Uma obra de Rosa Lobato de Faria

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Os Três Casamentos de Camilla S.
de Rosa Lobato de Faria
BIS
Autobiografia de uma velha senhora que, aos noventa anos, decide contar a sua vida, incluindo o que ela possa ter de inconfessável .
Desde os ambientes à narrativa (que atravessa quase um século de história ) estamos perante um livro adequadamente romântico.
OPINIÕES: 1 e 2

Oficina Didática de Ciências Humanas

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(clicar na imagem para aceder ao sítio)

A ClioESE – Oficina Didática de Ciências Humanas – da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, constitui um projeto de investigação no âmbito da Educação para as Ciências Humanas, com especial ênfase na Educação Histórica e nas áreas científicas da Geografia, da Antropologia e da Etnografia.

Desenvolve um trabalho que procura servir o universo do Ensino Básico, através de uma comunidade virtual de prática.

Esta entidade organiza, produz e divulga instumentos pedagógico-didácticos e artigos de carácter científico apropriados aos conteúdos leccionados no Ensino Básico.

Através do seu sítio, partilham materiais e recursos de todos aqueles que queiram contribuir para a base de dados.

Endereço electrónico para contactos: oficina.didactica.ch@gmail.com

A Dama Negra da Ilha dos Escravos

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A Dama Negra da Ilha dos Escravos
Memórias de Dona Simoa Godinha
de Ana Cristina Silva
Presença

OPINIÃO

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para a Formação de Adultos, como sugestão de leitura – Grau de Dificuldade II.

Da autora de As Fogueiras da Inquisição, um romance histórico magnífico que retrata uma personagem fascinante de São Tomé do século XVI.

A personagem central deste romance, D. Simoa Godinho, é uma das figuras históricas mais intrigantes e misteriosas da Lisboa do século XVI. Tendo nascido em S. Tomé, no seio de uma família rica de fazendeiros, acabaria mais tarde, já casada com o fidalgo Luís de Almeida, por vir viver para a capital do reino, onde viria a expressar o seu carácter profundamente humano através de inúmeras obras de solidariedade, nomeadamente junto da Misericórdia. Ficamos a conhecer toda a sua vida – a infância e juventude no exotismo de S. Tomé, a paixão por Luís de Almeida, a sua influência na sociedade lisboeta da época neste romance soberbo que tão bem soube captar as múltiplas nuances desta personalidade que tem apaixonado sucessivas gerações de historiadores

Livros de espanhol como segunda língua

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Esta coleção é composta de livros adaptados com diversos níveis de leitura em Língua Espanhola.

A Biblioteca tinha há muito a intenção de adquirir material bibliográfico para servir a disciplina de Espanhol. Finalmente, por indicação das nossas colegas docentes da disciplina, conseguimos adquirir estes nove volumes adaptados a diversos níveis de competência na língua.

Trata-se de uma série de narrativas graduadas por 6 níveis de aprendizagem e concebidas especificamente para os alunos de espanhol como segunda língua. Presta especial atenção às necessidades específicas das diversas etapas da sua aprendizagem e incorporam notas lexicais na margem e material de exploração didáctica.

De assinalar que a Biblioteca possui também livros de natureza semelhante em Inglês e em Francês, embora já com alguns anos, que continuam em condições de serem explorados.

Novo de José Eduardo Agualusa

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A Vida no Céu

de José Eduardo Agualusa

2013

Quetzal

Trata-se de um romance distópico, num futuro que se segue ao Grande Desastre, e em que o Mundo deixou de ser onde e como o conhecemos. Encontrando-se o globo terrestre inteiramente coberto por água, e a temperatura, à superfície, intolerável, restou ao Homem subir aos céus. Mas essa ascensão é literal (não é alusiva ou simbólica): a Humanidade, reduzida agora a um par de milhões de pessoas, habita aldeias suspensas e cidades flutuantes – dirigíveis gigantescos denominados Tóquio, Xangai ou São Paulo -, e os mais pobres navegam o ar em pequenas balsas rudimentares. Carlos Benjamim Moco é o narrador da história. Tem 16 anos e nasceu numa aldeia, Luanda, que junta mais de cem balsas. O desaparecimento do pai fará com que Benjamim decida partir à sua procura.

