Natal no CE Mealhada

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A última semana de aulas, na biblioteca do Centro Escolar da Mealhada, foi vivida em torno da magia do Natal.

A história trabalhada foi “Sabes, Maria, o Pai Natal não existe”, de Rita Taborda, que permitiu que as crianças continuem a acreditar na existência do Pai Natal e gerou uma reflexão conjunta de que, se algumas crianças não acreditam nele, ele também tem todo o direito de deixar de acreditar nelas, e claro que este descrédito traz alguns desprazeres.

Um livro cheio de humor, resultado da história em si, da linguagem, das ilustrações e que proporcionou esta reflexão sobre o significado simbólico do Pai Natal.

No final, todos quiseram escrever uma carta ao Pai Natal e criar o seu próprio envelope.

Pedro Seromenho na Biblioteca da EB1 da Mealhada

No passado dia 29 de novembro, o escritor e ilustrador Pedro Seromenho esteve na Biblioteca do Centro Escolar de Mealhada.

Neste encontro, apresentou a sua obra às várias turmas, num total de três sessões, nas quais se verificou bem a empatia e entusiasmo que esta visita provocou nos nossos alunos. O autor partilhou connosco os seus livros, entre eles, “As gravatas do meu pai”, “Porque é que os animais não conduzem?” e o seu último livro “A cidade que queria viver no campo”. A todos fascinou com as ilustrações feitas no momento.

A sua forma de comunicar é encantadora e deslumbrou todos os presentes. Em troca oferecemos-lhe um livro escrito e ilustrado por nós, baseado na obra “Porque é que os animais não conduzem?”.

No final, todos tiveram direito a uma pequena ilustração e um autógrafo nos seus livros!

Pedro Seromenho na BE do Luso

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No dia 27 de outubro de 2016, a Biblioteca do Centro Escolar do Luso recebeu a visita do escritor e ilustrador Pedro Seromenho, no âmbito da comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares.
Numa sessão muito animada, começou por fazer uma ilustração que serviu de cenário para a “viagem” de apresentação de algumas das suas obras. De seguida, respondeu às perguntas colocadas pelos alunos e, por fim, autografou e fez um desenho personalizado em obras adquiridas por alunos e professores.
Todos gostaram desta visita pois ficaram a conhecer pessoalmente um escritor numa sessão muito agradável, alegre e divertida.

Mensagem: agradecimento público

Agradecimento público

As Bibliotecas Escolares das Escolas Básicas n.º 2 de Mealhada e Pampilhosa, integradas na Rede de Bibliotecas Escolares, estabeleceram ao longo do seu percurso múltiplas parcerias com entidades exteriores à escola, proporcionando aos seus discentes variadas situações de aprendizagem.

Comemorando outubro como “Mês Internacional das Bibliotecas Escolares” é oportuno e gratificante podermos agradecer pública e vincadamente a generosa colaboração de escritores, editoras, livreiros, médicos, enfermeiros, advogados, jornalistas, psicólogos, Fundações, ex-combatentes de guerra, individualidades locais de reconhecido valor, contadores de estórias, Caixa Geral de Depósitos- agência de Mealhada, Biblioteca Municipal de Mealhada, Câmara Municipal de Mealhada e outras câmaras municipais, Junta de Freguesia de Pampilhosa, estabelecimentos locais, Centro de Saúde de Mealhada, GNR, Departamento de Botânica e Departamento de Ciências Sociais da Universidade de Coimbra, todos participantes na vontade de acrescentar enriquecimento em diferentes literacias às respetivas comunidades escolares.

Expressamos igualmente os nossos agradecimentos à colaboração de docentes no ativo e docentes aposentados, encarregados de educação, equipas das bibliotecas escolares, coordenadores das bibliotecas escolares do agrupamento, assistentes técnicos e operacionais, coordenação/direção das escolas e estruturas intermédias, em suma, toda a comunidade escolar e educativa do agrupamento.

Concluímos com uma nota de muito apreço à nossa Coordenadora Interconcelhia, o elo de ligação mais importante à Rede de Bibliotecas Escolares, Dr.ª Helena Duque.

