 publica inúmeros artigos e livros com grande impacto quer entre académicos, quer entre o público em geral.

Em 1980 publica a sua primeira obra de ficção, “O nome da rosa”, depois adaptado ao cinema por Jean-Jacques Annaud, ambos existentes nas bibliotecas do concelho, em que, a propósito de um enredo de crime e mistério, descreve o estilo de vida e a mentalidade dos habitantes de um convento medieval.

Depois dessa primeira experiência, reincide na ficção mais seis vezes.

Na nossa biblioteca temos também um livro muito útil, “Como se faz uma tese”, em que Eco dá bons conselhos a quem pretende iniciar-se na investigação universitária. É um manual muito útil para alunos do Ensino Secundário e do Ensino Superior que recomendamos vivamente.

É também um bibliófilo de fama internacional.

Não menos importante: é dono de um esplêndido sentido de humor.