MAIS INFORMAÇÃO

 

 

Começar uma empresa

 

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Startup

Comece a sua empresa por 100€

de Chris Guillebeau

2013

Self PT

O autor já visitou mais de 175 países, porém nunca teve um «emprego a sério» ou um ordenado fixo. Em vez disto, tem um génio especial para transformar ideias em fontes de rendimento e usa o que ganha para suportar a vida aventureira que leva e ajudar os outros. Nas suas viagens já identificou mais de 1500 pessoas que lançaram negócios com investimentos bastante modestos (muitas vezes 100 euros ou menos) mas que lhes rendem cerca de 40.000 euros anuais. Desse grupo, decidiu destacar os 50 estudos de caso mais representativos. Em quase todos estes casos, pessoas sem qualquer qualificação específica descobriram, nos seus passatempos, características que podiam ser rentabilizadas e conseguiram mudar de vida, ter liberdade e uma maior realização pessoal. Este livro condensa lições preciosas daqueles que conseguiram.

BLOGUE do autor

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Livro de Alexandre O’Neill

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O citador

As tormentas

Infopédia

Vidas lusófonas

Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

in ‘No Reino da Dinamarca’

A Bicicleta

O meu marido
saiu de casa no dia
25 de Janeiro. Levava uma bicicleta
a pedais, caixa de ferramenta de pedreiro,
vestia calças azuis de zuarte, camisa verde,
blusão cinzento, tipo militar, e calçava
botas de borracha e tinha chapéu cinzento
e levava na bicicleta um saco com uma manta
e uma pele de ovelha, um fogão a petróleo
e uma panela de esmalte azul.
Como não tive mais notícias, espero o pior.

in:As horas já de números vestidas (1981)

Poemas de Eugénio de Andrade

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Eugénio de Andrade

C.I.T.I.

O citador

As tormentas

As Palavras Interditas

Os navios existem, e existe o teu rosto
encostado ao rosto dos navios.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades,
partem no vento, regressam nos rios.

Na areia branca, onde o tempo começa,
uma criança passa de costas para o mar.
Anoitece. Não há dúvida, anoitece.
É preciso partir, é preciso ficar.

Os hospitais cobrem-se de cinza.
Ondas de sombra quebram nas esquinas.
Amo-te… E entram pela janela
as primeiras luzes das colinas.

As palavras que te envio são interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas suas curvas claras.

Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.

E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens nuas, desoladas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.

Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”

366 poemas reunidos por Vasco Graça Moura

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366 Poemas que Falam de Amor

Compilador: Vasco Graça Moura

Quetzal

poemas no blogue da editora

 

Um poema de Fiama Hasse Pais Brandão:

Amor é o olhar total, que nunca pode

ser cantado nos poemas ou na música,

porque é tão-só próprio e bastante,

em si mesmo absoluto táctil,

que me cega, como a chuva cai

na minha cara, de faces nuas,

oferecidas sempre apenas à água.

 

 

Os últimos presos do Estado Novo

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Os Últimos Presos do Estado Novo

Tortura e desespero nas vésperas da revolução

de Joana Pereira Bastos

2013

Oficina do Livro

Sinopse

Depois de uma curta «Primavera Marcelista», o País assistiu a uma escalada da violência contra todos os portugueses que enfrentavam a ditadura. Entre 1973 e 1974, mais de 500 pessoas, pertencentes a vários movimentos políticos e oriundas de diferentes classes sociais, foram presas e violentados pela PIDE.

No forte de Caxias, muitas eram sujeitas às mais sofisticadas e brutais formas de tortura, ensinadas através de um manual entregue pela CIA à polícia política portuguesa, enquanto lá fora se preparava a revolução de 25 de Abril.

Depois de meses de sofrimento, os homens e mulheres detidos em Caxias enfrentaram momentos de angústia e incerteza quando souberam que houvera um golpe militar – seria um golpe da esquerda ou, tal como acontecera no Chile, da direita mais radical? Atrás das grades, os prisioneiros enfrentaram essa dúvida durante horas a fio. Sofrendo até ao fim, os últimos presos políticos do Estado Novo só conheceram a liberdade na madrugada de 27 de Abril de 1974 – dois dias depois da revolução que pôs termo a 48 anos de ditadura.