 

Muito grata

Fernanda Cabral

Professora Bibliotecária das Bibliotecas Escolares das E.B. n.º 2 de Mealhada e Pampilhosa, com as respetivas equipas

 

Outubro de 2016

A nova biblioteca da EB 1 Mealhada

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No mês em que se comemora o “Mês Internacional das Bibliotecas Escolares”, a Rede de Bibliotecas de Mealhada celebrou com muito entusiasmo a abertura de mais uma Biblioteca Escolar.

A nova biblioteca do Centro Escolar de Mealhada, integrada este ano na Rede de Bibliotecas Escolares, abriu as suas portas aos alunos e restante comunidade escolar, desenvolvendo um conjunto de iniciativas que aliaram a leitura e os livros à comemoração do Dia Mundial da Alimentação.

A Biblioteca Escolar associou-se ao evento “Mercadinho de Alimentos”, tendo realizado duas atividades alusivas ao tema, tendo por base os livros “Eu nunca na vida comerei tomate” de Lauren Child e “A fuga da ervilha” de Pedro Seromenho.

Partindo da primeira história, dirigida aos alunos do pré-escolar, primeiros e segundos anos realizou-se o jogo denominado “Prova e Descobre”, que permitiu a cada um dos participantes entender que os alimentos devem ser saboreados e apreciados.

Os alunos dos terceiros e quartos anos foram convidados a participar num jogo da glória que incentiva à adoção de hábitos alimentares mais saudáveis. As várias sessões culminaram com a leitura da história “A fuga da ervilha”.

Estas atividades foram do agrado dos alunos, que participaram com bastante entusiasmo e aguardam ansiosamente por mais iniciativas do género.

Afinal, os livros também alimentam… a alma e o coração!

Colecção Jonathan

O Agrupamento adquiriu um conjunto de obras de banda desenhada reunidas sob a denominação Colecção Jonathan, editadas em parceria pela ASA e pelo jornal Público.

O personagem Jonathan é uma criação do autor suíço Cosey, à volta do qual se desenvolvem as histórias bem construídas e de profundo valor humanista.

Esta coleção é composta por álbuns inéditos, no formato franco-belga, em capa mole, embora tenham sido editados originalmente, em França, 16 álbuns.

COLECÇÃO JONATHAN PUBLICADA:
– Lembra-te, Jonathan
– E a Montanha Cantará para Ti
– Descalça sob os Rododendros
– O Berço de Bodisatva
– O Espaço azul entre as Nuvens
– Douniacha, há quanto tempo…
– Kate
– Neal e Sylvester
– Atsuko
– Aquela que foi

Notas sobre a coleção.

 

Antologia sobre a Liberdade

Este livrinho é uma antologia, editada por Jaime Gama e Gonçalo Almeida Ribeiro, que reúne um conjunto de pequenos excertos de grandes clássicos do pensamento que integram o património intelectual da liberdade na cultura ocidental.

Trata-se de uma composição de autor(es) e não de uma compilação académica. Parece-nos uma boa fonte para ser utilizada em sala de aula.

Retratos da Fundação

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Colecção Retratos da Fundação

  • Na Urgência de Joana Benard Costa
  • Atelier de Diogo Freitas Costa
  • Portugal de Perto de Nuno Ferreira
  • Aleluia! de Bruno Vieira Amaral
  • Os Últimos Marinheiros de Filipa Melo
  • A Escola de Paulo Chitas
  • Prematuros de João Pedro George
  • Longe do Mar de Paulo Moura

 

 

 

Colecção de ficção científica

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O jornal Público lançou, conjuntamente com a Saída de Emergência, a

Colecção Admiráveis Mundos da Ficção Científica

com seis livros deste género literário pouco representativo nas nossas bibliotecas.

A maioria dos volumes da colecção foram já publicados pela editora na colecção Bang!, dedicada aos géneros de ficção especulativa (fantasia, horror e ficção científica), com a excepção do lançamento inédito em Portugal de As primeiras quinze vidas de Harry August.

  1. Duna – parte 1 – Frank Herbert (info | trailer do filme) – um clássico monumental de F.C.
  2. Duna – parte 2 – Frank Herbert
  3. As primeiras quinze vidas de Harry August – Claire North (info)
  4. Forças do Mercado – Richard Morgan(info)
  5. O Prestígio – Christopher Priest (info)
  6. À boleia pela Galáxia – Douglas Adams (crítica | sítio do escritor)

A Sala de Aula, por Maria Filomena Mónica

sala de aula

Sinopse

Em 1974, perdemos uma oportunidade de oiro de reformar a escola. Seja como for, continuo a pensar que, se queremos uma escola pública decente, temos de lutar por uma sociedade mais justa. Mantendo-se tudo como está, as escolas dos pobres serão inevitavelmente guetos de onde é difícil sair e as dos ricos aquários onde os meninos só vêem uma parte do mundo. Continuo a acreditar que, se as escolas públicas forem boas, os filhos dos pobres poderão, até certo ponto, sair do círculo de miséria em que estão encerrados. Sem ceder a «facilitismos», um termo que nasceu com a democracia.

 

PUBLICADO EM MARÇO 2014

Autora

Maria Filomena Mónica

Historiadora
Maria Filomena Mónica nasceu em Lisboa em 1943. Licenciada em Filosofia pela Universidade de Lisboa em 1969 e doutorada em Sociologia pela Universidade de Oxford em 1978. Actualmente, é investigadora-coordenadora emérita do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Autora de artigos na imprensa periódica e de séries para a televisão. Entre outros, publicou os seguintes livros: Educação e Sociedade no Portugal de Salazar, 1978; Visitas ao Poder, 1993; Vida Moderna, 1997; Os Filhos de Rousseau, 1997; Eça de Queirós, 2001; Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834/1910, (org.) Lisboa, ICS/AR, 2004; Bilhete de Identidade, 2005; D. Pedro V, 2005; Cesário Verde, 2007; Fontes Pereira de Melo, 2009, Vidas, 2010 e Os Cantos, 2010, e A Morte (2011).

A concentração corporativa da edição em Portugal (a propósito de Hemingway)

A propósito da reedição dos catálogos da “Livros do Brasil” após a absorção da editora pelo grupo Porto Editora, tecemos considerações sobre a concentração corporativa neste ramo de actividade que achámos melhor localizar num artigo próprio para não contaminar a informação dada sobre a edição da obra de Hemingway.

XOXOXOXOX

O panorama da edição em Portugal tem conhecido desenvolvimentos a nível corporativo dramáticos, com editoras a fechar, outras a serem adquiridas pelos dois grandes grupos que se têm posicionado no mercado de língua portuguesa, a Porto Editora e a Leya, com a vinda de grupos estrangeiros, sobretudo de Espanha (Editorial Planeta, situada em 11.º das maiores do mundo – em Portugal; Santillana, 28.º do mundo, empresa do Grupo Prisa, dona da TVI e do jornal El País, entre outros),  com a constituição de outros grupos mais modestos (Almedina, a esteta Babel, etc.), com o abandono da Bertelsmann, um gigante de nível mundial com origem alemã, dona da Penguin Random House, número 5 do mundo, que detinha o Círculo de Leitores, a editora Temas & Debates e a a rede das livrarias Bertrand entretanto adquiridos pela Porto Editora e, finalmente, com a persistência de pequenas editoras “independentes” (artigos aqui e aqui) que vão ocupando os espaços que os grandes não querem ou não sabem preencher.

Mesmo assim, nenhum dos grupos maiores acima referidos aparece nos 57 maiores do mundo, segundo a Publishers Weekly, onde podemos observar os dois grupos espanhóis, que aproveitam muito bem o mercado da língua castelhana (Espanha, América-Latina, falantes nos EUA e no Canadá), assim como a subida espectacular de grupos chineses. Grupos em língua portuguesa, surgem lá no fim da lista 3 grupos brasileiros.

A escassa integração dos mercados do Brasil e de Portugal, assim como dos países de língua oficial portuguesa, faz com que nem as editoras brasileiras consigam vender cá a preços decentes, nem as editoras portuguesas consigam penetrar no difícil e protegido mercado brasileiro.  A Leya, por exemplo, tem parte da sua estrutura montada em Portugal e outra parte no Brasil, como se fossem empresas diferentes.

Podemos ver que países com uma dimensão populacional equivalente a Portugal, como a Dinamarca e a Suécia, têm grupos representados na lista acima citada, mas para isso deverá concorrer dois factores: a sua economia é muito mais moderna e descomplexada no que respeita ao “mercado cultural” e há um elevadíssimo nível de hábitos de leitura entre a sua população, havendo um mercado relativamente mais amplo do que o de Portugal.

A Porto Editora, ao adquirir as participações da Bertelsmann em Portugal, não só concretizou uma concentração horizontal, adquirindo editoras e chancelas com os respectivos catálogos e, consequentemente, os direitos económicos sobre as obras aí contidas, como constituiu uma concentração vertical, desde a posse de um parque gráfico onde imprimem os livros, passando pela parte editorial, até à comercialização, uma vez que detém a Wook (desenvolvido desde a base pelo grupo) mas também a rede de livrarias Bertrand e o Círculo de Leitores, comprados aos alemães.

A Leya também tem uma loja on-line, elemento fundamental neste negócio e que até editoras mais pequenas já têm um serviço destes, que permite a aquisição directa à editora sem intermediários, mas, infelizmente, sem os descontos correspondentes, em virtude da Lei do Preço Fixo do Livro.

Esta situação de domínio editorial por dois grandes grupos tem sido recebida pelos concorrentes, pelos trabalhadores do ramo e pelos leitores mais atentos com sentimentos mistos e deu até para piadas de “primeiro de abril“.

Hemingway reeditado

paris festa

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

A editora “Livros do Brasil” editou durante décadas obras que são hoje clássicos na colecção “Dois mundos”, assim como emblemáticas colecções Argonauta (ficção científica) e Vampiro (policial). Entretanto, a editora foi absorvida pelo grupo Porto Editora que começou a reeditar o catálogo, respeitando o design muito característico que a “Livros do Brasil” utilizava nas capas. Esta é, a nosso ver, uma boa notícia.

A obra de Ernest Hemingway, autor norte-americano muito lido e consagrado em vida, mas que vinha sendo esquecido nos últimos tempos, foi editada nesta colecção, às vezes com edições bastante descuidadas. Começa agora a ser reeditada e, esperamos nós, expurgadas dos erros que continha.

SINOPSE

Em 1921, um jovem Ernest Hemingway chega a Paris decidido a abandonar o jornalismo e a iniciar carreira como escritor. De bolsos vazios e com a cabeça povoada de sonhos, percorre as ruas de uma cidade vibrante nos dias de pós-Primeira Guerra Mundial, senta-se nos seus cafés para escrever, recolhe-se em retiros apaixonados com a sua primeira mulher, Hadley, e partilha aprendizagens e aventuras com algumas das mais fulgurantes figuras do panorama literário da época, como Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald ou a madrinha desta – por si apelidada – «geração perdida», Gertrud Stein. Situada entre a crónica e o romance, Paris é uma Festa é a memória destes anos e a obra mais pessoal e reveladora de Hemingway. Deixada inacabada pelo autor, seria publicada postumamente, em 1964.

 

Os homens que amaram evelyn cotton

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Sinopse

«Frank Ronan escreve sobre o amor com uma perspicácia feminina absolutamente notável!»
Fay Weldon

«Uma estreia prodigiosa!»
Times Literary Supplement

«Surpreendente e brilhante!»
Guardian

«Um romancista que compreende o amor. Frank Ronan é um anatomista do sentimento.»
The Times

PRÉMIO DO IRISH TIMES PARA LITERATURA 1990

Autor

FRANK RONAN
Nasceu na Irlanda em 1963.
Escreveu romances e contos :
Editados em Portugal pela Gradiva.
Romances:
Colecção de contos:
Tem contos seus incluídos nas antologias Best Short Stories, Telling Stories e The Best of Cosmo Fiction e ainda no Daily Telegraph e em várias revistas. Alguns foram também narrados na BBC Radio 4.
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(informação recolhida aqui)

Novo autor português

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SINOPSE

Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.

CRÍTICA

ISABEL LUCAS | Auschwitz nasceu num lugar feliz | Público, 07/08/2015

Reportagem SIC (X)

A Noite dos Calígrafos

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A Noite dos Calígrafos

de Yasmine Ghata
SINOPSE
A vida da primeira mulher calígrafa árabe num universo predominantemente masculino.

«A minha morte foi tão suave como a ponta do junco mergulhando as fibras no tinteiro, mais rápida do que a tinta absorvida pelo papel.» Assim fala Rikkat, a calígrafa otomana, numa voz que oscila entre a sombra e a luz, quando empreende a narrativa da sua vida. Este livro é uma verdadeira pérola literária. A autora leva-nos a viajar através das palavras, escolhidas com desvelo, no universo particular duma caligrafista turca. Ela descreve- nos com virtuosismo o trabalho e a paixão desta mulher, sozinha num universo tipicamente masculino. Uma magnífica homenagem a Rikkat Kunt, primeira calígrafa feminina e avó da autora.

Agustina Bessa-Luís: A Crónica do Cruzado Osb.

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Vencedora do Prémio Eduardo Lourenço 2015, Agustina Bessa-Luís vê o seu livro «A Crónica do Cruzado Osb.» reeditado pela Babel.

 

«”A Crónica do Cruzado Osb.” assinala uma experiência singular na trajectória da romancista. Aqui os vários casos, as personagens e “fábulas” mais ou menos embrionárias subordinam-se, no conjunto do livro, a uma crónica da Revolução de Abril, analisada nas suas primeiras fases e tomada sobretudo como reiterado tema de meditação”

Jacinto do Prado Coelho

“O jornalista Josué, personagem deste romance, misto de Bixiou balzaquiano e de burguês salpicado de falsidades especializadas, adaptou à nossa época a crónica de Osb., com humor lancinante de certos homens de quem se diz que têm mais temperamento do que carácter. Osberno, ou Osberto, era diferente. Mas a sua observação manifesta igualmente um fundo estremecimento, ao desejar que a justiça, perante a cidade destruída, não se detenha sem atingir os erros dos próprios vencedores”

Agustina Bessa-Luís

Crítica no jornal “Público”, O conhecimento do mundo, por Diogo Ramada Curto (X)

Portugal, a Flor e a Foice de Rentes de Carvalho

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Portugal, a Flor e a Foice, publicado originalmente em holandês e inédito em Portugal, foi escrito em 1975, em cima dos acontecimentos que se sucederam após o 25 de abril de 1974 e que eram acompanhados com atenção na Europa e em muitas partes do resto do Mundo.

Trata-se da observação pessoal que um português culto e estrangeirado faz do seu país em mudança.
Nesta apreciação aguda e de tom sempre crítico, todos os mitos da História Portuguesa são questionados: o Sebastianismo, os Descobrimentos, Fátima, a Monarquia, a Igreja, o antigo regime mas também, e sobretudo, o 25 de Abril.

Com acesso a círculos restritos nos anos que antecederam e sucederam a Abril de 1974 e a documentos ainda hoje classificados, J. Rentes de Carvalho faz uma História alternativa da Revolução e das suas figuras de proa, em que novos factos e relações de poder se conjugam num relato sui generis, revelador e, no mínimo, desconcertante.

Críticas:

Blogues: Antologia do esquecimento e Bolas e letras e Diário do purgatório

Documentos vídeo e áudio:

Ana Daniela Soares conversa com Rentes de Carvalho | 20 Mar, 2014 áudio

J. Rentes de Carvalho convidado de Luís Caetano | 15 Mar, 2014 áudio

“Portugal, a Flor e a Foice” de J. Rentes de Carvalho apresentado por Henrique Monteiro (22.03.2014)